MOMENTOS
FELIZES
24 Outubro – Este fim de semana surge da sequente forma: Ou seja, numa das últimas visitas em que fomos ter com o Jorge e a Paula à sua nova casa em Ribamar e na sequência de excelentes almoços e posteriores jantares, bem regados com uns tintos de grau elevado de álcool e deveras qualidade.
Em determinado momento desses, eu, Gilberto falei que me prontificaria em fazer uma paelha e que eles iriam apreciar. A minha ideia é de que nos próximos tempos este tão nobre acto se concluiria. Isso não aconteceu e na verdade todas as ideias e empenhos que demostrei naquela altura, varreu-se-me completamente do meu disco rígido. O tempo foi-se passando e eu zero, zerinho. No entanto encontrava-me eu a Sofia, Carlos e Júlia na Fuzeta a passar mais um ou dois fins de semana, soalheiros e numa daquelas chamadas telefónicas da treta que o Carlos costuma fazer em que desta vez quem saiu na rifa? O menino Jorge, pela mais pragmática situação a de que muitos anos atrás o Jorge tinha uma casa aqui na Fuzeta que era um meio de encontro com os mais diversos comparsas que vinham aqui para sublimes fins de semana e pândega do costume. Então nesse telefonema em que eu nunca me intrometi na conversa, surge que o Jorge, manda abraços para todos em que eu agradeci. Entretanto surge da parte do Jorge o complemento de que esse gajo, eu, nunca mais disse nada nem apareceu.
Fiquei cabisbaixo e não compreendia a frase. A Sofia que estava bem atenta à conversa e eu completamente fora do trecho, fiquei abismado, é que não compreendia nada. Ela sorrateiramente falou-me baixinho e eu nada de entender o que ela disse e a cavaqueira com o Jorge continuava. Mas o que é que tinha acontecido! Finalizada a ligação, vim a saber que eu estava em falta para com ele, o Jorge, porquanto nunca mais ter falado em fazer a dita paelha. Sim fiquei sem palavras e pensei: é possível sim, eu na verdade já me tinha esquecido completamente do prometido. Cabeça do caraças. Passemos à frente; uma semana antes deste dia 24 de Outubro do ano da graça de 2025 telefonei para o menino Jorge a perguntar-lhe de que quando ele tivesse um fim de semana livre para conclusão e elaboração da tão prometida “paelha”. Uns dias depois chegou a informação que tinha este fim de semana liberto e que nos poderia aturar a mim, Gilberto e à minha cara metade Sofia. Assim ontem dia 23 de Outubro deslocamo-nos ao Corte Inglês onde adquirimos a maioria dos componentes necessários.
E porquê o Corte Inglês, primeiramente porque é costume ter a totalidade dos ingredientes necessários e estes terem qualidade e sabores exigentes para a elaboração deste prato. Produtos adquiridos. A partir de agora prontinhos para que hoje termos de ir buscar a nossa casinha ambulante estacionada em Carnaxide. Também é uma afronta para connosco que cada vez que queiramos sair temos de avisar o Sr. Luís (o dono da garagem), com uma antecedência de um dia em que iremos fazer o seu levantamento. Eram cerca das 11h00 quando a fomos levantar. Seguidamente parámos na nossa casa para carregarmos toda a tralha necessária, tais como a paelheira, suporte, queimador a gás e não poderia faltar a roupa necessária para estes dias, entretanto temos sempre uma reserva de vestimenta sempre permanente na autocaravana. Finalmente perto do fim do dia partimos em direcção a Ribamar usando como sempre as estradas nacionais, permanentemente que pudemos fugimos ao auto-estradas. Seguimos pela N9 em direcção a Mafra, seguidamente São Pedro da Cadeira depois a CM1387 entramos na N247 até ao destino final. Quando chegámos já o Jorge e Paula estavam nos seus aposentos. Beijinhos, abraços e aqui estamos prontinhos para amanhã nos regalarmos. Não bastando o jantar de hoje já foi o início da etapa que se segue, podemos chamar-lhe o prologo, termo muito utilizado no meio ciclista. Foi mais um final do dia excelentemente bem passado com uns tintos dignos e licores para aquecerem os pés. Final deste dia com classificação. Muito bom.
25 Outubro – Acordámos, ainda mal repostos do sono como aturdidos vindos de sei lá donde, na realidade não nos encontrávamos na nossa residência, mas sim na do Jorge em Miramar. Acantonados na casa dos nossos amigos essa, é a realidade.
Vamos levantar-nos e pôr-nos à labuta neste sábado da graça de 25 de Outubro do ano de 2025 que é o dia Mundial das Massas, Dia Internacional Contra a Exploração da Mulher e historicamente marcou a Tomada de Lisboa aos Mouros, tendo sido feriado entre 1934 e 1953. E porquê 1953, fiquem a saber foi em 1953 que nasceu o Gilberto, sim o Gilberto que veio alterar muitas coisas. Adiante, já basta de tantos preconceitos. Pequeno-almoço tomado e partimos para a Lourinhã comprar mais algumas coisas necessárias. Entre muitas coisas a família Silva marcaram um valente peixe para uma das refeições deste fim de semana. E chegou a hora de honrarmos o guloso almoço que temos pela frente com aquele delicioso peixinho guloso com umas batatinhas assadas no forno e como sempre com uma pinga de se lhes tirar o chapéu, finalizando com uns lambareiros digestivos e os respectivos cafezinhos.
À tarde o menino Jorge esteve a mostrar-nos os afazeres e alterações que fez desde a última vez que aqui estivemos hospedados, quase um ano se passou, mais parece que foi há pouco tempo. Esta é a velocidade em que os humanos andam sem se aperceberem do tempo real “a vida é um sopro”, desta eu já não tenho dúvidas, tanto que me vejo no último terço da existência. Gostamos e valorizamos tudo o que foi feito e aquilo que se apresam a fazer. Saúde Jorge e Paula para que concretizem todas as vossas ideias com muita saúde. São palavras destes vossos amigos que não vos esquecem. Sei que às vezes isso não parece, mas nós somos assim parece que nos desligamos, mas esta é a nosso modo de ser, não levem a mal. A tarde passou-se e a noite aí está. Este mês de Outubro e os próximos as horas do dia são curtas e mais curtas irão ficar. Entretanto chegou a hora do jantar melhor dizendo do petisco. Um dia bem passado e uma noite pela frente para dormir e prepararmo-nos para o que daqui advém.
26 Outubro – Foi mais um despertar no campo, pois, o silêncio, aqui ao lado, os campos de cultivo, alguns com a terra lavrada, os passarinhos e a vegetação verdejante torna este lugar um paraíso para se viver numa harmonia cobiçada. Nós gostamos deste tipo de sítios que nos tragam nostalgia e amor.
Hoje é o dia da preparação da desejada paelha. Assim depois de termos tomado o pequeno almoço pusemo-nos a preparar todos os condimentos, tais como cozer alguns mariscos e ir buscar à autocaravana a paelheira, mais o suporte e montar a grelha ou queimador a gás. De momento não sei o nome que devo dar a este apetrecho que é fantástico. Por volta da hora de almoço começámos a preparação de cozedura e distribuição dos diversos condimentos que lhe irão dar um sabor único. Já me apercebi que as quantidades que estamos a usar são em excesso, porque somos quatro gatos pingados. Há também que contar com os outros que se ausentaram, mas irão também saborear. Pena é que tenha de ser aquecida. Isto é bom preparada e comer de imediato. Caso contrário muitas qualidades se perderão. Função finalizada. Está com muito bom aspecto, vamos ver se o paladar também se enquadra, porém começámos a nossa tarefa para comermos tudo se tivermos barriga. Pratos bem atascados, boa pinga e a boa disposição não podia também faltar. Então comemos, voltamos a comer e panças atestadas. Não podia faltar o café para finalizar. Há a última tarefa, para mim a mais exaustiva. Lavar todos os recipientes utilizados e não foram poucos. O final da tarde chegou e também as horas de todos abalarmos, eis que o Jorge e Paula vão regressar às suas casas, nós pelo contrário vamos dar mais umas voltas pelo nosso país mais a norte. Despedimo-nos e partimos já com o escurecer do dia. Provavelmente temos como ponto final ficarmos o mais perto de Ovar, mas com a escassez das horas a ideias começaram logo a desmantelarem-se, mas quando passámos a poucos metros do centro da Lourinhã reparei que junto à via em que seguia observei um estacionamento que me despertou atenção. Aí parei ao lado de outras viaturas ligeiras e achamos ser o local propício para pernoitar. Mas também estávamos um pouco ensonados. Foi então fechar as cortinas e deitarmo-nos por cima da roupa. Estivemos durante algum tempo a ferrolhar a net para que depois viéssemos a deitar-nos comodamente. Sentimos o barulho do passar dos camiões ao lado, mas estamos no sítio certo para ficarmos à vontade. Vamos então repousar.
27 Outubro – O despertar surgiu com algum barulho do exterior, porque bem perto ouvia-se a atroada dos carros e camiões a circular pela estrada. Rapidamente optamos por ir dar umas voltas pela Lourinhã que é uma vila onde já passámos diversas vezes, mas conhecê-la, muito pouco ou quase nada. Atravessamos a rua e andamos à procura de uma pastelaria onde tomar o pequeno almoço. Na verdade, nestas imediações não vimos nada que nos agradasse, a opção é fraca, dá para remediar.
Depois de tão árdua tarefa de comer um bolo e beber um galão cada um vamos dar início ao percurso nada definido pela parte mais antiga desta vila da Lourinhã em que modo de conversa eu a chamo de “lourinha”. Primeiramente é de realçar que esta vila é conhecida como a capital dos dinossauros, as primeiras marcas destes bichinhos datam de muitos milhões de anos e tornaram-na uma das áreas mais ricas de fósseis de dinossauros do Jurássico Superior em todo o mundo. Na caminhada já nos deparámos com uma série de réplicas dos mais diversos lagartões. Subimos uma encosta, depois umas escadas e chegámos à igreja de Santa Maria do Castelo, já bem no alto para podermos avistar as terras que nos rodeiam. Outras voltas fizemos por algumas ruelas e já pudemos dizer que já ficámos a conhecer muito melhor esta vila. De regresso à nossa casinha ambulante, fomos comprar algumas coisas no Lidl desta terra. Já com as compras arrumadas determinámos fazer uma boa etapa até chegarmos à Costa Nova que é o local que demarcamos como ponto de chegada. Antes disso ladeamos Leiria, seguidamente Figueira da Foz e Mira. Finalmente Costa Nova onde conseguimos com muita facilidade pararmos e definirmos como local para pernoitar na Avenida José Estevão, ou seja, a marginal. Um pouco afastados de nós está uma autocaravana e mais outra num local diferente. Ainda tivemos tempo de iniciarmos mais umas voltas por esta vila, já conhecida por nós a Sofia tentou comprar um íman o que não conseguiu. A porta da loja ainda se encontrava aberta, mas o empregado ou dono, este de cor estava a arrumar as coisas, mas comunicou logo que já estava encerrado. A Sofia ficou danada com aquela atitude, pois não vimos porque não quis ainda vender qualquer coisa. Regressámos ao dormitório, onde estivemos a petiscar, mais tarde fomo-nos deitar em lugar tão sossegado, a cama.
28 Outubro – Hoje, tomámos o pequeno-almoço na nossa casinha, seguidamente fomos ver se encontrávamos um sítio onde adquirir o íman da Sofia, foi fácil e numa loja no sentido contrário aonde nos encontrávamos fomos deparar com o local exacto. Nesta altura já depois das 10h00, em que o local onde ontem tínhamos tentado a compra ainda se encontrar encerrado.
Presentemente compra efectuada, vamos colocar-nos ao caminho na direcção de Ovar. Quando nos encontrávamos às portas de Ovar vimos uma placa a indicar Praia do Furadouro, foi quanto bastou para optarmos em ir primeiramente até este local, nada teríamos a perder. Andamos pela marginal em que observámos as obras de reposição do areal que tinha desaparecido com as marés vivas. Obras que englobavam o retirar de rochedos que anos antes tinham sido enterrados na areia para agora os estarem a recolher e os virem a colocar de forma diferente. Mais me pareceu que irão reforçar o paredão já existente, mas com resistência a vagas maiores o que é que se tem vindo a observar nestes últimos anos. Umas voltas igualmente pela vila, mais fotos e também outras ruas que passámos. Nesta altura do ano poucas pessoas se vêm, este local é principalmente destinado para fins de semana e época balnear, de resto uma localidade morta. Vamos voltar ao trajecto planeado e chegados a Ovar andámos às voltas para encontrar um lugar de estacionamento, alguns lugares tentamos entrar, só que o espaço é curto ou as manobras são complicadas. Então resolvemos deixar para outro dia o conhecer Ovar, é que não sabemos nada desta terra. Havíamos pensado em seguirmos até ao Porto, apenas com o propósito de comermos uma francesinha no Capa Negra. Vamos já a caminho por lugares, quero dizer mais ruas e estradas desconhecidas por atalhos que o GPS inventou e a dado momento já passávamos por cima da ponte da Arrábida para a seguir dirigirmo-nos na direcção do Campo Alegre. Pouco andámos e os engarrafamentos começaram, mais pelo motivo da hora de ponta bem como das obras existentes no Porto, são imensas. E local para estacionamento, não vai ser fácil, seguimos nas filas compactas e na Praça da Galiza o trânsito parado completamente, devagarinho fomos andando e um pouco à frente reparei que podia passar por uma rua que se transpõe por baixo de num prédio, entrei e logo à frente com uma sorte do caraças arranjámos lugar para estacionar os 7 metros de autocaravana, na Via Particular que fica nuns prédios recentíssimos por detrás da AIMA, aqui no Porto. Agora já com estacionamento para hoje, bem como o local onde iremos pernoitar. Este um sítio bem sossegado longe da confusão que se encontra aqui a poucos mais de 30 metros. À noite lá fomos até ao Capa Negra comer as tão desejosas francesinhas. A sala onde ficámos é a primeira vez que ali nos sentámos, até estamos em dúvida se não seria uma ampliação. Veio um rissol de camarão um de carne, mais uma caneca e uma túlipa. Aqui no Porto ao fino lembraram-se de lhe chamar túlipa, mas que forma tão parola. Por fim chegaram as francesinhas. Começámos a comer, no entanto olhamos um para o outro como que disséssemos, isto não é o que gostamos. A verdade é que as francesinhas já nada têm a ver com as do antigamente. Também é verdade, há alguns anos que aqui não vínhamos, o certo também é que este produto está muito diferente, digo que não vale a pena vir aqui comer francesinha. Com esta razão, dissemos: é para esquecer a francesinha da Capa Negra, vou dizer muito mal deste restaurante, não aconselho ninguém aqui vir. Mal jantados e com muitas críticas lá vamos para o nosso hotel ambulante aqui no Porto. Estão a cair uns pingos, tivemos que acelerar os passos e chegámos. Vai ser mais outra noite de paz.
29 Outubro – Sem hesitações, este foi um sítio que nos caiu do céu. Nunca imaginámos ter a sorte de encontrar sítio tão sossegado e ainda mais, tão perto de onde queríamos ir sem andar muito à pata.
