sexta-feira, 24 de abril de 2015

PROJECTO/PREVISÃO Raid em oito países da África Austral - 2015



EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
QATAR
BAHREIN
AFRICA DO SUL - SUAZILANDIA  MOÇAMBIQUE
ZIMBABWE - ZAMBIA - NAMIBIA - LESOTHO - BOTSWANA


2015-RAID EM OITO PAÍSES DA ÁFRICA AUSTRAL






Dia 01
8108km           
Lisboa (Portugal) - Dubai (EAU

A - Viagem até ao Dubai

Hoje começa a grande viagem, somos dois grupos pela simples razão de uns terem a possibilidade de conseguirem ter um período de férias maior o outro por simplesmente trabalharem num local que esse privilégio lhe és recusado, nem lhes valeria a pena insistirem para que lhe fossem dados mais alguns dias de férias, seria ouro sobre azul, mas lá teremos de ir vivendo com as raras oportunidades que vão conseguindo. O grupo de ouro é constituído, pela família Garcia, mais conhecidos pelo - Cláudio, Cândida, Guilherme e Catarina uma outra família que é composto pelo Carlos e Menina Jula, por fim o solitário, bem conhecido Joia ou simplesmente Pedro.  O segundo grupo mais conhecidos pelo pé-rapado e que só aparecerão numa segunda fase, mas menos conhecidos são eles o Gilberto e a Sófia. Com estes malabarismos todos cá, está preparadíssimo o 1º grupo para abordar a sua partida para o Médio Oriente, mais propriamente Emirados Árabes Unidos. Esta malta já nem dormiu bem na véspera. Aqui estão eles no aeroporto da portela, são 12H30 todos munidos dos passaportes, ouviram passaportes, menina Cândida e menino Cláudio, não se esqueceram deles! Vão apanhar o voo EK  192 que vai sair às 14H25 e chega ao Dubai pelas 01H05 da manhã do dia 2 de Agosto. São poucas horas de viagem, não mais do que 7H40. Vá lá que podem levar 30 quilos de bagagem cada um, porreiro. Nada mais por agora, boa viagem e divirtam-se.





Dia 02
64km           
Dubai (EAU)

B - Visita pela cidade

Um calor dos diabos, se bebêssemos umas cervejolas era uma maravilha, será que conseguimos mesmo beber, temos é de procurar cerveja e um Ice Tea para a menina Jula. Mas aqui estão algumas ideias para o dia de hoje. Podemos ir visitar o Burj Al Arab Hotel, considerado o único hotel sete estrelas do mundo. 
Seguidamente até ao Burj Haifa, o prédio mais alto do mundo com 818 metros e subir no elevador mais rápido do mundo, ainda temos muito tempo e vamos até ao Bastakiya, um dos patrimónios mais antigos de Dubai e a última região de torres de vento na parte árabe do golfo, também vamos conhecer o Dubai Creek, um braço de mar que invade o continente e divide o coração da cidade.
E como o Carlos não gosta nada de loja e mercados aqui vai um local onde as madames irão gostar de ir - o Mall of the Emirates, o principal Shopping de Dubai, com mais de 400 lojas. Descansem que o Dubai tem montões de locais onde vão ficar abismados. Fiquem a saber que "برج" quer dizer torre ou seja tudo que diga "Burj", igual a torre, ok.




Dia 03
60km           
Dubai (EAU)
 
C - Terceiro dia férias

Hoje podem continuar a vossa visita por estas terras deslumbrantes, ainda têm muito para ver, como exemplo ainda vão até - Palm Jumeirah é a conhecida ilha em formato de palmeira, esse arquipélago artificial com casas, apartamentos, hotéis e resorts de luxo rodeados por praias privadas. E falando  de hotel de luxo, o mais famoso da ilha é o hotel Atlantis Dubai que fica na ponta da ilha, com uma arquitetura impressionante abriga um parque aquático e várias lojas de luxo, além do aquário com 65 mil espécie de peixes.
Seguidamente há o Jumeirah Mosque, esta mesquita é belíssima pela sua arquitetura islâmica e está aberta ao público para visita. A iluminação durante a noite deixa o lugar ainda mais belo. Mais locais há como o deserto, um passeio de jipe que pode começa no final da tarde e vão até deserto de Dubai com muita adrenalina e emoção.




Dia 04
700km           
Dubai (Emiratos Árabes Unidos) - Doha (Qatar)
 
D - Deslocação ao Qatar

Notem que a distância entre estas duas cidades/países são de  6 h 15 min (700,0 km) através de Dubai - Ghweifat, ainda é um bocado, terão de fazer alguns quilómetros na Arábia Saudita e entrar no Qatar.
Mas é uma excelente ideia darem uma fugida até este país, onde a percentagem de homens é  75.6% e as fêmeas somente 24,4%. Sabem porquê, eles comem-nas, coitadinhas.  Se sabem, muito bem se não ficam a saber;  Em 1996, o governo lançou a rede de televisão Al Jazeera, com sede principal em Doha, no Qatar. Inicialmente com um canal de notícias em árabe, desde então se expandiu para vários canais de televisão especializados, tornando a rede mundialmente famosa. Também é neste país que em 2022 se vai realizar o campeonato do mundo de futebol, nessa altura o nosso Cristiano já se reformou, arrumou as botas porque terá 37 anos.
Algumas regras que terão de ter em atenção.
Não olhes para as pessoas na rua, por mais que sua indumentária seja interessante. Eles ficam irritadíssimos e não são nada tolerantes. Por qualquer desagrado bobo, eles vão logo chamando a polícia!
Não peçam informações para uma mulher na rua, especialmente se for homem. É uma ofensa grave. Cuidado!
Não cumprimentem pessoas do sexo oposto com aperto de mão. É uma proibição religiosa. Uau!
Não fotografem pessoas sem tua permissão, especialmente pessoas idosas, militares, mulheres sem abaya ou niqab ou hijab. É confusão na certa!
Não esperem pontualidade nos compromissos.  Eles não são muito acostumados com trabalho nos moldes ocidentais nem se prendem aos horários marcados. Afinal, eles precisam rezar cinco vezes ao dia e isso consome tempo. Sejam tolerantes!
Gajos não peguem os alimentos com a mão esquerda ao sentar numa mesa com muçulmanos. Essa mão serve prioritariamente para a higiene pessoal. Será que eles não lavam as mãos depois de ir à casa de banho?
Não tomem bebidas alcoólicas se elas são proibidas no país! Em alguns locais até servem, mas só para estrangeiros. Os Qatari só bebem em locais privados!
Não usem roupas coladas ao corpo, transparentes nem curtas - isto para as mulheres. Eles são bem pré-históricos na questão de se  vestirem. Levem isso a sério para não serem fulminados pelo olhar árabe. Para os homens está tudo liberado - nenhuma restrição.




Dia 05
80km           
Doha (Qatar)

E - As nossas voltas em Doha e arredores 


Hoje perfazem o 5º dia de férias e eu aqui a trabalhar, não compreendo que política é a vossa para haver tal disparidade. Patrão é patrão, compreendi! Nada de conversas e tomem nota de alguns hotéis, mais baratos nesta cidade que vos pode ajudar: Mercure Grand Hotel Doha City Centre - Musherib Street PO BOX 7566, 0, Doha - 400,00 QAR = 96,44€ ou Holiday Villa Residence City Centre Doha, - P.O. Box 47601.
Almuntazah. é de luxo por apenas 106,00€, estou a dizer apenas porque os preços das dormidas  nesta cidade são elevadíssimos. Locais que devem visitar: State Grand Mosque, The Corniche, Souq Waqif e Aspire Park. