O
MISTERIOSO
IRAQUE
EXPEDICAO
MESOPOTAMIA
7-Junho – Lisboa –
Vitória (831km) Espanha
8-Junho – Vitória – Toulouse
(440km) França
O acidente verificado com o voo 4590 no ano de 2000 em Paris, iniciou o culminar do fim deste em 2003. Muitos mais aviões visitamos entre eles o futurista e monstruoso Beluga, nós nos questionamos como é possível esta baleia monstruosa voar, a verdade é que voa e nunca tive a sorte de o ver no ar.
9-Junho – Toulouse – Genebra
(634km) Suíça
Não foi assim tão fácil, este encontrava-se num estacionamento defronte de um parque de campismo, onde carros e camionetas de passageiros estavam também ali estacionados.
Conseguimos três lugares com imensa dificuldade, tanto que eu estacionei num lugar reservado para uma empresa. Só de manhã é que descobri que uma série de locais de estacionamento eram reservados para uma empresa de construção ali perto onde fui despejar o lixo.
Alguns de nós pernoitaram com medo que alguém quisesse sair ou entrar e que nós estivéssemos a dificultar a manobra. Nada aconteceu e descansamos comodamente. Hoje quando eram 09h01 abastecemos gasóleo em Rouffiac, 53,61 litros a 1.482€, mais tarde em 01460 Port eram 20h01 pus mais, 54,03 litros a 1.529€
10-Junho – Genebra – Santa
Mónica (190km) Suíça
O início do dia não correu do meu agrado, porque ao sair do local onde pernoitamos verifiquei que uma viatura estava estacionada muito encostada a nós, eu nem podia entrar ou sair pela minha porta, também nem demos pelo barulho do motor desta quando estacionou. Aconteceu que ao fazer a saída de frente e quando a manobra estava totalmente executada o farolim traseiro no meu lado roçou ao de leve pela parte traseira da outra viatura, ficando partido e o pára-choque ficou uns milímetros afastado.
Na outra viatura a tinta ficou raspada e nada mais. Mais tarde dei com o pé no pára-choques e este foi logo ao lugar, apenas terei ainda de passar com polish para tirar a tinta do outro veículo e comprar um novo farolim, mau começo, espero que fiquemos por aqui. Havíamos combinado que tínhamos de nos dirigir para o parque de estacionamento do CERN, cedo, para adquirir os acessos, assim ocorreu. Agora comprar os bilhetes e iniciarmos a tão desejada visita, no entanto as entradas são gratuitas, tanto melhor. Assim iniciamos o programa para esta manhã. Apenas vou relatar dois elementos que acho os mais importantes a saber, aí está o primeiro:
Os aceleradores de partículas do CERN são também utilizados na pesquisa de energia nuclear e na medicina como fonte de radiação para tratamentos de certos cancros. Alguns dos componentes electrónicos criados para aceleradores de partículas do CERN foram mais tarde utilizados na rádio, TV, radares e comunicação via satélite.
Entretanto estava à espera de visitar um local onde lograsse avistar um troço deste acelerador, isso não é visitável, apenas salas onde dispõem de peças desligadas que podem fazer parte da veracidade, mas não operam, apenas para observar e ver uma peça imóvel, nada mais. Como foram concluídas as visitas mais cedo vamos andar mais uns quilómetros, onde iremos encurtar substancialmente a etapa de amanhã. Já a caminho, ladeando com o enorme lago de Léman ele com os seus 73 quilómetros de comprimento, fomos andando entre paisagens lindíssimas até Angle onde observamos na estrada um anúncio em que se vendem cerejas. Ora essa, vamos comprar cerejas, então andamos e paramos para ver o local onde elas se encontram. Fui dos últimos a sair da autocaravana e imediatamente deparei com imensas cerejeiras carregadas, rapidamente comecei a apanhar e a comer, já com muitas na barriga fui descobrir onde se encontravam os restantes elementos, estes já estavam num barracão a cavaquearem com uma emigrante portuguesa que lhes estava a vender cerejas já apanhadas ou caso contrário poderíamos nós ir apanhá-las para depois serem pesadas e procedermos ao pagamento.
Deu-nos dois baldes não muito grandes e eis, lá vamos apanhar cerejas. Toda a malta apanhar cerejas, estas têm muito bom aspecto, mas nada das cerejas que estávamos à procura, não são muito doces nem duras como todos gostamos, mas comem-se. Acontece que eu e o Cláudio andávamos era apanhar para comê-las de imediato o resto da malta até estavam contra a nossa atitude. É que eram tantas as cerejeiras supercarregadas que mal faria se comêssemos umas tantas, não era mesmo questão. Eu falo por mim, saí dali com a barriga cheia de cerejas.
Por fim pagámos as cerejas dos baldes, e, não foram assim tão baratas, sim estamos na Suíça para nós portugueses aquele preço era elevado, para eles suíços era económico para nós nem tanto assim, queríamos sim, pechincha. Concluída tão árdua tarefa, lá vamos a caminho com estradas estreitas e paisagens adoráveis. Uma situação engraçada esta via em que circulávamos foi sempre serpenteando a auto-estrada 9, com percurso tão idêntico.
A diferença foi que cruzamos imensas vilas e aldeias ao contrário da auto-estrada que passava por perto. Já perto do final a Cândida prontificou-se em encontrar local, para pernoitar.
11-Junho – Santa Mónica –
Tirano (306km) Itália
Já longe parámos no Passo de Oberalp para tirarmos outra mão cheia de fotos. Sei que poderia estar aqui a relatar o tempo todo, mas vou passar um pouco à frente. Transpomos o cruzamento que nos daria acesso a St. Moritz, mas a direcção é para Berninapass, pela nacional 29 e mais uma vez vimos o célebre comboio que percorre montanhas aqui na Suíça por um preço elevadíssimo.
Mais lagos à nossa volta, montanhas cobertas de neve e outras paisagens deslumbrantes, como de repente entrássemos num quadro cujo tema seria a pintura, é a beleza natural, uma linha de comboio que circunda os pequenos lagos formados pelo degelo dos glaciares é maravilhoso. Grande parte do percurso é feito a 2200 metros de altitude, mais ênfase dá a tudo o que está a ser relatado. Encontramo-nos já muito perto da fronteira com a Itália onde iremos pernoitar na cidade de Tirano. Finalizada tão escarpada etapa que iremos recordar por longos anos, vamos ficar instalados em mais uma área de camping a “Camper Tirano” na via Alla Polveriera 50, 23037 Tirano SO, temos que se pagar 15€ do ingresso, a verdade é que eu não paguei nada, não fosse eu Português.
12-Junho – Tirano – Trieste
(415km) – Itália
Ao fim de uns bons minutos as três autocaravanas tinham ultrapassado os ciclistas. Neste início fomos encontrar muitas curvas retorcidas com SSS apertadíssimos foi para não esquecermos todas aquelas que ontem transpusemos.
Passamos por muitas vilas e vilarejos destes Alpes, rios e pontes, uma experiência inesquecível com paisagens deslumbrantes e muitas opções de lazer. Várias vezes nos interrogamos como seria esta viagem de Inverno, tudo coberto de neve, também deve ser fantástico, apenas com muitas limitações por causa da neve obstruir muitas destas vias. Já havíamos percorrido duas centenas de quilómetros e a montanha persiste, quando passamos por Trento é que ficamos a saber que estas estavam a ficar para trás, serão pouco mais de 100 quilómetros que vamos percorrer com elevações soft para atingirmos Trieste.
13-Junho – Trieste – Zagreb
(227km) Croácia
14-Junho – Zagreb – Mitrovica
(395km) Sérvia
Prestes a terminar o passeio, fomos em direcção ao parque onde se encontravam estacionadas as nossas máquinas. Um pormenor, este parque encontra-se numa rua muito perto do centro em que a dificuldade para entrar é complicada pois a minha caravana passa por entre um muro e o suporte da cancela, deixando-me sem espaço para fazer a manobra, ao entrar tive de recolher os dois espelhos laterias para não roçarem e mesmo assim um deles tocou na camara de filmar que estava à minha esquerda, agora à saída a dificuldade é do lado oposto, veremos se o espaço de manobra é idêntico.
Agora água não há, está mesmo seco. Ficamos no final desse parque imenso, longe da zona onde há um aglomerado de pessoas.
15-Junho – Mitrovica – Donja Toponica
(333km) Sérvia
Depois de presenciarmos os vários actos de fé e a grandeza e o luxo desta catedral, também as senhoras compraram o seu vício, os seus ímanes. Retomamos o caminho de regresso onde paramos para devorar uns MacDonald’s, comida tão típica para esta região. Aqui vamos retomar a viagem por vias com bastante trânsito e já longe percorremos a nacional 158, onde o traçado melhorou e não temos assim tantas curvas e com um piso excelente. Até ao momento já cruzamos umas quantas vezes a auto-estrada A1, mas nada de entrarmos nela, as nacionais é que merecem a nossa estima e confiança, tanto que as paisagens em nada têm a ver com as do auto-estradas. Praticamente faltam já poucos quilómetros para fazermos dois terços da tirada, pouco mais de duzentos e logo vimos o desvio para o Mosteiro de Žiča, mas este também vai ficar para outra vez, se é que vai haver mais uma vez, não sabemos! Chegámos a Deligrad, se quiséssemos ir para o Kosovo seria neste cruzamento que teríamos de tomar outra estrada para nos dirigirmos para lá. Eu, Sofia, Carlos e Júlia, já estivemos no Kosovo nos dias 18 e 19 de Agosto de 2004, já lá vão 21 anos, parece-nos que foi há menos tempo. Nessa altura o Gonçalo estava entre nós, tristeza e uma grande melancolia.
Mais uma vez a auto-estrada A1 cruza-se com a nossa via e durante alguns quilómetros está paralelamente ao nosso lado. Pouco mais andamos e entramos em Donja Toponica, onde iremos encontrar o sítio onde está o camping, já reservado.
16-Junho – Donja Toponica –
Sófia (204kn) Bulgária
O processo de atravessarmos a fronteira não foi assim tão lento como alguns de nós criticamos, um senão é que cada um teve de pagar uma taxa de 7€ para nos borrifarem os carros e mais uns trocos para podermos circular nas estradas búlgaras, e pouco mais tempo perdemos, não podemos esquecer que a Bulgária é um estado membro de União Europeia ao contrário da Sérvia que está à espera de ser admitida.
Ultrapassada esta fronteira ficamos a 89 quilómetros do destino em Sófia onde iremos passar a noite num parque de estacionamento perto da estação central de Sófia, este o Tsentralna Avtogara situado na ul. Knyaz Boris I (42.70968, 23.32062). Quando chegámos parqueamos as autocaravanas e dirigimo-nos a pé até ao centro. Percorremos uma boa distância visitando zonas ainda desconhecidas desta cidade, pois há anos que aqui já estivemos, mas não percorremos a maior parte da cidade onde agora nos encontramos.
Transitámos a totalidade da Boulevard Vitosha, onde mais tarde viemos a jantar e desta vez foi pisa, já algum tempo que não fazia parte das refeições esta iguaria, não mais do que comida de lixo, mas uma vez por outra não faz assim tão mal. Também bebemos cerveja búlgara que o Carlos não gostou nada, os restantes não se manifestaram, eu não a achei que fosse assim tão má.
No regresso ao local de pernoita, ainda fizemos mais umas voltas onde passamos por Serdika, não mais do que a parte mais antiga de Sófia, deparámo-nos com umas escavações arqueológicas mais a mesquita Banja Baši. Já um pouco cansados resolvemos mais uma vez regressar a pé. Mais um dia terminado com sucesso, amanhã coisas novas irão seguir-se.
17-Junho – Sófia – Edirne
(327km) Turquia
Subimos esta rua, cruzamos os locais onde estivemos pela última vez aqui nesta cidade e já lá vão quatro mãos cheias de anos, no ano de 2004. Recordo que nessa viagem o Gonçalo veio connosco, mas que saudades… Agora visitamos as duas mesquitas principais, pois nesta cidade existem um sem número delas.
A noite já está entre nós e temos que ir jantar, e porque na zona onde nos encontramos há restaurantes que já estão a fechar as portas, tivemos de acelerar o passo para irmos a um, em que o cruzamos e gostamos do ambiente. Conseguimos arranjar lugares, estes na esplanada no meio da rua. Há música ao vivo, sim música Turca, cantada e tocada por dois turcos, isto na Talatpaşa, Saraçlar Cd No 113, 22100 Edirne, este restaurante, vim a saber depois que se encontra aberto 24 horas. A comida não foi nada de especial, concluo que podias-mo ter escolhido melhor comida Turca.Outro pormenor, foi que havia tantas melgas, ficamos todos mordidos, nem os repelentes e sprays conseguiram eliminá-las. Os cantantes Turcos a meio da refeição lembram-se de vir ter com a nossa mesa para tocar uma rapsódia turca e pedirem contribuição do seu esforço cantante. Terminamos, logo caminhamos para os nossos lares instalados junto a uma futura linha dupla de caminho de ferro, toda feita em viaduto. Abasteci de gasóleo na Bulgária 56,618 litros a 1,493€ litro.
18-Junho – Edirne – Istambul
(256km) Turquia
Temos como vizinhos, alemães, franceses, noruegueses e mais uns quantos que não registei a sua origem. Vamos por aqui ficar onde iremos fazer o jantar e amanhã partiremos para a parte europeia num cacilheiro. O jantar feito numa casa na pradaria junto ao mar de Mármara foi hambúrgueres com arroz basmati, com ervilhas e vinho verde. Pela noite ficamos a ver notícias sobre o Irão e Israel na Sic noticias, seguindo-se cama que se faz tarde.
O dia e a noite estão a acabar, vamos fazer mais uma caminhada por becos, ruelas e ruas de Istambul para apanharmos o cacilheiro que nos levará ao nosso hotel de 7 estrelas ou 1000, sei lá.
20-Junho – Istambul – Akhisar
(471km) Turquia
Uma das tarefas de hoje foi ir ao estádio onde o Mourinho treina o Fenerbahçe comprar uma camisola para o Gui, demos algumas voltas, mas o local não seria aquele onde se podia adquirir, ficou adiada esta compra e vamos então partir para a etapa que termos pela frente.
Seleccionamos, depois de uma árdua reunião de condóminos via rádio, ficar em Akhisar que fica a cerca de 90 quilómetros de Esmirna foi eleito para descansarmos o camping Akhisar Belediyesi Karavan Park Alani onde vamos repousar, situa-se na Atatürk, 45200 Akhisar/Manisa. Está situado no meio de uma plantação de um pinheiral, completamente alinhados para que no intervalo destes fiquem as autocaravanas estacionadas. Local imperturbável, onde a generalidade ou mesmo totalidade dos campistas são Turcos apetrechados com caravanas feitas na Turquia, insignificantes autocaravanas aqui existem. O parque que é enorme, está quase repleto. Mais gasóleo desta vez 51,57 litros a 64LT=1.344€ em Dilovasi.
21-Junho – Akhisar – Develi
(319km) Turquia
Quando chegámos imediatamente a dificuldade em encontrar parque de estacionamento, há segunda tentativa já permanecíamos bem parqueados num parque para todo o tipo de viaturas, mas pago. Iniciamos uma caminhada a pé até ao Kemeralti Bazaar, como nós não soubéssemos o que era um bazar, mais uma vez nos deparamos noutro com as idênticas características dos antecedentes. Vimos boa porção de peixes e legumes, chamam sardinhas a um peixe semelhante com elas, mas não deve ser a mesma coisa.A cor do salmão cá é muito mais forte e evidência um pouco mais gorduroso. A caminhada foi comprida que até chegou a hora de almoçarmos. Entramos num restaurante de sustento Turco e papámos praticamente todos Kebab, como não tinham cerveja, foi fanta de laranja, bojo cheio, já podemos encetar a caminhada. Dar a conhecer um pouco de Izmir que é uma cidade na costa do Mar Egeu com cinco mil anos, é uma das cidades mais antigas da bacia mediterrânea. A cidade original foi estabelecida por volta do terceiro milénio AC, quando compartilhou com Tróia a cultura mais importante da Anatólia. Por volta de 1500 a.C. tinha caído na influência do Império Hitita da Anatólia Central.
22-Junho – Develi – Antália
(240km) Turquia
No entanto os ataques aéreos Israelitas liquidaram o Chefe das Forças Armadas do Irão, Mohannad Bagheri e da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, além de dois cientistas nucleares. Nós ficamos cá para ver onde isto vai parar. Vamos sim é continuar com a nossa prospecção de lugares fantásticos nesta Turquia, que é de lhes tirar o chapéu, mais adiante vou mencionar factos do desenvolvimento enorme deste país. Umas das visitas de hoje vão estender-se ao redor do local onde pernoitamos. Dirigimo-nos nas autocaravanas até a um parque na vertente de Pamukkale, foi aqui que apanhamos um táxi que nos levou ao cimo para iniciarmos o passeio pelas ruínas de Hierapolis, cidade fundada por Eumenes II, rei de Pérgamo, no Século II, a.C. Um terramoto no ano 17 no reinado de Tibério, tudo foi abaixo. Mais tarde a cidade foi reconstruída e teve grandes transformações no século II e III d.C. que fizeram perder todo o seu antigo carácter helenístico, para se tornar uma típica cidade romana, foi nessa altura que se tornou num centro de repouso de Verão para os nobres de todo o império, atraídos pelas águas termais. Uns séculos depois mais precisamente no ano de 1354, um terramoto a devastava completamente, a principal razão de contemplarmos tudo de pantanas. Se tencionamos ver o que foi uma cidade fantástica, pagamos mais uma vez uma módica quantia de 30€, uns euritos como lhes chamamos nestas circunstâncias. Colocamo-nos todos ao caminho e mal havíamos percorrido três centenas de metros deparamo-nos com uma subida íngreme e tanto a Sofia como a Júlia desistiram, indo estas fazer outro percurso. Os restantes subiram e toparam no cimo uma vista soberba sobre o teatro que é considerado o teatro romano mais preservado do mundo, Fotos foram tiradas e começamos a descer até à necrópole, no caminho encontrámos ruínas de muitos templos, fóruns e casas. Tudo isto se encontra numa área muito ampla. Um pouco abaixo chegámos a Pamukkale que a sua formação se deve à solidificação de calcite que sai junto com a água das fontes termais que nasce entre os 35° e os 100°.
O branco destas encostas pode parecer-nos neve que originam piscinas onde podemos passar descalços ao longo da visita, foi o que fizemos, no entanto, os mais astutos com vontade de tomarem banho que é para esquecer, porque a altura da água nestas piscinas é relativamente baixa.
Molha-se os pés, joelhos e não chega para molhar os calções. Gostamos de conhecer e visitar estes sítios, não vamos omitir. Como detemos uma grande tirada pela frente de 240 quilómetros tivemos de partir e circular na D320 e D585 até Söğüte, daqui até Antália foram mais 104.
No entanto a Cândida já tinha delineado o local onde iremos ficar sendo: Antalya Büyükşehir Belediyesi Karavan Park, localizado em Arapsuyu, 600.Sk, 07070 Konyaalti/Antalya. Este parque fica muito perto da praia.
23-Junho – Antália – (0km)
Turquia
24-Junho – Antália – Alanya (168km) Turquia
A esta hora da manhã já está um calor escaldante, arrumamos estacionamento perto do centro da cidade num parque colocado no meio de alguns prédios devolutos onde parte deste percurso foi feito pelo meio de três ruelas em que as autocaravanas passam a arrasar, quase a raspar os prédios. Mais um local manhoso para se estacionar. Seguidamente perseguimos para uma das partes históricas da cidade, onde fomos transitando por todas as sombras que encontrarmos, assim fugirmos à torreira do sol.Passamos defronte a mais outra mesquita, há cidades em que em cada quarteirão existe uma mesquita. Seguimos para a cidade velha de Antália que é chamada de Kaleici, é um bairro histórico repleto de ruelas estreitas, casa tradicionais otomanas e monumentos importantes como o portão de Adriano e a mesquita Minarete Yivli. Esta zona fez-me lembrar Alfama pela suas ruelas estreitas e prédios vagos. Fizemos o percurso de regresso que por sinal até é longo para seguirmos viagem para Alanya o destino final de hoje, sim depois de percorrermos mais 168 quilómetros, sempre na nacional D400. Inicialmente o percurso foi feito pelo interior, mas não tardou muito a ficar muito junto ao mar com vistas soberbas e percurso facílimo de se fazer, uma marginal extensa. Finalmente chegámos a Alanya onde procuramos lugar para parquear, tantas as voltas fizemos que em nenhum lugar conseguimos estacionamento, sim ficamos a conhecer locais da cidade que não eram previsíveis. Mais outras tentativas fizemos noutro local da cidade, sem resultados. Tanto nós como o Carlos já fomos muito felizes nesta cidade e queríamos dar a conhecer aos restantes o local onde estivemos, não foi possível. A razão principal é que há tanto e tanto turismo que as ruas estão apinhadas de carros e pessoas, nem um buraco para estacionar um carro. O que fizemos foi subir ao castelo para termos vistas fantásticas e tirarmos umas fotos, descemos e sempre com o sentido onde iremos parar, não conseguimos e desistimos de ficar em Alanya. Fomos andando, mais uns quilómetros fizemos, e na nacional D400, junto ao mar vimos um espaço, tipo estacionamento onde nos detivemos e resolvemos que será ali onde iremos passar o resto do dia e prepararmo-nos para pernoitar. Subimos o passeio e fomos estacionar em cima da areia com a praia logo à nossa frente, nem é preciso atravessar seja o que for, é mesmo o local indicado para nós. Pouco tempo se tinha passado e mais alguém com o mesmo sentido do que nós, estacionou a viatura em cima da areia, mas de imediato ficou atascado, teve que contactar alguém para o vir tirar dali. Eu nem penso que poderei ficar nas mesmas condições e se alguma vez acontecer nem me vou preocupar.
O Cláudio tem uma viatura 4x4 que nos resolve o problema, se é que existirá. Aqui fizemos mais uma grande jantarada, como deve ser com um vinho tinto de boa qualidade, algumas senhoras optaram por sumos.O por do sol foi fantástico aqui nesta zona do Mar Mediterrâneo defronte ao Chipre onde há anos fizemos a travessia de barco entre a cidade cipriota de Famagusta e a cidade turca de Alanya.
25-Junho – Alanya – Atakent
(237km) Turquia
Prosseguimos viagem e voltamos a parar para o repasto tradicional e mais uma vez à beira da estrada, beira mar e num local onde tivemos um pouco de sombra, as temperaturas andam acima dos 40°, hoje e neste momento estão 42°, um calor infernal. Perseguimos viagem passado uma hora, com a barriguinha cheia. Eu depois do almoço fico com sono, não compreendo, mas há alturas em que é difícil de ultrapassar e estou à espera que a Sofia não adormeça o que nesta altura se tem também tornado vulgar, mas não a posso deixar dormir porque senão pode haver borrada.O percurso também ajuda um pouco a descontrair-nos, porque temos paisagens fabulosas. Acho que o ar condicionado a me bater no peito e cara são os causadores, também da sonolência, pois tenho adormecido facilmente e durmo mais do que o suficiente, e logo eu que estou habituado a dormir pouco. A poucos quilómetros da chegada passámos pela cidade de Taşuco onde a partir daí o percurso deixa de ser junto ao mar e vamos embrenhar-nos numas pequenas montanhas, conhecidas pelos montes Tauro onde mais adiante cruzarmos cidade de Silifke, em que corre na encosta o rio Göksu.A falta de tempo obriga-nos a cortar da viagem um sem número de cidades ou locais de muito interesse, tal como esta cidade com muita história e monumental de Silifke, será que fica para uma próxima, é pouco provável, por ficar muito longe. E finalmente chegamos a Atakent onde iremos permanecer esta noite no Silifke Belediyesi Atapark Piknik Alani, situado em Atakent, Plaj/1 Sokak No 1A, 33960 Silifke/Mersin. Logo que chegámos louvamos o espaço e a praia para que fossemos quase de imediato tomar banho, A água aqui é espectacular a distância que percorremos dentro de água é enorme sempre com pé e praticamente sem ondulação. Resultado desta experiência, resolvemos ficar aqui mais um dia nesta praia espectacular. Temos tudo e todas as condições para descansarmos neste paraíso.
26-Junho – Atakent – (0km)
Turquia
Também tivemos gelados, sim cornetos de pistachio, chiripiti de cravo/canela, gengibre e café, este café é também um chiripiti, não é o café, estão a perceber, então bar aberto para todos. Passamos uma noite de luar de “Agosto que lhe dá no rosto”, sim ainda estamos em Junho, mas faz lembrar aquelas noites soalheiras de Agosto em Portugal. Mais um dia fantástico passado no Sul desta Turquia fabulosa.
27-Junho – Atakent – Gaziantep
(341km) Turquia
28-Junho – Gaziantep – Mardim
(358km) Turquia
O empenhamento de nos vermos livres da distância a percorrer foi que mantivemos uma velocidade constante e com as nossas conversas via rápido foram longas o tempo passou-se sem se dar por conta.
Eis já terminámos o percurso na tão célebre para nós a D400 e já estamos a 20 quilómetros do destino final. Chegados à cidade, percorremos nesta uma vasta área a conduzir, passamos por ruas muito apertadas e com muito trânsito e concluímos que é um sítio para passear e ver o que nos desperta esta cidade. Desde já é, muito antiga, no alto de um monte bem elevado.O Carlos numa das ruas movimentadas foi comprar pão e logo começou a ouvir buzinadelas porque um autocarro não conseguia passar. Começamos a descer para encontrar o parque de camping que fica uns bons metros mais abaixo. O parque de camping, Mardin Karavan Camping em Ağalday Oto Park, Necmettin, 47100 Artuklu/Mardin, mais parece um simples parque de estacionamento, apertado e com poucas condições nele existem, mas vai remediar por hoje. Com isto, há umas 7 caravanas mais aqui estacionadas, com as nossas são 10, se vieram mais umas duas fica repleto. Máquinas já devidamente estacionadas, logo subimos escadas e ladeiras para começar o passeio a pé. Detivemo-nos em diversos locais a ver o ambiente e a quantidade de turismo existente. Alguns de nós diziam que aquele turismo é Turco em nenhum local íamos encontrar europeus, não foi o que pensaram, passamos por alguns turistas que não eram Turcos, não muitos, mas detém outros povos a visitá-la. Quando se aproximou a hora de jantar, existiam várias ideias para saborearmos comida Turca. O dono ou responsável pelo parque aconselhou-nos um local onde depois de andarmos bastante o descobrimos, porém não foi da maioria do nosso agrado este restaurante, estava muito calor e este local tinha apenas uma ventoinha a trabalhar com um calor no seu interior sufocante.
Apenas o Carlos optou por ficar, os restantes, fomos procurar outro sítio e descobrimos o restaurante Hamdani, situado em 1. cadde No. 455 Diyarbakir Kapi, Mardim. Subimos até ao último andar, um terraço de onde avistávamos lá bem do alto uma parte da cidade.
O restaurante é de comida Libanesa o que todos nós apreciámos, bem confeccionada, tanto eu como o Cláudio optamos por comer borrego a Sofia e Cândida, ambas comeram carne de vaca cortada aos bocadinhos dentro de um tacho que se deliciaram.
Quando terminávamos tais iguarias chegaram o Carlos e a Júlia para se juntarem à restante maralha. Foi o terminar de uma dia e noite nesta terra linda e acolhedora, regressamos ao parque descendo uma enorme escadaria e rampas. Mais um dia de classificação com 20 valores, praticamente têm sido todos os dias.
29-Junho – Mardim – Sytrt
(301km) Iraque
Concluímos a nossa cusquice para continuarmos junto à linha de fronteira, é que está mesmo ao lado da via de circulação. Faltavam 50 quilómetros para a fronteira quando acabou de vez a D400, seguimos na D430 e a dois quilómetros da fronteira começou o engarrafamento de camiões ao longo da estrada, estes para entrarem no Iraque. Os carros não necessitavam de estar naquelas filas e fomos andando até que chegou o posto fronteiriço.Ainda demoramos algum tempo para podermos seguir para o posto de fronteira Iraquiano. Aqui estamos a demorar mais algum tempo porque temos de tirar os vistos e estes têm de ser pagos via net, com cartão de débito imediato é que não aceitam outra forma de pagamento, tanto até que já vínhamos preparados com dólares americanos para este tipo de gastos, mas não aceitam dinheiro. Tantas as tentativas inglórias via net que tivemos, que por fim fomos recorrer ao funcionário iraquiano que nos tem atendido, este por sua vez foi muito simpático e conseguiu uma vez, depois outra e outras, pois nós não conseguíamos mesmo fazer o pagamento pelo cartão revolut ou outro, não conseguimos compreender o não obtermos fazer o pagamento, com isto perdemos imenso tempo, além de que ainda tivemos de correr uns quantos guichés para tratar da papelada, registo, carimbar sei lá mais o quê, tudo muito demorado. Finalmente todos os trâmites de ingresso concluídos e já podemos ir embora em direcção a Mossul. Seguimos viagem e já vimos centenas de camiões que cruzamos em andamento bem como os que se encontravam estacionados nas bermas da estrada, em alguns casos a via estava quase integralmente obstruída, havia 2 e 3 filas de camiões imóveis à espera de entrarem em locais de controlo e verificação das cargas. A maioria dos camiões transportavam ramas de petróleo para entrarem na Turquia e irem para o porto de Ceyhan localizado na Turquia, outros também transportam grandes quantidades de hidrocarbonetos a Turquia por sua vez fornece produtos alimentares, industriais e outros. Neste percurso as tropas do Curdistão iraquiano, juntamente com a polícia e alfândega já nos mandaram parar duas vezes.
Anteriormente havíamos percorrido até aqui 300 quilómetros quando deparámos com mais uns controlos das tropas do Curdistão que nos mandaram parar mais outra vez, nesta ocasião tivemos que sair todos das viaturas e encaminhados para dentro de contentores onde trocaram algumas palavras connosco para seguidamente verem os nossos passaportes, depois deste exame quiseram entrar dentro das caravanas para observarem como eram, pedindo para abrir a porta da casa de banho, mais um armário ou gaveta, mais nada.
O Cláudio com o seu mini fogareiro fez umas brasas onde grelhou umas costeletas de borrego Turco, que estavam um regalo. Ainda antes de nos irmos deitar passou por ali um fulano que não nos apercebemos quem era com uma conversa que também não conseguimos compreender nada, foi-se embora e ali ficamos a falar para mais tarde já noite cerrada irmos para dentro das casinhas ambulantes.
Na volta quem por ali passava, pois estamos pertíssimos da estrada diziam ali: estão ciganos europeus acampados. Localização deste nosso acampamento HXFX+9H, Babirah, Nineveh Governorate.
30-Junho – Sytrt – Bagdad
(461km) Iraque
Depois de algumas voltas por Mossul, fomos também cambiar os dólares e seguidamente comprar um cartão de dados para o telefone da Sofia. Esta situação foi muitíssima exaustiva. Primeiro a loja tinha imensos clientes para atender, mas a pessoa que inicialmente me atendeu disse-me para esperar um pouco que ia arranjar maneira de ser logo atendido, mas reparei que dessa forma passaria à frente de muita gente. O real é que recorri à Cândida para ajudar no diálogo. Ainda estivemos muitos minutos na expectativa pelo atendimento, mas quando veio a minha vez a funcionária teve de preencher documentos para que eu lograsse adquirir o cartão de dados. Mais parecia que eu estava a ficar documentado para ser um cidadão iraquiano. Mas, sim, consegui adquirir o cartão para ter net e telefone aqui no Iraque. Hoje quando viajamos é essencial termos toda a comunicação necessária.
Chegou a altura de metermos gasóleo, já passamos por alguns postos de abastecimento e o gasóleo não existe em todos os locais. Por fim encontrámos um e atestámos. Reparei que o odor do gasóleo é estranho, cheira mal e a cor não é bem aquela que conhecemos. O litro ficou a 0,33€, sim muito barato. Lá vamos a caminho e chegámos a outro ponto de controlo, mais paragem, mais passaporte, mais cópias que tiram do passaporte e registam no telemóvel, mais vistoria e entrada dentro das autocaravanas e não sei mais. Retomamos a rodovia e dali a 60 quilómetros outro local de controlo, este repleto de camiões ao longo da estrada para entrarem num parque fechado, mas que confusão está aqui instalada. Folhearam todos os passaportes, copiaram as páginas dos carimbos de entrada no Iraque e lá vieram cuscar as autocaravanas.
Novamente à estrada e outra vez nova paragem esta quando estávamos a chegar para passar por Tikrit, esta já era de esperar pois sabemos que é conhecida por ser a terra natal do sultão Saladino, curdo de nascimento e célebre herói da civilização muçulmana na luta contra os cruzados, bem como do antigo presidente iraquiano Saddam Hussein (1937-2006), onde se encontra sepultado. Esta fica no triângulo sunita, uma região do país. Ou seja, todos os cuidados serão poucos, pois este país há quantos anos esteve em guerra! Novamente a fazermos quilómetros e uma tempestade de areia está presente, esta ergue-se com muito vento e a atmosfera surge com uma cor alaranjada e a nossa visão fica reduzida, vamos ter cuidado na condução. Eis que surge mais um controlo este perto da estrada de acesso a Samarra, tudo se veio a repetir e por vezes ficamos saturados de tantos controlos. Ainda detivemos outro controlo, uns quilómetros antes de entrarmos em Bagdad.Muito trânsito, engarrafamentos e imensos transeuntes, tivemos de percorrer uma parte grande da cidade para chegarmos ao hotel que se reservou, pois não conseguimos saber se existe algum local seguro onde pudéssemos pernoitar, assim optamos por ficar duas noites no seguinte hotel: Sarko Hotel, situado em Baghdad, alsaadon, Al Bataween, Almushager street 10044. Este está situado praticamente no centro, existem por perto restaurantes e locais turísticos. O estacionamento das autocaravanas, não foi fácil, ficaram na rua, mas pensamos que não haverá problema, duas no canto de dois prédios, outra na rua defronte a um parque de estacionamento que o guarda lhes vai dando uma olhadela, disseram do hotel, será verdade? Há noite resolvemos ir jantar a um restaurante iraquiano, mas o Carlos e Júlia resolveram comer na autocaravana.Os restantes apanharam um táxi e fomos para uma zona central onde predominam muitos locais onde jantar. Este taxista que foi informado pelo hotel onde nos encontrávamos, o local que nos deveria levar, não sabia o caminho e andou por lá às voltas, ainda teve de parar para perguntar como deveria ir para tal sítio. Finalmente na zona requerida e estávamos a olhar para que sítio podíamos ir e eis que uma iraquiana que se apercebeu da nossa dúvida, veio ter connosco, acompanhada do marido e deu-nos o local onde lograríamos jantar. Esta Iraquiana estava muito bem-apresentada, vestida com roupa preta comprida um lenço de seda na cabeça, bem maquilhada e na verdade era muito linda e simpática.
O restaurante que fomos era espectacular, papámos comida iraquiana de qualidade num ambiente com predicados de qualidade. Fica aqui o nome dele “Shmesani situado na Karada Kharidge rd Bagdad”, praticamente ao lado fica a gelataria Al-Faqma. Como se ainda não estivéssemos fartos, cheios, fomos parar na gelataria Al-Faqma Ice Cream, situada em Karada Kharidge, Baghdad Governorate (TCQ4+9V), igualmente com uma classe superior, comer uns gelados e saborear um doce que é a especialidade da casa.
Foi o dono que nos atendeu, quando entramos para comer um gelado e que nos deu a provar uns quantos, aconselhou-nos nos sabores e por fim falou no tal doce que acabamos por comer, desta forma demos por terminadas as nossas guloseimas por hoje, já era sem tempo.
Este bolo é conhecido por Kanafeh é um doce árabe feito com Vermicelli, um tipo de massa bastante fina, semelhante à aletria, geralmente acompanhado de queijo. Bem de noite regressamos à mesma de táxi, desta vez o fulano sabia o caminho correcto para o hotel. Estranho foi no final quando íamos a pagar em que ele disse para nós fazermos o preço e pagarmos o que achássemos.
Tudo estranho e mais diálogo nosso para ele dizer o preço, em que ele insistiu mais uma vez que éramos nós que sabíamos o que pagar. Então o Cláudio tirou mais ou menos o valor que havíamos pago anteriormente e ele olhou como que não, compreendemos que não é isso que queria, risos de ambas as partes em que a Cândida tirou mais uns trocos, quero dizer notas e agora sim, ficou contente. De qualquer das formas o que pagamos foram tostões, mas para ele não. Depois de fazermos 461 quilómetros e dos controlos excessivos, finalizamos este dia felizes e que amanhã venha outro idêntico pois vamos continuar satisfeitos.
1-Julho – Bagdad – (0km)
Iraque
Não é que tivesse pavor, não, mas todas as notícias que nos colocavam era de que se tratava de uma terra impossível de alcançar. Entretanto nos últimos 20 anos, sempre reconheci que um dia eu tinha de lá ir. Até num livro que era uma parte da cronologia de um aventureiro na condução de Datsun e jipes de nome José Megre, este disse que apenas lhe faltava um país para ter ido a todos, este era o Iraque.
Descrevo uma das últimas conversas que Megre teve (falta-me mais um país significativo a juntar à lista das quase 200 viagens pelo mundo inteiro o Iraque, nem mais nem menos). A mim ainda me faltam algumas dezenas de países não muitos e posso afirmar que não são dos que estão mais longe, mas ainda estou longínquo de dizer que ainda me falta um. Entretanto, presentemente, estão programados para hoje uma série de lugares que gostaríamos de visitar, desta maneira colocámos o início, pela mesquita de Al-Khilani onde em 19 de Junho de 2007, foi colocado um camião bomba em que resultou da sua explosão 75 mortos. Prosseguimos até às margens do rio Tigre, aí encontrámos uma placa onde estava gravado o nome desta cidade, mais fotos para o futuro, seguimos para visitar o Museu Nacional do Iraque que se dedica à história e Cultura do Iraque, com destaque para o seu papel como berço da civilização. Reabriu em 2009 após ter sido saqueado durante a invasão de 2003, exibindo novamente as suas colecções de arte e artefactos. Apreciamos imenso o termos visitado este local.
Concluímos esta visita e pouco depois avistamos o emblemático edifico do Banco Central do Iraque, este consegue distinguir-se de todos os demais existentes nesta cidade. Mais adiante a emblemática figura “salve a cultura do Iraque”, implantada numa praça central com muito movimento. Noutro local grandes edifícios de habitação se erguem, são construções moderníssimas. O Iraque está a andar. Vê-se a olhos vistos.
2-Julho – Bagdad – Munirah
(451km) Iraque
Eram 8h00 já estávamos preparados para a partida, ainda percorremos muitos quilómetros dentro desta cidade em que os engarrafamentos são pertinazes, reparámos em prédios que ainda mostram indícios das guerras, com varandas escavacadas, paredes esburacadas e telhados que foram pelos ares, mas a movimentação nas ruas de pessoas é como nada tivesse acontecido, já para nós é novidade e reparo do que ali se passou. Já nos colocamos na alçada da nacional 1 em direcção a Samarra e pelas 12h00, lá estávamos a parar para mais um controlo rodoviário por parte do exército iraquiano, não foram muitos chatos, querem ver passaportes e um pouco de conversa. Mais alguns quilómetros e quando já estávamos perto de Samarra outra e mais adiante outra paragem para saberem para onde nos encaminhávamos, nesta altura compreendemos, pois, trata-se de um local, onde as tropas, bandidos do estado islâmico andaram, mas nós o que é que temos a ver com essa gentalha?
Satisfeitos recomeçamos o caminho em direcção à cidade de Tikrit, em que desta vez vamos passar defronte de três palácios que se encontram em ruínas.
Parámos e muitas fotos tiramos, vimos a destruição provocada pelas bombas americanas lançadas em 2003 pelos bombardeiros para derrubar Saddam Hussein. Este complexo nas margens do rio Tigre era extenso e existem ainda muitos palácios que se encontram em bom estado de conservação exterior que, no entanto, foram saqueados no caos que se seguiu à entrada das forças dos EUA. Vimos a grandeza destes palácios e pensamos a riqueza que ali existiu, agora escombros.
Vamos prosseguir viagem para a cidade de Hatra. Havíamos percorrido umas dezenas de quilómetros e como já calculávamos tivemos um segundo controlo pela forças armadas que registaram nos seus telemóveis a nossa passagem e presença nesta área.
Já perto de Hatra outro controlo surgiu, para que pouco depois entrássemos na cidade histórica em que 2014, foi tomada pelo Estado Islâmico para ser utilizada como depósito de armas e campo de treinamento de novos soldados.
Em Abril de 2015, o grupo divulgou um vídeo que mostrava militantes usando grandes martelos e armas para destruir esculturas e estruturas antigas. Nessa altura a directora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que “a destruição de Hatra é um momento decisivo na lamentável estratégia de limpeza cultural do Iraque”.
Hatra foi uma antiga cidade fortificada, construída no século III a.C. pelo império Selêucida e depois capturada pelo Império Parta, também foi capital do primeiro reino árabe.
Resistiu à invasão dos romanos em 116 e em 198, graças às poderosas muralhas reforçadas com torres. Quando chegámos a esta cidade fomos recebidos por três soldados que faziam parte da segurança e de um outro elemento civil que nos guiou ao longo dos diversos locais.
Não estávamos à espera de tanta informação que nos foi partilhada. Entramos em locais fabulosos com muitos séculos de história, ficamos cientes dos estragos provocados pela presença do estado Islâmico.
É de lamentar a ideia retrograda destes de destruir um local com tanta história de séculos passados.
Apesar de algumas marcas deixadas pelo conflito em Hatra, como buracos de tiros em algumas paredes, cartuchos ainda no chão e a destruição de estátuas e figuras de rostos. A nossa visita demorou uma hora, pois o sol tinha-se posto e a hora de encerramento chegou.
Partimos com saudade de um local tão simbólico da humanidade. Termino que o Iraque tem tanto para nos mostrar e com um povo simpatiquíssimo. Partimos e temos de encontrar um sítio para descanso.
O local encontrado foi um largo de estacionamento ao lado desta via N1. Ao fundo umas casas e possíveis armazéns, desde já um local sossegado onde iremos permanecer esta noite, outra vez despreocupados.
3-Julho – Munirah – Başverimli (260km)
Turquia
Apenas o suficiente para vencer o medo e o preconceito que os media te transmitem. Os iraquianos revelaram-se um povo extremamente acolhedor e simpático. A presença militar é fortíssima, a cada sítio há militares e carros armados, mas nada mais acontece. A sensação de segurança é plena. É óbvio que se trata de um país acabado de sair de mais uma das muitas guerras, com várias feridas internas ainda mal saradas e onde a qualquer momento tudo pode mudar. O principal perigo que identifico é a condução. Sem dúvida a condução.
O trânsito é completamente anárquico nas cidades e fora delas, a grande velocidade e sem prestarem atenção ao que os rodeia, o carro. Quanto à higiene e alimentação, são razoavelmente boas. Nenhum de nós teve problemas intestinais, todos passaram imunes, sem nos termos privado de nada. Então, então não querem conhecer o Iraque. Venham daí, não se vão arrepender. Local onde dormimos à beira da estrada 37°12’37.2” N - 42°27’19.0” E.
5-Julho – Diyarbakir – Kahta (250km) – Turquia
Esta Asa fica no estacionamento do hotel que aproveita a ocasião para receber algumas autocaravanas, assim sucedeu connosco. Entretanto como ainda era cedo o Cláudio lembrou-se de reparar o humidificador que nos últimos dias tem estado com problemas, subiu para o tejadilho da Mercedes e começou a desmontá-lo, viu que tinha uma grande quantidade de sal que estava a impedir o seu bom funcionamento, limpou, soprou o filtro e sei lá mais o quê. Chegou à conclusão daquela quantidade de sal, foi quando estivemos num parque no sul da Turquia em que a água era salobra, resultante de ter uma enorme quantidade de sal que lhe foi estragar o filtro do aparelho.
Grande trabalheira que teve, mas o resultado não foi aquele que tanto desejava. A Cândida ligou a máquina de lavar roupa e acabámos por fazer o nosso jantar neste local. Mais outra etapa concluída com sucesso, venham mais, estamos preparadíssimos.
6-Julho – Kahta – Kayseri (441km) Turquia
7-Julho – Kayseri – Göreme (88km) Turquia
Falei com a Cândida que se o preço fosse ainda mais baixo que nós também iriamos. Quase de imediato o Carlos também se mostrou empenhado, nessa altura raciocinei um valor ainda mais rasteiro e foi dito ao vendedor que seriamos seis, desta forma o preço deveria ser diferente.
Não foi de imediato que este aceitou a nossa proposta, enfim telefonou para alguém, ao mesmo tempo falou com o funcionário do parque e apercebi-me que a comissão deste teria de baixar bem como a dele em conformidade da conversa que se encontrava a desenrolar telefonicamente.
Ok, aceitaram o valor proposto por nós que foi de 360€ para todos. Aquisição concluída e já sabemos que amanhã bem de manhã, mais propriamente 4 da manhã temos de estar acordadinhos pois vêm-nos buscar. Aproveitamos e adquirimos mais algumas lembranças nesta loja para de seguida irmos visitar esta aldeia de Çavuşini. No entanto alguns de nós já estivemos nesta aldeia há alguns anos atrás.
Também fomos dar um giro pelas Chaminés de Fada, não entrámos, pois, era a pagar, aqui na Turquia para se ver qualquer coisa se paga e nós não estamos nessa, teríamos de trazer um carrinho de mão, cheio de cacau para abastecer estes Turcos de uma figa. Ficamos numa varanda de um quiosque à entrada e olhamos, onde conseguimos ver alguma coisa. Note-se este quiosque foi colocado aqui para vender mais tralha Turca, só negócio.
Alguns de nós já visitamos este e outros locais e nada pagámos. Não basta as centenas os milhares de euros que as pessoas gastam em alojamentos, refeições, combustível, traquitanas, etc., quanto mais pagar valor exorbitantes nas entradas. Não são nada pecos a pedir, por exemplo 30€, 40€ ou 50€, são valores que já pagamos para entrar em certos sítios. Hoje e amanhã são os dias da nossa presença aqui na Capadócia. Muitas coisas ainda teremos para ver e desembolsar.
8-Julho - Göreme – Konya
(291km) Turquia
Já começaram a erguer-se os primeiros balões é lindo vê-los no ar com diversas cores e os que estão mais altos o sol já reflecte neles. Vamos então subir para o cesto de embarque, este está divido em pequenos quadrados e cada um leva 2 a 3 pessoas, no total o nosso cesto transporta 19 pessoas. Já estamos a subir e vemos alguns balões já bem altos.
O trajecto é lindiíssimo porque caminhamos ao longo das mais figurativas aldeias da Capadócia, por cima de montanhas, depois os vales e a subida permanece estável. Vejo outros balões mais no alto e começo a ficar triste, pois já me apercebi que não iremos tão alto.
Foi isso que aconteceu, ao fim de alguns minutos começamos a voar sempre à mesma altura, nada de subirmos. A viagem teve a duração de cerca de 45 minutos. Pousamos com toda a segurança. Esta foi a primeira viagem de balão para os nossos amigos Cândida e Cláudio, espero que tenham gostado e que estejam prontos para uma próxima num outro país ou continente, não se irão arrepender, porque é uma experiência única e saudável. Retorno ao nosso acampamento no parque de estacionamento para que de seguida sigamos para Konya.
Iremos ter algumas paragens pelo caminho sim, este percurso reserva-nos imensos locais de muito interesse. Chegámos a Üçhisar significa “três fortalezas” em Turco e é uma das localidades mais típicas da Capadócia, com o seu casario confundindo-se com a paisagem rochosa tão característica desta região. Mais adiante percorremos o Rose Valley, mais uma zona lindíssima. O próximo destino será uma cidade subterrânea construída há 1400 a.C., é ela Derinkuyu que em 1963, um habitante, derrubou uma parede da casa e descobriu que por detrás da mesma estava uma misteriosa caverna, continuou a investigar e percebeu que aquela divisão o levava a outro e outro espaço, foi assim que foi encontrada esta misteriosa cidade, cujo primeiro nível deverá ter sido escavado por volta de 1400 a.C.
No entanto os arqueólogos começaram a estudar esta incrível cidade abandonada e conseguiram chegar até aos 40 metros de profundidade, embora se acredite que vá até aos 85 metros, actualmente foram descobertos 20 níveis subterrâneos, mas apenas os oito primeiros podem ser visitados, uma vez que os outros se encontrem parcialmente obstruídos ou reservados aos arqueólogos que estudam Derinkuyu: Descemos e andámos pelos mais diversos níveis, alguns locais o acesso é muito difícil ao cruzarmo-nos com outras pessoas.
Há um corredor que eu e o Cláudio fizemos que é muito estreito e baixo, uma pessoa um pouco obesa, não é preciso ser rechonchuda, apenas um pouco, fica o corredor obstruído de imediato, tem que vir uma grua retirá-lo, ou seja um problema muito sério. De resto todos os restantes elementos circularam sem problemas. Outra etapa detemos pela frente e já circulámos na nacional D300 em direcção a Aksaray que foi um local de passagem da “rota da seda”, está situada numa espécie de oásis no meio de uma região árida à beira de um rio e tem numa extremidade o maciço montanhoso de Melendiz.
Nesta cidade encontrámos uma estátua enorme de um cão, ou seja, do cão Turco Malakli Köpeği que é o Aksaray Malaklisi, uma raça gigante, caracterizado por seu tamanho imponente, grande cabeça e forte instinto de protecção.
Este animal custa no mínimo 1000 euritos. Ainda gozamos de uma distância considerável, pela frente, vamos seguir para pararmos e visitarmos outros lugares. Faltavam prá i uns 107 quilómetros e apercebi-me que estamos muito perto do Sultanhni Caravançarai.
Como é possível porque a última vez que aqui passei foi em 2009, o único prenúncio que tive foi a estrada onde permanecíamos a circular, ou seja, o registo que ficou na minha memória. O meu disco rígido já tem 72 anos como é possível o softwere e hardware estarem ainda actualizados! Então mais à frente localizamos facilmente o destino.
Quando aqui estivemos, Carlos, Júlia, Gilberto e Sofia não pagámos um tusto para entrar, hoje não, tivemos de pagar as entradas.
É como tenho dito aqui na Turquia, pagasse tudo. Visitação concluída, agora é pôr-nos a andar porque ainda estamos longe do final da etapa. Até então, cruzamos algumas cidades e vilas. Há momentos atravessamos Çengilti e seguidamente Konya onde fomos directamente para o parque de campismo já localizado pela Cândida. Karatay Belediyesi Karavan Park, localizado em Tatlicak, Tiftikçi Sk, 42030 Karatay/Konya. O nosso jantar desta noite foram rojões.
Permanecemos isolados e sossegados em que à noite tivemos a visita inesperada de um ouriço-cacheiro e por ali passaram um número de cães turcos que apenas tinham receio de serem apanhados. Confeccionámos a nossa jantarada, ora uma delícia e descansamos das mágoas desta jornada. Outro dia nos espera.
10-Julho – Ancara – Akcakoca
(297km) Turquia
Quando chegámos um Turco deu-nos as boas-vindas, este, com muitas explicações e atenções em demasia. Viemos a saber que este Turco tinha sido emigrante na Alemanha, talvez a razão deste parque ter o nome de Hamburgo e o fulano só falar alemão, valeu-nos a sorte de que a Cândida sabe falar “Alimão”.Já completamente estabelecidos, vamos jantar à cidade que fica a meia dúzia de quilómetros de onde estamos, porém, deslocar-mos-emos de táxi. Já é muito tarde e vimos que os estacionamentos estavam repletos quando vínhamos para cá. Fizemos umas voltas a pé por esta cidade, estivemos junto ao mar Negro a olhar para as suas águas para de seguida irmos jantar num restaurante que nos encheu as medidas, estava tudo bom, no entanto quando ingressámos já estava prestes a encerrar. O regresso foi repetidamente de táxi que por sua vez foi o mesmo que nos trouxe para cá.
11-Julho – Akcakoca – Bursa
(284km) Turquia
12-Julho – Bursa – Tróia
(303km) Turquia
O Cláudio com a sua poderosa “Vario 4x4” partiu à minha frente para que o trilho fique desimpedido para eu ficar com algum espaço de manobra. Arranco na subida com uma aceleração regular até à curva em cotovelo, praticamente não reduzi a velocidade e entrei na última elevação sem problemas, atrás de mim veio o Carlos também sem constrangimentos. No final deste troço pedregoso entrámos na nacional D200, esta uma longa via a percorrer. No final de 112 quilómetros cruzamos a cidade de Bandirma localizada numa baía do mar de Mármara, não fizemos nenhuma paragem.Seguimos na mesma via até Denizkent onde fizemos uma pausa para petiscarmos junto a um paredão onde o mar de Mármara era agora nosso vizinho. O Cláudio estava a morder-se para tomar uma banhoca e foi o que aconteceu. Homem ao mar que se faz tarde. Terminadas tão árduas tarefas recomeçamos a viagem em direcção de Tróia, sim Tróia Turca, nós temos a Tróia mariscos defronte a Setúbal, também uma belíssima localidade. Neste dia meti mais uns litros de gasóleo, abasteci 64,07 litros a 51,66, Liras Turcas, o litro, equivalente a 1,058€. Ainda detemos outra distância a percorrer para entrarmos no estreito de Dardanelos que liga o Mar Egeu ao Mar de Mármara onde se travou uma batalha na 1ª guerra mundial em 18 de Março de 1915. Um intenso ataque naval da campanha de Galipoli em que três couraçados são afundados pela tropas otomanas, sendo fracassada a invasão naval britânica e francesa neste estreito de Dardanelos e quase custou a carreira política de Winston Churchill. Já poucos quilómetros faltam para finalizarmos o itinerário de hoje, ainda transpusemos algumas cidades e vilas antes de ingressarmos no espaço histórico de Tróia. Logo que chegámos fomos adquirir os ingressos que nos importaram a cada um o valor de 27€, este preço é para turista o preço para turco fica no máximo por 600 liras turcas o equivalente a 12,41€. Mais uma vez digo é mesmo esfolar o turista, esta mama um dia há-de se consumar como o petróleo irá acabar também para os grandes produtores mundiais que um dia vão-se agarrar ao toutiço. Logo que transpusemos as cancelas de acesso tivemos pela frente o enigmático cavalo de Tróia, colossal, produzido em madeira e aqui começa o itinerário para ficarmos a conhecer esta cidade fundada há milénios de anos, tendo esta sido, um centro estratégico da Idade do Bronze, com uma história de várias camadas de assentamentos, desde cerca de 3000 anos a.C. até aos períodos gregos e romanos.
É o palco lendário da Guerra de Tróia, imortalizada na Ilíada de Homero e um Património Mundial da Unesco desde 1998. Caminhamos por quase todos os níveis possíveis de se visitar em que encontrámos um emaranhado de ruínas que nos dizem que revelam nove camadas de ocupação, mostrando que a cidade foi destruída e reconstruída várias vezes ao longo dos séculos, resultado de desastres naturas e conflitos. Os nossos conhecimentos são vagos na maioria dos pontos em que passamos por esta ou por outra parede, fortificação, sedimentos ou sobejos de estátuas, é que não sabemos mesmo fazer tais distinções. Concluída a visitação de Tróia e não se perde nada em focar o que nós sabemos da história de Tróia é que;
- A cidade ficou famosa por causa da Guerra de Tróia, travada entre gregos e troianos, imortalizada na Ilídia.
- A lenda conta que a guerra ocorreu após o Príncipe troiano Paris raptar Helena, esposa do rei Menelau.
- Para entrar na cidade, os gregos usaram o famoso Cavalo de Tróia, um presente que escondia guerreiros em seu interior.
13-Julho – Tróia – Paralia
Mandras (342km) Grécia
- Com a derrota da Bulgária na primeira Guerra Mundial a cidade ficou sob o controlo grego pela segunda vez. Em 1920 a cidade foi renomeada para homenagear o rei da Grécia, Alexandre. Com o tratado de Lausanne em 1923, Alexandrópolis tornou-se oficialmente grega. E repito em 1920, após uma visita do rei da Grécia Alexandre I, as autoridades locais decidiram renomear a cidade como Alexandrópolis em sua homenagem. O pedido foi amplamente aprovado pelo governo central grego, sendo que o nome é usado até aos dias actuais. Eu na altura ainda argumentei, pois já sabia muitas coisas relativamente à 1ª e 2ª guerra mundial, como às guerras Púnicas, Peloponeso e Otomanas, mas faltava-me alguns argumentos como este que já sabia algumas coisas, mas. Ponto final sobre esta cidade.
14-Julho – Paralia Mandras
(0km) Grécia
15-Julho – Paralia Mandras
(0km) Grécia
Entretanto sua comercialização na Europa Ocidental findou em 1991, prosseguindo a produção e as vendas no mercado polonês até o ano de 2000, no entanto a fábrica na Polónia já produzia este carro desde 1973.Com certeza é esta a razão principal dos Poloneses fazerem esta digressão por estas terras. Será que vão até ao Iraque? Não vão ter problemas, não gastam AdBlue. O dia está, no entanto, a findar aqui em Paralia Mandras, estivemos muitas horas a banhar-nos dentro desta água luzidia e quentinha, afastados uma centena de metros do areal, isto mais parece uma piscina do que praia porque a água está estática. O calor não nos larga, durante o dia é excepcionalmente agradável, pela noite incomodativo. Já noite, confeccionamos o jantar, uma grande feijoada em que todos colaboramos para a sua preparação, regado com uma boa pinga cá da terra, sim um “tinto de Creta” de boa qualidade. Podemos dizer que foi mais um dia de festa na Grécia.
16-Julho – Paralia Mandras –
Paralia (363km) Grécia
Deu discussão de ambas as partes em que a Cândida ficou nervosa, mas na realidade o grego não tinha actuado correctamente, porque antes, quando passou por mim já havia feito borrada. Ânimos repostos, todos arrancámos, até existia uma segunda viatura grega que estava parada ao meu lado um pouco à frente que era afecto ao grego estúpido, olhou para mim com cara de poucos amigos.
Mais nada para contar e seguimos, mais um vira à direita, em frente, viramos à esquerda e seguimos em frente, vamos tentar agora encontrar parque de camping ou onde pernoitar, mais voltas e ao passarmos por um parque de estacionamento bem grande com algumas árvores e no meio de prédios habitacionais e muitos lugares vagos parámos, colocamos os carros da melhor forma que raciocinamos. Dali a pouco saímos, fomos para o centro da vila dar umas voltas a pé, em que as senhoras compraram os desejados magnéticos e mais tarecada.Aproximou-se a hora de jantar, estivemos a ver qual o restaurante que nos contentasse. Optamos pelo restaurante Poseidoneion fish taverna - grill em Agiou Nikolaou, 41 Paralia 601 00, mas que grande escolha esta, todos ficámos satisfeitos com o serviço, local, atendimentos e rações escolhidas, peixinho para toda a comandita e não podia faltar o quê? O docinho. Indico a posição onde pernoitamos, ou seja, onde se encontraram as viaturas estacionadas 40°15’56.3” N 22°35’35.4” E.
17-Julho – Paralia – Meteora
(243km) Grécia
Praticamente a meio do trajecto cruzamos Larissa, sendo esta uma cidade histórica da região de Tessália. É um território com muitos pontos turísticos e contendo muitas paisagens pitorescas. Continuámos em zonas montanhosas, não sendo a Grécia montanhosa! São montanhas por tudo quanto é sítio.
Vamos passar a todo o momento por Trícala, já muito perto do final do trajecto de hoje que é Meteora. Já pertíssimo iniciamos a soberba subida para nos aproximarmos dos mosteiros, conseguimos com dificuldade estacionamento, fizemos antes uma pequena subida onde deixamos as nossas madames para depois, sim, estacionarmos.O primeiro destes mosteiros que fomos visitar hoje foi o de São Varlaam que é um mosteiro ortodoxo oriental. Está situado no topo de um precipício rochoso que fica a 373 metros acima do fundo do vale. Foi fundado em 1517. Existe uma caverna a que chamam a “Caverna do Dragão” que se encontra localizada do lado sul, abaixo do mosteiro. Não a visitamos e a razão é bem simples; Caberna do Dragom, não, cheira logo a tripeiros e connosco temos um fervoroso adepto daquele clube nortenho. Tivemos medo sim, pois claro. Ainda tivemos tempo para dar outras voltas ao longo das estradas que rodeiam mais mosteiros deste tipo, um deles que chegámos, poucos minutos depois de este ter encerrado, por hoje as visitas.
Estamos rodeados de sítios incríveis e inesquecíveis. Descemos destas montanhas encantadoras para nos refugiarmos no parque de campismo escolhido para hoje que é: Camping Meteora Garden – (9.708886, 21.609055 ou 39°42’31” N 21°36’34” E) no 1º km da estrada nacional Kalampaka-Ioannina 422 00 Kastraki. Quando chegámos a este parque os nossos amigos foram para a piscina lavar as intimidades encaloradas.
18-Julho – Meteora – Atenas (355km)
– Grécia
Vamos visitar mais um mosteiro, um quanto dissemelhante do de ontem, mas lembrei-me de uma frase que já li em algum lugar em que alguém dizia que os eremitas ortodoxos eram parecidos com cabras montanhesas, pois construíam templos e igrejas em lugares que nos questionamos, como era complicadíssimo a construção de mosteiros em cima de penhascos e como levavam para lá todos os materiais de construção. E mais tarde os acessos a esses locais eram problemáticos. E acidentes, quantos não houve no decorrer de séculos! Aqui estavam longe da civilização e iriam viver no isolamento e na solidão. No meu parecer eram também, quase de certeza pessoas presunçosas.Aqui em Meteora chegaram a haver 24 mosteiros, seis dos quais continuam activos até esta data. Mas nesta data os eremitas não tiveram evolução porque o caso das mulheres para entrarem nestes mosteiros tem de usar saias, não lhes é permitido entrarem de calças, calções e muito menos de mini-saias, esqueceram-se da evolução dos tempos. Será que estes gajos não usam telemóvel ou vêm televisão. Ah, as mulheres para eles devem ser sagradas e deverão-se manter-se tapadas, escondidas, será esta a razão, têm-se de esconder tudo que seja mulher, por causa do pecado de Adão e Eva. Não lhes podemos ver as pernas, nem as ancas e por pouco a cara teria de ficar totalmente encoberta, estes têm um pouco a ver com os actuais talibãs. O mosteiro que designamos para hoje é o Mosteiro Megalos Meteoros, sendo este o mais antigo e como outros tantos tem uma vista espectacular.
A escadaria de acesso é difícil para a Sofia em que o coração fica acelerado, vai ter de fazer umas quantas paragens para escalar todos os degraus que lhes vão surgir, mas vai conseguir. Como tive de ir estacionar a viatura um pouco longe do acesso a este mosteiro a Sofia e a Júlia ficaram na entrada do mosteiro, já vi ao longe que se encontram a escalar uma parte das escadas. Nesta altura consigo ver que ambas, já estão muito lá para cima e daqui a pouco já nos reencontramos. Grupo já refeito para percorrermos o mais que logremos. Assim sucedeu, desde locais de oração, salas, quartos, agora lojas de exposição, oficinas de carpintaria e de ferreiro, adegas e mais manufactos espalhados ao longo da rota visitada.
Foi uma visita que provavelmente estivemos mais de 1h30, ficamos contentíssimos, valeu a pena e recomendámos. Partimos em direcção de Atenas em que mais uma vez o Cláudio foi a uma oficina repor o ar condicionado, ficou um pouco melhor, mas vejo na cara dele que não ficou totalmente satisfeito. Encontrámo-nos a circular na nacional 6, circundámos Trikala, mais umas dezenas de quilómetros chegámos a Carditsa.
Um pouco adiante o almoço e siga que se faz tarde. Continuámos a desbravar serras e vales, também atravessamos por muitas aldeias e vilas, em determinado momento transpomos um cruzamento que dava acesso ao Mosteiro de S. Lucas, até que, já perto da meta outra estrada que ia para o Porto de Pireu que é o principal porto de Atenas e o maior porto de passageiros da Europa. Com tudo isto entrámos em Atenas, logo nos dirigimos para o Remiza Parking, que é uma estação de recolha de autocarros, mas tem uma área para autocaravanas, cuja localização é: 37°59’47.3” N - 23°42’05.5” E., permanecemos praticamente à estrada num espaço sossegado.
Como somos umas baratas tontas, eis que soubemos onde apanhar o autocarro que nos leve para o centro da cidade, é uma estação central donde partem centenas desses veículos, fica pertíssimo de onde nos encontramos, um pequeno percurso a pé e logo chegámos e rapidamente apanhámos o autocarro. No centro, começamos as nossas voltas, ainda deu para ver uma cena da polícia com um sujeito que possivelmente estava a suplantar a Lei, foi algemado e colocado num recanto. Seguimos rua abaixo com muita gente no passeio ao fim do dia.
Também a fome veio ter connosco, não fomos de meias-medidas e entrámos num restaurante onde servem apenas comida grega, nada de outras coisas, foi ele o “Ella Athens” localizado em Mitropóleos 26, Athens 10563. Mais outra aposta bem-sucedida, ficamos satisfeitos com tudo o que saboreamos. Finalizada tão árdua tarefa, tivemos de regressar ao nosso ninho ambulante, ou seja, o nosso hotel de 5 estrelas em Atenas.
19-Julho – Atenas (0km) –
Grécia
Alguns de nós já lá estivemos há vários anos, mas não se perde nada de a revisitar outra vez. Bilhetes adquiridos e tivemos logo um contratempo. Devido à enchente de visitas nesta altura, existe marcação de hora para se poder entrar. Vamos ter de dar umas voltas, deitar tempo fora, pois só daqui a 2h30 é que vamos entrar. Aproveito para referir temas deste local; o significado da Acrópole de Atenas é tal que é comumente conhecida como “A Acrópole”, sem qualificação. A Acrópole era literalmente a “cidade alta”. sim existem tantas outras acrópoles na Grécia. Esta foi construída por volta de 450 a.C. sob a administração do célebre estadista Péricles. A maioria das pessoas estão equivocadas quando visitam este local e chamam ao edifício que está bem do cimo de Acrópole, mas na realidade ele é chamado de Partenon.
Quero com isto dizer que a maior parte das estruturas da Acrópole de Atenas estão em ruínas; entre as que ainda estão de pé, são o Propileu, o portal para a parte sagrada da Acrópole o Partenon, templo principal de Atenas o Erectéion, templo dos deuses do campo e o Templo de Atena Nice, símbolo da harmonia da antiga cidade-estado de Atenas. Os restantes edifícios estão completamente escavados o que acontece com a maioria dos monumentos e locais de história da Grécia, ou seja, um amontoado de pedregulhos. Por agora, já chega de falar desta pedreira. Tivemos de dar uma volta nos arredores deste complexo e um dos locais onde estagnamos foi no Arco de Adriano, aí presenciamos dois carteiristas actuar em liberdade, notava-se logo que estavam ali para roubar os turistas.
A polícia encontrava-se ali bem perto, mas nada de intervirem, já nos parece a polícia em Portugal, andaram na mesma escola e os mesmos professoras da Comunidade Europeia. O tempo foi-se passando, resolvemos então de ir para a porta de entrada, ainda demoramos mais algum tempo no trajecto feito calmamente, quando chegámos já pouca gente estava por ali. Apercebemos que naquela altura a hora de entrada estava totalmente abolida, as pessoas iam chegando e ingressando ao mesmo tempo, já não há filas de espera. Tudo feito atabalhoadamente é o mais comum nesta europa, completamente cedida aos incompetentes. A entrada foi antecipada uns 20 minutos.
Iniciamos a subida abrupta por carreiros, escarpas e amontado de pedras para aproximamos do Partenon, este continua em restauro por mais umas centenas de anos, sim outro grande negócio dos arqueólogos, para eles e gerações familiares advindas. Fizemos umas voltas de apreciação. Aqui no alto temos vistas excelentes sobre a cidade e podemos olhar e ver outras construções históricas e amontoado de pedras.
O calor aperta e o cansaço de termos estado à espera, não ajuda. Seguidamente começamos a descer e olhar para outras ruínas. Finalizado este percurso, logo partimos para outro.
Quando chegámos a uma zona comercial tivemos de almoçar, já era tarde de mais e para alguns a fome nesta altura aperta e têm de se alimentar. Após tão ilustre acto apanhamos o metro para dar seguimento a outra passeata, andamos no centro visitamos também ruas da baixa de Atenas, muitas outras coisas fizemos, até ainda deu para a Cândida, Claúdio e Júlia comprarem roupas do Ard Rock. Com tudo isto a noite chegou e como ainda não havia fome, claro o almoço foi muito tarde, fomos todos a uma gelataria comer gelados gregos, olhem que não são turcos, são mesmo gregos. O dia acabou com o regresso à nossa residencial de Atenas. Um à parte, só para contextualizar: Quando estivemos da outra vez aqui em Atenas vimos mais, quantidade de memórias nos passaram ao lado como monumentos tão próximos de nós e não só. Sem dúvida o calor excessivo quebrou-nos bastante.
20-Julho – Atenas – Mytikas
(318km) Grécia
Trespassamos uma parte oeste da cidade onde a porção do trânsito era intenso neste domingo escaldante de Julho. Rapidamente apanhámos a estrada em direcção a Corinto e passámos a circular junto ao golfo de Sarónico para chegámos ao canal que ambicionávamos contemplar. Este com um comprimento de 6,3km, foi construído entre os anos de 1881 e 1893, para sua travessia de barcos pequenos, evitando que estes percorressem cerca de 700 quilómetros em torno do Peloponeso.Porém por ter 21 metros de largura é muito estreito para cargueiros internacionais. É actualmente utilizado somente para passagem de barcos turísticos. Note-se que a primeira tentativa de ser feito um canal nesta região vem do ano 67 em que o imperador Romano Nero, ordenou a seis mil escravos de escavarem com pás um canal. No ano seguinte Nero foi para o caralho. O seu sucessor abandonou o projecto por ser caro demais. Acho que o problema não era do preço, contudo o que faltava eram escravos, com asseveração de mais úteis nas conquistas romanas que se adivinhavam. Estacionámos as nossas quadrigas e transpusemos a travessia a pé para lá e depois para cá, onde tiramos as tão desejadas fotos, como não poderiam faltar os ímanes das senhoras. Surgiu a passagem de um barquito e os saltos de Bungee Jumping desta ponte, faziam parte do programa para nós, não! Aconteceu. Retornámos às viaturas para continuarmos o trajecto calendarizado, mais outra longa distância a percorrer para atingirmos Rio e atravessarmos a ponte para Antirio que atravessa o golfo de Corinto perto de Patras, ligando a cidade de Rio no Peloponeso até à cidade de Antirio na Grécia continental.
Esta ponte é a segunda maior ponte estaiada do mundo, tem um comprimento de 2880 metros, foi inaugurada em 2004. Ultrapassamos esta ponte enorme e vistosa para seguirmos pela nacional 5 que tantas vezes se cruza com a auto-estrada 5 e muitos quilómetros são paralelamente. Muitas vezes temos ambulado por imensas montanhas e momentos adiante, um rebanho de cabras passeava-se na estrada e algumas penduradas nos penhascos adjacentes. Tivemos de reduzir a marcha e com todos os cuidados passámos por entre algumas. Estas já estão mais do que habituadas ao tráfego automóvel, porque não se espantaram quando as cruzamos.
21-Julho – Mytikas (0km)
Grécia
Na verdade, só vivemos uma vez, temos de aproveitar tudo que haja de bom. O Carlos como nós sabemos, de maneira alguma pode fazer este jejum. Mas a Júlia que anda sempre com as suas dietas, mais o tratamento do Póvoas, não se retrai e come tudo, tudo, tudo, não, carnunga, gelados que ela dizia que não gostava, agora come às carradas. Cuidado menina Júlia, assim não. Tanta palestra, mas chegou a altura da refeição. Foi pena não termos comprado algum peixe ou marisco quando aqui passou uma carrinha que vendia esses artigos que eu vi que eram frescos e tinham aspecto de boa qualidade, porque agora seria proveitoso para o almoço ou jantar deste dia. O que se passou de tarde, foi tudo do mesmo. Areia, água. Água areia, sol da peneira, conversa da treta, molhar os calções e o por do sol. Na realidade foi um dia proveitoso e agradável com uma temperatura de fazer inveja e com um sol radiante. Estamos quase a finalizar a viagem que levámos até à Grécia, amanhã será o último dia da nossa permanência.
22-Julho – Mytikas – Durrês
(434km) Albânia
Mais adiante voltamos a estar perto do mar e das ilhas Jónicas, ficando à nossa direita também uma lagoa formada por este mar. Havíamos percorrido 65 quilómetros quando rondamos o local arqueológico de Nicópolis, cujo nome significa “cidade da vitória ou cidade vitoriosa”, foi uma cidade da Acarnânia fundada pelo imperador Augusto após sua vitória sobre Marco António. No local onde ele havia acampado antes da batalha de Áccio, esta também foi a capital da província romana de Epirus Vetus.Há imensos espaços arqueológicos existentes nesta Grécia que não temos nem vamos ter tempo de fazer tantas paragens. Seguimos viagem em direcção à Albânia que vai ser o destino de hoje, mas até lá muitas coisas irão ocorrer. Passámos perto da cidade de Igoumenitsa, esta defronte à ilha grega de Corfu, já bem conhecida por nós, exceptuando o Cláudio e Cândida. Sucedeu quando desembarcarmos e embarcarmos nesta cidade vindos de Itália e ida para a mesma no ano de 1998, tinha o nosso Gonçalo nessa altura 15 anos. Torna-se engraçado relembrarmos neste momento o que já se passou há imensos anos em circunstâncias tão diferentes, saudades. Um pouco mais à frente em circunstâncias que em nada fazia prever na nossa viagem. Aconteceu que numa curva depois de ter ouvido um barrulho estranho de que algo aconteceu.
23-Julho – Durrês (0km) Albânia
24-Julho – Durrês – Podgorica
(258km) Montenegro
Eu sim, tenho toda a certeza de que já ali estivemos, não tenho dúvidas. Existem sim, algumas modificações. Poucas. Vou adorar dormir tão longe da minha casa num local onde já estive acampado com a Sofia, Carlos, Júlia e com o nosso filho Gonçalo, mais o menino Jorge e Paula com os seus filhotes, Ricardo, Rodrigo e Mariana. Nessa altura o acampamento era em tenda, pois tendas para todos. Não foi bom, é que hoje estamos muito finos. Tenho pena de que em 2004, não tenha tido a mesma forma de viajar que tenho hoje, seria maravilhoso.
25-Julho – Podgorica – Kotor/Zelenika
(119km) Montenegro
Nós apenas testemunhamos a sua actividade de mergulhar aqui e mergulha ali. Soubemos que numa zona onde nadava as águas eram profundas. Finalizou a tão famigerada tarefa do molha-rabo para arrancarmos em direcção à cidade onde fizemos mais um giro, mas o Carlos desta vez não foi lavar a sua viatura como tinha pretendido no dia anterior. À saída da cidade de Podgorica tomámos a via M2 3, bastou percorrermos 42 quilómetros, contudo passarmos tão perto das grutas de Lipa, mas não fizemos qualquer parada.Depois Cetinje para prosseguimos a rota e dirigirmo-nos mais uma vez para o mar Adriático. Sendo esta uma zona montanhosa não arriscaríamos deixar de circular por aqui onde as curvas e cotovelos são hás carradas, porquanto torna-se agradável a condução que gostamos de fazer. Adiante começámos a ver o golfo que esconde bem lá no fundo um lugar esplêndido, não mais do que Kotor. Aqui começaram novamente as curvas e contracurvas, sempre a descer o troço por vezes estreito as enormes dificuldades ao intersectarmos com outras viaturas ligeiras e as paragens para tirarmos mais fotos. A continuidades do troço em cotovelo que tem de passar um para de seguida o outro fazer a manobra, um mundo de dificuldades por ali abaixo, muitas. Numa altura o cruzamento com um autocarro e mais autocaravanas, foi um desassossego, trânsito estático, umas dezenas de viaturas e motos e nem para baixo ou para cima eles andavam. Uns motociclistas que também estavam naquela embrulhada, pararam as suas motos e tentam perante os motoristas de os aconselharem a encostarem-se mais uns centímetros aos muros ou às rochas. Em determinado momento desta embrulhada, uma autocaravana que estava a tentar passar ao meu lado o motorista estava com uma cara de horror com a manobra inquieta que tinha pela frente, eu não tinha mais do que 2 centímetros da rocha e o pneu da frente fora da estrada encima da parte de uma pedra não podia fazer mais nada para pode prosseguir, foram dois motociclistas que estiveram a falar com o homem para se encostar mais um pouquinho ao seu lado direito, não bastou que quando inclinou a direcção para o lado esquerdo o pneu embateu na parte do meio da minha viatura, eu como tinha recolhido os dois espelhos retrovisores quase nada podia ver, era a cabeça que saía um pouco de fora para olhar, mas pelo barulho de certeza que não amachucou nada, mas à frente vou ver.
O certo é que a partir daqui os cruzamentos foram mais alguns, mas nada que regressasse ao nível deste e dos anteriores. O Cláudio que já se tinha livrado desta encrenca, havia estado à minha frente e enfrentou a mesmíssima realidade. O Carlos estava bem mais para trás. Teve também alguma encrencas, mas nada como estas, porque a viatura dele é mais curta e estreia, teve estas manobras mais facilitadas.
O Claúdio ia já bem à frente, nunca deixou de comunicar e deu-me informações tão precisas em como os carros que vinham para cima, desde as cores, as marcas e sei lá mais o quê, quão fez que eu conseguisse acelerar e vir sempre abrir e à vontade por ali abaixo, alturas que entrava nas curvas em sentido contrário, graça às informações que me eram transmitidas continuamente, ainda mais que este troço mais parece uma via de um só sentido, pode-se ver por aqui a largura e o precipício que estava à nossa direita, é que por ali abaixo nunca mais parávamos, rapidamente chegaríamos a Kotor.
Foi aqui que verifiquei que não tinha nada estragado. Agora, todo grupo reposicionado, temos de alcançar um local apropriado para recompor o desgaste até aqui chegarmos. O restaurante encontrado foi o Marenda Steak House, localizado em 232 Put Prvoborca, Škaljari 85330, é um restaurante em Montenegro, localizado em Kotor, que oferece cortes de carne de alta qualidade, incluindo steaks secos envelhecidos, além de carnes de origem local e uma experiência culinária autêntica.
O que acham! Foi na base desta informação que saboreamos uns pratos deliciosos e umas sobremesas de lhes tirar o chapéu. Aconselhamos, venham a Kotor no Montenegro. Tão árdua tarefa acabámos de ter e ainda tivemos pernas para conhecer uma parte desta linda cidade. As senhoras foram às compras o Cláudio comprou a t-shirt no Hard Rock, eu não comprei nada. No regresso a Cândida e Cláudio purificaram a entremeada num dos cais da baía desta cidade o Carlos molhou os garfos os restantes observaram.
Agora levantar as viaturas e colocarmo-nos a caminho da Croácia, pouco tempo havíamos percorrido e já circulávamos mais uma das baías, esta conhecida como as Bocas de Cattaro. Um pouco adiante apanhámos o ferry para Kamenari, nesta travessia o grupo dividiu-se porque não conseguimos compreender a situação que levou o Carlos a ficar no cais por mais algum tempo à espera da próxima embarcação, este estava prontamente atrás de nós e não o deixaram entrar, quando na realidade haviam ainda muitos lugares vagos, coisas de quem não sabe mandar.
Esperamos por ele na outra margem, mas um pouco mais à frente porque não tínhamos local correcto de estacionamento, nunca deixamos de comunicar com ele via rádio. Depois de um dia completamente preenchido o nosso conceito seria ficar na Croácia, como já se tornava tarde optamos por permanecermos o mais perto da fronteira e amanhã com calma passaremos para o outro lado. Pensamento determinado e eis que pouco mais à frente vimos o Auto Camp Zelenika, situado em Zelenika 9a, 85346. Parque um pouco acanhado, sim, foi o suficiente para nos acomodar-nos todos. Este é 49º dia desta expedição. Amanhã outro dia espera pela gente.
26-Julho – Kotor/Zelenika – Duče/Split (249km) Croácia
Já bem colocados junto às nossas casitas temos de prosseguir. Já na estrada avistarmos Stonske Zidine com as suas muralhas. Continuámos e passámos defronte a Brijesta é onde existe uma pequena franja de terra que há um pequeníssimo território que dá acesso ao mar à Bósnia Herzegovina. Está concluída metade da viagem. Até aqui a Croácia tem sido uma faixa estreita, começando então alargar, porém com muitas ilhas na costa Adriática o que a torna ainda mais ambicionada em que a maior parte destas ilhas têm cidades e vilas com boas estradas pavimentadas e sítios onde as autocaravanas podem aparcar, não faltando o seu acesso por barcos. Existem em Split uma diversidade de ferries para as inúmeras ilhas, também ao longo desta costa existem outros portos que também saem ferries. Praticamente estamos a finalizar o percurso, resolvemos não ir hoje para Split e arranjar mais um local de pernoita. O Camping eleito de hoje é: Camping Delfin, localizado em Poljička Cesta – Rogač 21, 21315 Duče. O preço é elevado a disposição do parque é um pouco amontoada, tanto que ficámos de esguelha onde passa por detrás de nós a estrada nacional, barulho não nos vai faltar durante a noite. Penso que não tinham mais espaço para autocaravanas, reparo que está integralmente lotado.
27-Julho
– Duče/Split – Starigrad (222km) Croácia
Imediatamente mudámos a opinião só em alguns factores, como; a quantidade de divertimentos na água ali existentes tanto para adultos como para crianças. A praia estava toda apetrechada com chapéus de palha e espreguiçadeiras. Esta praia tinha um serviço comum com um hotel, por sua vez também estavam pessoas desse hotel na praia e pareceu-me que se nós quiséssemos alguma coisa poderíamos pedir. A razão do parque ser dispendioso, encontrei este o fundamento. Para mim o que vi em nada muda a minha opinião inicial. Vamos arrancar para Split, esta é uma distância curtíssima e rapidamente chegaremos. Esta cidade é a segunda maior cidade da Croácia. Uma situação ocorrida nesta cidade em 1991, no desmembramento da Jugoslávia em que um contratorpedeiro com o nome de “Split” bombardeou a cidade com o seu próprio nome.
O grande comércio desta cidade é sem dúvida o turismo. Em tempos que já lá vão existia a construção naval, produtos químicos, vestuário e outros. Todas estas indústrias terminaram, mas existem perspectivas para um futuro risonho. Já no percurso de visita, deambulámos livremente numa parte do palácio Diocleciano, seguidamente a catedral de são Domnius que se encontrava encerrava, o seu exterior é fantástico. Ruelas e quelhas não faltam, também é destacável os prédios serem todos em pedra o que dá a esta cidade outra magnitude. Entrámos na avenida principal onde observámos a ocupação total dos restaurantes em que num deles na esplanada almoçamos, fizemos mais umas voltas por aqui em que vimos iates atracados.
Muitas voltas fizemos, faltou-nos apenas a ida à praia de Kasjuni, sendo esta a praia mais popular de Split, esta me fez lembrar a nossa praia de São Martinho do Porto, não é nem por sombras mais bonita do que a nossa que é uma autêntica “Concha, Shell”. Não tenho dúvidas, tantas coisas havia para se fazer por aqui, é que nem a célebre sobremesa que é servida à base de sorvete e banana, originalmente dos Estados Unidos, saboreamos, sim essa mesmo a “banana Split”. Sim estou chateado, então não é para estar, com isto vamos embora que já se faz tarde porque queremos chegar ainda hoje a Zadar para ouvirmos um pouco de música produzida pela ondulação do mar, vamos ver, temos pela frente qualquer coisinha como 156 quilómetros e já são 15h30. A caminho, fogo à peça em que o trânsito ajudou um pouco e eram 19h20 já estávamos à procura de um lugar para estacionamento o mais à beira da marginal.
Com um bocadinho de sorte conseguimos, agora uma caminhada a pé para visitarmos o Órgão do Mar. A música das ondas em Zadar refere-se ao órgão do Mar (Morske Orgulje), uma instalação arquitectónica que usa o movimento das ondas do Mar Adriático, para gerar música, Foi construído em 2005 pelo arquitecto Nikola Bašić, este é composto por um conjunto de degraus de mármore com 35 tubos sonoros embutidos que produzem sons harmónicos e aleatórios à medida em que as ondas forçam o ar através dos tubos.
Mantivemo-nos sentados num dos degraus a ouvir os sons produzidos, fantástica esta ideia, tão simples e promissora em outros aproveitamentos de qualquer coisa. No cais estava atracado um cruzeiro que em parte pode ser movido por velas é ele o Royal Clipper o maior veleiro do mundo com 42 velas, permitindo que 227 passageiros desfrutem de uma experiência luxuosa. O dia quase a terminar, no entanto mais 42 quilómetros temos pela frente para concluirmos a tirada de hoje no Kamp Jaz Zadarska, Starigrad, Put selina, 21, 23244.Neste parque existem imensas figueiras carregadas de figos, no entanto apenas consegui tirar um comestível e um outro mais ou menos. Quando fomos dar uma volta até ao mar o Cláudio tirou uma foto a uma menina muito engraçada. Tinha andado poucos metros, quando um sujeito veio ter com ele a dizer-lhe para apagar essa foto do telemóvel. Como o Cláudio fosse um bandido, há cada um que não lembra ao caralho. Sim esse gajo pode ser o pai, tio ou o raio que o parta, mas logo pensar que aquela pessoa que tirou uma foto à menina ser um bandido! Na volta é ele o possível progenitor! Ele sim era o bandido.
28-Julho – Starigrad – Hrušica
(232km) Eslovénia
O sol em demasia torna-se cansativo, mas existe o meio termo é isso que desejamos. Vamos então ver o que acontece com este começo de mudança do tempo. No sentido que vamos a circular de sul para norte, temos à nossa esquerda dezenas de ilhas, muitas das quais são vistas a olho nu. Nesta via o trajecto é feito a uma altura considerável o que nos dá uma panorâmica ainda melhor, sim por vezes ela baixa, mas apenas para atravessarmos uma vila ou aldeia, as cidades maiores estão mais recatadas.
Reparamos que existe uma quantidade grande de recantos para pararmos e observar locais de maior interesse, acontece que a maioria deles estão sinalizados que proíbem a pernoita entre as 22h00 e as 7h00, penso que esta proibição se deve mais ao facto da segurança, não vá o diabo tecê-las e que durante a noite num destes lugares, ermos, algo de deplorável possa suceder. No seguimento de toda esta conversa estamos já em Rijeka, em que vamos parar e visitar uma parte desta cidade. Então Rijeka ou Riéca é a terceira maior cidade da Croácia e principal porto do país.
Está localizada no golfo do Carnaro, numa reentrância do mar Adriático. Já chegámos tarde a esta cidade, a maioria das lojas já se encontravam encerradas e o movimento citadino muito reduzido, então revolvemos ir até a um local altaneiro, ou seja, os castelos que tanto gostamos de conhecer e eis a caminho para entrarmos no castelo de Trsat em que se pensa que fica no local exacto de uma antiga fortaleza Ilíria e Romana. O Nobre croata Vuk Krsto Frankopan está enterrado em uma das igrejas. Nesta altura já tinham caído uns chuviscos e por cautela até levei comigo um chapéu de chuva para acautelar, actualmente quase não foi necessário, mas. Efectuámos um giro pelos muitos lugares visitáveis, tiramos as fotografias necessárias e retomamos ás nossas barraquinhas ambulantes. Estávamos a sair e começou a cair mais uns pinguitos, mais adiante engrossou e aproveitámos para mais uma vez atestarmos as máquinas, com isto pus 28,87 litros a 1,39€, ficou cheio, mas ainda tinha muito gasóleo, é que aqui o preço é mais barato do que na Eslovénia. E quando atravessamos a fronteira para e Eslovénia aí a chuva veio em quantidade, nós já estávamos a prever que isso acontecesse, não desta forma. Daqui ao nosso destino são cerca de 9 quilómetros onde iremos ficar em Area Sosta Camper Pension Patrik, situado em Hrušica 100, 6244 Podgrad. Mas que categoria de local, desde o sossego, limpeza, divisão dos espaços das autocaravanas, sanitários, estes dentro do espaço do pequeno hotel.
Muito bem aproveitado, no entanto com oito autocaravanas fica repleto. Um aparte, falando ainda dos sanitários, estes são mesmo de uma categoria superior, privacidade, produtos de higiene, limpeza e iluminação, mais parece os serviços de um hotel 4 estrelas. Hoje a pouco mais de 9 dias de chegarmos a Portugal, aqui estamos robustos como carvalhos, fortes, gordos e feios.
Circundámos o norte de Trieste, cidade onde estivemos de passagem no dia 12 de Junho, um pouco mais longe, outra cidade que transpusemos e eu já passei uma série de vezes por perto, como vai acontecer hoje e não interromperemos o itinerário, não poderemos esquecer de numa próxima viagem ser uma pausa obrigatória é ela “Palmanova”. Vejam fotografias da cidade e me dirão, sim temos de lá ficar uma noite. Há coisas que não fazem parte do itinerário, mas sempre que ocorrem ficámos satisfeitos como o cruzarmos umas dezenas de carros que se encaminhavam para uma concentração de Citröen 2CV, juntamente seguem Dyane 6 e Ami 6, esta {a obra-prima de Bertone}. Esta quantidade destes carros estão a dirigir-se para uma concentração de Citröen 2CV que vai decorrer na Eslovénia de 29 de Julho 3 de Agosto de 2025, razão de vermos tão ilustres estilos destas máquinas do tempo. Note-se que este é o 25º encontro mundial de 2CV decorridos até esta data. Não há informações confirmadas sobre igualmente uma grande concentração específica para o Citröen Ami no mesmo período, mas este carro deve estar presente como um veículo mais recente. Também veio a hora do almoço e não poderia faltar almoçarmos num típico restaurante italiano, sendo ele (Ristorante Trattoria Alla Cacciatora) na Via Caposile, 1, 30027 San Donà di Piave VE. Classificação da refeição, serviço e principalmente do que por ali comemos e bebemos – Muito Bom.Depois de um almoço destes prosseguimos para visitar o Forte Marghera, esta paragem já tinha sido anunciada com antecedência pelo Carlos, razão de eu não ter dito que poderíamos parar em Palmanova. O impacto desta visita foi fraco para todos, estávamos à espera de mais qualquer coisa. Nesta altura estamos a uma pequena passagem de barco para Veneza que já é bem conhecida de todos. Vamos para a SS309 depois SP1, mais adiante a SS16 Até chegarmos a Ferrara, nesta altura ainda gozamos pela frente 104 quilómetros para percorrer. Não podia faltar mais uns bons quilómetros em montanha e perfazer a SP2 até ao parque onde permaneceremos o final do dia e a noite que se adivinha no River Passion na Via Argine, 15, 42022 Boretto RE. Este parque de estacionamento um pouco programado para uma Asa é fraco, bem instalado na margem do Rio Pó que é o maior rio de Itália, fluindo por 652km. Este nasce a oeste do Alpes e vai desaguar no mar Adriático, depois de atravessar o norte de Itália, passando por diversas cidades importantes como Turim.
O nosso jantar foi mais uma proeza em fazermos um tipo de rojões à italiana com puré de batata, cogumelos e cerveja Efes que ainda existe, esta vinda da Turquia. Finalizámos com o cafezinho e o chiripiti da Dona Sófia.
30-Julho
– Boretto – Impéria (368km) Itália
- Vamos dormir, vamos dormir.
- Bons sonhos para vocês, meninos como nós.
- Vamos dormir, vamos dormir.
- Boa noite aos pais, aos irmãos e aos avós.
- Vamos dormir, vamos dormir.
- Bons sonhos para vocês, meninos como nós.
- Vamos dormir, vamos dormir.
- E amanhã veremos a TV como vocês.
31-Julho – Impéria – Pont
D’Argens (179km) França
1-Agosto – Pont D’Argens –
Nimes (252km) França
Começamos o trajecto pela nacional DN7 que se encontra muito perto da auto-estrada A8, em que em alguns sítios se cruzam. Havíamos percorrido 40 quilómetros quando transpúnhamos Brignoles, um pouco adiante rondávamos as Bocas do Ródano que são um departamento francês, localizado na região Provença-Alpes-Costa Azul, cuja capital é a cidade de Marselha. Numa encruzilhada de auto-estradas e rotundas de acesso vimos que passou recentemente um grande incêndio por ali, em que vimos armazéns totalmente incendiados e no parque uma enorme quantidade de autocaravanas destruídas pelo fogo e outras crestadas. Fomos andando e enquanto cruzávamos Châteauneuf-le-Rouge alterámos para a D460 para que dali 1,5 quilómetros ingressássemos na D6 até Gardanne. Um pouco mais à frente apanhamos um troço da auto-estrada a A55 que é gratuito, finalizando prosseguimos na N568 e muito à frente conduzimos na N113 até Arles. Aqui foi mais uma pausa para visitar e conhecer esta cidade que tem imensa história. Conseguimos parquear debaixo de um viaduto e perto do centro, no começo da Av. Jean Monnet, nas margens do rio Ródano. Encaminhamo-nos para o centro, onde aproveitamos para almoçar em uma esplanada ao ar livre, numa das praças principais da cidade. O restaurante elegido foi o La Placette na Place Paul Doumer, 28 - 13200 Arles. Satisfeitos com o que acabamos de comer, seguimos pelas ruas antigas e lindas e nos dirigirmos para visitar o anfiteatro romano que se encontra ainda em bom estado de conservação, depois de ter sido restaurado há imensos anos, este foi construído nos anos 90 do primeiro século e pode comportar 25 000 espectadores. Resolvemos não entrar, cujo bilhete custava uns míseros 9€, não foi pelo valor, mas a demora e outras questões que perdemos o interesse. Hoje em dia este anfiteatro acolhe inúmeros espectáculos, em particular touradas, bem como espectáculos teatrais e musicais. Na altura em que aqui estivemos não sabia a existência do mercado de Arles, também conhecido como a feira da Ladra de Arles. Além das construções romanas, a cidade possui uma forte ligação com a vida e a obra de Van Gogh, que morou e pintou a região centenas de vezes. Não fomos ver o teatro romano nem as termas de Constantino.
No entanto fartamo-nos de andar e deambular pelos mais diversos sítios desta cidade. Ficámos a conhecê-la mais do que podíamos ter programado. Também quantas horas permanecemos aqui! Poucas, sim 4h00. No trajecto que se seguiu, já a caminho do parque ainda parámos num Lidl em Marguerittes para compra de guloseimas, frutas e outros alimentos. A pernoita deste dia foi arranjada pelo Carlos num local agrário onde havia uns cavalinhos, apenas vi um, mas entendi que haveria mais numa cavalariça um pouco distante de onde estamos. Vai ser uma noite rural ou campesina, o que vocês acharem, mas com cheirinho a terra e estrume, e com a lua a espreitar-nos lá no cimo. Este local é: Ecurie la Cigaline – Chemin du, Mas de Mayan, 30540 Milhaud.
Logo à saída fiz mais uma borrada, numa manobra escusada, estúpida, que não tinha nada de fazer esta marcha atrás, que não levava a nada, parti mais um farolim traseiro da autocaravana. Quero dizer que tenho de comprar mais um e para o futuro, um outro não se perderá nada. Serão três a adquirir, brevemente. Saímos do acampamento e pouco havíamos andado, lembrei-me de que por ali perto havia um local que todos gostariam de conhecer, sendo este a Pont Du Gard. Entretanto, recordei-os, que já havia ter estado ali, ou na companhia de todos ou apenas com o Carlos e Júlia. Resolvemos andar mais uns quilómetros em sentido contrário e ambularmos até lá. Fizemos este desvio para visitar este impressionante aqueduto romano. Estacionamento num parque em que o valor é de 8€, preço único e é se queres. No caminho que fizemos a penantes até à ponte, estive a rever umas fotos de ter ido ali anos antes e deparei com a realidade de que apenas eu e a Sofia estivemos os dois ali, sim, anos antes. Foi no ano em que os nossos comparsas foram para a Rússia e nós vínhamos de visitar Malta, Sicília e outros locais, como esta ponte. Conteúdo e pensamento deliberado, vamos então todos passar por cima do primeiro tabuleiro, tirar umas fotos e coragem, não vá esta agora cair, quem sabe! O Cláudio estava com imensa atenção a olhar a quantidade de gente a tomar banho lá em baixo, quem sabe se ele não estava com vontade de fazer o mesmo. Aproveito para relatar um pouco da história desta ponte que também é interessante. A Ponte de Gard é uma porção de um aqueduto Romano situado no sul de França, Trata-se de uma ponte construída em três níveis que assegura a continuidade do aqueduto que trazia água de Uzès até Nimes na travessia do rio Gard, este foi provavelmente construída do século I a.C. Esta ponte tem um comprimento de 275 metros em que o nível inferior com 7 arcos com 142 metros de comprimento, 6 metros de espessura e 22 metros de altura.
O nível médio contém 11 arcos, com 242 metros de comprimento, 4 metros de largura e 20 metros de altura. O nível superior tem 35 arcos com 275 metros de comprimento, 3 metros de largura e 7 metros de altura. Este local é património da Unesco. Visita concluída, iremos retomar a trajectória que inicialmente ia-se desenrolar até a uma praia mediterrânica, mas ainda iremos fazer outra paragem em Nimes. O trajecto foi curto e rapidamente chegámos. Como sempre é conseguirmos local para estacionar o mais perto do centro, cifra-se sempre em dificuldades.
O Cláudio arranjou lugar numa rua, num lugar apertadíssimo, até uma francesa que o viu subir o passeio contestou, coitada se não falasse rebentava. Eu e o Carlos prosseguimos, mas as dificuldades iam-se multiplicando. Mais adiante o Carlos conseguiu lugar, eu tive mais três tentativas, numa delas a traseira ficada com um metro bem fora da faixa de rodagem, uma outra a largura do estacionamento era estreita e as rodas do lado esquerdo bem fora a terceira tentativa ia numa rua estreita em que havia carros estacionados e tinha um lugar, mas a largura da minha era superior aos carros e desisti. Outras voltas dei, porque também não queria parar em cascos do caralho até que bem perto do centro e do anfiteatro romano consegui finalmente um lugar espaçoso para estacionamento. Nestes longos minutos por vezes perdíamos o contacto com os nossos comparsas, nesta altura via telemóvel combinamos o local de reunião.
Na realidade nem todos gostaram da refeição de hoje realizada de novo numa esplanada. Na realidade, almoços em esplanada não é o meu caso, é que não gosto e a sua qualidade é duvidosa, que por vezes atravessa a rua ou é confeccionada noutro local longe dali Ainda tivemos tempo para mais digressões pela mais diversas ruas e largos da cidade, até deu tempo para o Carlos adquirir uma matrícula para carro francesa que há alguns dias procurava.
Concluímos mais esta cidade, temos então de recorrer às viaturas e retomarmos o caminho. Foi prosseguir na N113, depois na D61 e finalmente passarmos para a D62 e chegarmos ao destino de hoje em Aire Camping Cars – Paul Riquet em Le Bassin de Plaisance 34250 Palavas-les-Flots {N 43° 31’ 52.7878” – E 3° 55’ 22.2939”}. Enorme área esta, repleta de autocaravanas praticamente lotada em que nós tivemos de ficar em espaços distantes uns dos outros, para mais que temos sempre ficado na mesma área, este foi estranho, mas lá nos arranjámos.
Estamos perto da praia e da vila, um local agradável com todas as condições necessárias. Há noite fomos dar uma volta até à confusão desta zona de veraneio francesa em que neste mês está repleta de turismo, gerando a confusão que estamos a ver pelas ruas. Outro final de dia consagrado para os 6 mosquiteiros. Sim não me enganei, é mesmo, mosquiteiros que queria dizer e não mosqueteiros.
3-Agosto – Palavas Les Flots –
Rodès (220km) França
Tralha no chão e eis, que um dos homens do grupo lhe abriu a cadeira e outro em simultâneo o chapéu. Gravo esta atitude. Veio o palratório e ela sempre em diálogo com todas as outras pessoas, não se entuchava. Não mais, uma velhinha muito velhinha que parece saber dançar o baião. Vale a pena chegar a esta idade com este espírito, que a senhora esteja por cá muitos mais anos, merece muito bem. Adiante, andámos um pouco pelo areal, mas a água essa, não, encontra-se tão fria como a das nossas praias de Moledo ou Vila Praia de Âncora, não esperávamos que a água estivesse assim tão fria. A hora do almoço está aí e caminhemos então para ver se vai ser fácil encontrar um restaurante do aprazimento nosso. Apôs duas tentativas conseguimos arranjar lugar e local que gostámos. O Carlos e Júlia não permaneciam connosco, nesta altura tinham ido ao parque tomar banho, com isto a Cândida telefonou-lhes e aceitaram o convite vieram ter connosco. Eu e o Carlos que me lembre agora comemos as Moules, eu à marinières o Carlos com molhanga. A Júlia e a Sofia, comeram umas gambas grelhadas. Os restantes intervenientes tiveram outras opções que não me rememoro.
Na realidade podemos dizer que foram todas boas apostas. Agora barriguinhas cheias, aí vamos a pé até ao parque e preparar-nos para a partida. São 15h00 e aí estamos a circular na D986, mais à frente a N109, adiante apanhámos um troço onde conseguimos aumentar a marcha porque entrámos na auto-estrada A750 que é gratuita, seguidamente um novo troço da A75, também sem portagens e virmos a circular na N9 e D612, desta forma 130 quilómetros estão concluídos, faltam apenas 90 quilómetros. Rondamos Narbona quando íamos na D6009, também rodopiamos Perpignan para de seguida a montanha começar a aparecer e permanecermos na D66 até final da etapa de hoje na Aire de service camping car de Rodès em Conquille, 8 Route du Pont Neuf, 66320 Rodès.Um local excelente colocado numa aldeia pequeníssima de montanha. Um excelente lugar para nos recolher esta noite com um castelo sobranceiro ao longe a olhar para nós. No final deste dia foi elaborado mais uma vez um jantar que nos satisfez, sem motivos para reclamações, porque quem não gostasse, gostava e mais nada. Já se torna um hábito de quando a garrafa de vinho terminar, ela é atirada pelo ar para trás de nós, com desprezo de não haver mais, desta vez o raio da garrafa, rebolou e foi cair no pátio abaixo que é do dono deste camping, paciência não foi por mal. É que existe uma rede e um desnível de 1 metros de altura dificultando o seu acesso. Hoje será uma noite de ar fresco destes Pirenéus Orientais.
4-Agosto – Rodès – Andorra a
Velha (139km) Andorra
Adiante um camião TIR começou a aproximar-se muito rapidamente de nós e falámos – este fulano que está a conduzir e a exceder-se na velocidade, sucede que andou uma grande distância sempre atrás de nós, até que também resolvemos aumentar a velocidade e começou a afastar-se, mas lentamente, isto numa via com muitas subidas, contudo actualmente com bastantes curvas não apertadas. Muitos quilómetros depois deixamos de o ver, porém numa povoação o trânsito afrouxou e lá vinha ele com o mesmo propósito de condução.
Um pouco à frente encostámos e lá vai ele naquela velocidade um quanto, louca. Sabemos perfeitamente que estes camiões hoje em dia têm qualquer coisa como: Os menores de 9 litros entre os 280 e 340cv. Os mais potentes oferecem 600, 700cv ou até 780cv, como alguns modelos da Volvo. Já agora, até me lembrei de falar mais um pouco sobre camiões. Existem alguns que funcionam e queimam “biometano” que é a optimização do biogás que funciona para remover impurezas como o dióxido de carbono, vapor de água e outros gases vestigiais. O resultado é metano puro que funciona com elevada eficiência nos Scania de 9 ou 13 litros, com motores Euro 6 de 6 cilindros que debitam 420cv, 2100Nm e 460cv, 2300Nm. Igualmente existe um camião Daf XF electric com 480hp e 1370Nm com uma potência de baterias de 420 ou 525KWh. Apenas, observamos os camiões que passam por nós e não sabemos absolutamente nada deles. Passemos à frente.
Continuamos impávidos e serenos na condução que guardamos para hoje e os corajosos Pirenéus nos rodeiam. Temos estado a circular na região da Catalunha do lado francês e daqui a pouco na espanhola. Estamos a passar ao lado da ponte Séjourné, uma obra do engenheiro francês Paul Séjourné que tem uma construção em Portugal em Sever do Vouga a ponte do Poço de Santiago. Estas são ambas pontes ferroviárias. Quilómetros à frente e desta vez a 1500 metros de altitude, encontrámo-nos em Mont-Louis a cidade mais alta de França.
Em 1681 o rei francês Luís XIV, garantiu os novos territórios fronteiriços com a Espanha construindo aqui uma fortaleza em 1681, mais tarde em 1793 o rei Carlos IV da Espanha tentou reconquistá-la, chamando-a de Monte Libre, mas com pouco sucesso. Este rei Carlos IV é tridecavô do nosso parceiro de viagem o Carlos XIX, pois, sim não julgavam, ficam então a saber.O percurso continuou e sem darmos por conta já chegámos ao posto fronteiriços de Andorra. A Cândida já havia telefonado para camping Valira, situado na Av. Salou, s/n AD500 Andorra la Vella a marcar lugares. Quando chegámos apercebemo-nos se não tivéssemos telefonado, lugares já não havia. Tralha e tarecada arrumada, prontos para desbravar outra vez esta área. Antes a fome apertava, resolvemos comer no restaurante do parque. A comida não é má, mas podia ser melhor. O que eles têm de bom é a cerveja, esta bem fresca e com paladar suave para o calor em que nos encontrámos. Seguidamente, fomos até às compras e dar uma extensa volta. Perfumes, rum e gin foram as aquisições mais significativas desta vez. Outro pormenor as meninas não compraram imanes, porque já têm. Enquanto as compras se desenrolavam o Carlos manteve uma longa conversa com um andorrenho que relatou imensos factos da sua vida. No final do dia regressámos ao camping.
5-Agosto – Andorra a Velha –
Plasencia (849km) Espanha
A senhora que nos estava a atender ia de encontro às nossas necessidades de ficarmos no interior, mas falou com um fulano que andava a servir também às mesas, este, disse-lhe que ali não poderíamos ficar. Fomos todos para o exterior onde existia uma esplanada ao ar livre com muita gente e muito calor. Eu disse logo que ali não ia comer e que ia embora, assim o fiz bem como a Sofia, fomos para a autocaravana comemos algumas coisas que tínhamos e bebemos uma cerveja de litro relaxados e sem algazarras dos espanhóis que são umas gralhas. A restante malta optou por comer no recinto, fizeram muito bem, mas eu de maneira alguma ia agradar aquela ave de rapina castelhana. Para mim um casmurro.
6-Agosto – Plasencia – Sobreda
(457km) Portugal
Uma pequena nota; desde que saímos e entramos em Portugal apenas temos a registar um pequeno acidente que ocorreu num dos países por onde passámos, mais nada, só esse. Chegámos à Batalha, é só mais 1 quilómetro para darmos entrada no Mosteiro dos Leitões onde vamos orar para que nos sirvam com qualidade o tão desejado leitão.
O virmos aqui antes de seguirmos para casa já era acordo nosso de há algum tempo atrás, uma das razões é o desejo de comermos quanto antes produto nacional que já nos vinha a faltar há algum tempo. Fomos outra vez bem servidos o leitão uma delícia o vinho outra e a sobremesa também. Por fim o regresso pela N1 e seguirmos em Aveiras pela A1.
Apenas fizemos uma pequena pausa nas bombas da Galp da 2ª circular para beijos, abraços e fotos e regressássemos aos nossos lares. Eu dei continuidade ao trajecto até ao stand do Cláudio para deixar lá a autocaravana e trazer o boguinhas da Sofia, porque amanhã terei de ir para Lisboa ao Julgado de Paz. Pequeno reparo – Esta viagem não ter feito muito bem ao excesso de peso para alguns dos intervenientes, mas fez muito bem às almas de nós todos. Consegui percorrer 16836 quilómetros, conduzi durante 361,23 horas e gastei a módica quantia de 8492,98€. Fim dos serviços.


















































































































































































Sem comentários:
Enviar um comentário