O sossego manteve-se durante toda a noite e de manhã apenas uma ou outra viatura que se transpunha por este atalho. Sim esta é uma rua muito escondida e poucas pessoas têm conhecimento deste trilho. Vamos, é colocar-nos ao caminho porque são 8h30 e já iremos apanhar muito trânsito, ainda para mais 4ª feira dia de trabalho. Ingressamos na Praça da Galiza e descemos a rua da Piedade para mais adiante cruzarmos outras vias até entramos na A1 para atravessarmos a ponte da Arrábida. A partir daí fomos passando perto de Valadares, depois Enxomil, Paços de Brandão e finalmente Ovar, tal como nos havíamos prometido ontem. Já sabemos que a grande dificuldade é encontrar local onde estacionar. Efectuamos algumas voltas, procurando espaço e não muito afastado do centro. Mais uma e outra rua, um largo, novamente a mesma rua e seguimos em frente, quando nos apercebemos que possui um parque térreo para estacionamento, mas completamente cheio, todavia numa rua ao lado estão uns camiões parados e é aí que temos também espaço para nós. Local também sossegado, se quiséssemos poderíamos também pernoitar, não vai ser necessário. Então a caminho do centro que fica a pouco mais de uma centena de metros. No, entretanto, aproveito para contar um pouco da história desta cidade. Foi um antigo porto salineiro e de pesca na Idade Média. Aqui viveu os últimos anos de vida o escritor Júlio Dinis, onde veio a redigir “As Pupilas do Senhor Reitor”, faleceu quando tinha 31 anos com tuberculose. Agora já nos encontramos no centro desta cidade, percorremos diversas ruas pela urbe antiga, comprámos o tão saboroso “pão de ló de Ovar”, estivemos num largo apreciar um grupo de turistas portugueses que deambulavam por ali e reparámos que a maioria eram mulheres já na casa do 60 e muitos anos. Já tinham enterrado os maridos e agora têm a liberdade de passear o que não tinham antigamente. Vamos regressar ao local onde se encontra estacionada a autocaravana, porém fiz uma confusão do caraças com as voltas e mais voltas que efectuamos que não conseguia encontrar o tal parque. Tivemos a ajuda de um comerciante e de uma transeunte desta cidade para nos informarem onde se encontrava o tal parque. Por aquilo que andámos nesse momento encontrávamo-nos já bem longe, mas lá conseguimos reaver o dito caminho. São 12h00, altura de seguirmos viagem para Leiria onde iremos fazer quase a totalidade do percurso pela N1. A poucos quilómetros de chegarmos a Pombal, usufruímos a informação de um engarrafamento medonho por causa de umas obras. Porém quando cheguei a Pombal apenas estive no engarrafamento duas centenas de metros, fugi por estradas camarárias e circulei depois em estradas secundárias o que consegui passar o tal congestionamento doze quilómetros à frente. Chegados a Leiria foi encontrar espaço de estacionamento, não foi complicado parar no final da Avenida Cidade de Maringá posição 39.749888 – 8.807022, junto à Rotunda do Estádio aí detivemo-nos e será onde iremos pernoitar. Mais logo com a saída de outras viaturas iremos arranjar melhor espaço de estacionamento. Como ainda temos muito tempo, fomos dar umas voltas por esta linda cidade, assim sucedeu e era já noite quando regressámos ao nosso dormitório ambulante aqui em Leiria para o merecido repouso.
Sucedeu que fizemos uma primeira paragem onde antigamente se encontrava o quartel de Artilharia 4, conhecido naquela altura 1975, como o RAL4 e onde eu tirei a especialidade, foram três meses cheios de malabarismos e artimanhas na minha estadia neste quartel, tenho imensas histórias do que ali passei, nem imaginam, tudo coisas boas ou excelentes, nada de negativo. Hoje detive-me junto à antiga porta de armas onde estive a falar com um polícia que me informou ser agora o quartel da PSP. O tempo muda, os anos passam e as coisas se alteram. Conversa finalizada e subimos mais alguns metros e embrenhamo-nos nas muralhas do castelo medieval de Leiria.
Foi o nosso primeiro rei que mandou erigir este castelo para deter o avanço muçulmano, porém o perdeu por duas vezes e o reconquistou por outras duas. Para ficar finalmente de vez na mão dos portugueses, aqui estamos, eu e a Sofia. Assim, lá fomos nós neste dia expulsar os infiéis que ainda restavam, estavam escondidos nas ameias, mas conseguimos arremessá-los para o fosso, cheio de pedregulhos. Também conseguimos fazer um imenso percurso pelas muralhas, ainda subimos, ambos até à torre de menagem e tivemos uma panorâmica extensa desta cidade linda de Leiria.Finalizamos pelas ruas escabrosas até ao centro antigo onde almoçamos numa tasquinha, comemos chaputa frita com um arrozinho de tomate, acompanhado com uma salada, adorámos. De regresso ao parque para darmos início ao retorno a casa, chegámos pelas 16h00. Ainda pudemos fazer hoje muitas coisas. Desta forma mais uma pequena viagem efectuada com sucesso e com uma classificação de excelente. Vamos esperar e produzir muitas mais, bem merecemos.
30 Outubro – Já bem noite fomos acordámos pelo motivo do guinchar de pneus muito perto de nós. Aconteceu que ali bem próximo existe uma rotunda enorme, muito fora das dimensões das normais, posso dizer que é do tamanho da rotunda do Marquês de Pombal. Um carro a alta-velocidade estava a circular em excesso de velocidade e o chiar dos pneus acordou-nos.
Esta manobra repetiu-se por diversas vezes, estivemos sempre à espera que daí adviesse um estrondo por ter batido ou se ter despistado. As coisas sossegaram, mas o cenário volta a repetir-se passado cerca de uma hora lá estava ele novamente a circular uma, duas, três vezes a rotunda. Nós estávamos um pouco receosos pois um despiste poderia vir parar para as nossas bandas, estas coisas nunca se sabem. Pareceu-nos que desta vez terminou, assim podemos dormir descansados. O acordar foi sossegado, reparámos que o parque onde nos encontrámos está repleto, não existe nenhum lugar onde se possa estacionar, note-se que aqui podem ficar umas três centenas ou mais de viaturas parqueadas. Tomámos o pequeno almoço e partimos a pé para o centro da cidade onde demos início ao percurso, subindo os elevadores que nos vão colocar à porta do castelo.Sucedeu que fizemos uma primeira paragem onde antigamente se encontrava o quartel de Artilharia 4, conhecido naquela altura 1975, como o RAL4 e onde eu tirei a especialidade, foram três meses cheios de malabarismos e artimanhas na minha estadia neste quartel, tenho imensas histórias do que ali passei, nem imaginam, tudo coisas boas ou excelentes, nada de negativo. Hoje detive-me junto à antiga porta de armas onde estive a falar com um polícia que me informou ser agora o quartel da PSP. O tempo muda, os anos passam e as coisas se alteram. Conversa finalizada e subimos mais alguns metros e embrenhamo-nos nas muralhas do castelo medieval de Leiria.
Foi o nosso primeiro rei que mandou erigir este castelo para deter o avanço muçulmano, porém o perdeu por duas vezes e o reconquistou por outras duas. Para ficar finalmente de vez na mão dos portugueses, aqui estamos, eu e a Sofia. Assim, lá fomos nós neste dia expulsar os infiéis que ainda restavam, estavam escondidos nas ameias, mas conseguimos arremessá-los para o fosso, cheio de pedregulhos. Também conseguimos fazer um imenso percurso pelas muralhas, ainda subimos, ambos até à torre de menagem e tivemos uma panorâmica extensa desta cidade linda de Leiria.Finalizamos pelas ruas escabrosas até ao centro antigo onde almoçamos numa tasquinha, comemos chaputa frita com um arrozinho de tomate, acompanhado com uma salada, adorámos. De regresso ao parque para darmos início ao retorno a casa, chegámos pelas 16h00. Ainda pudemos fazer hoje muitas coisas. Desta forma mais uma pequena viagem efectuada com sucesso e com uma classificação de excelente. Vamos esperar e produzir muitas mais, bem merecemos.





















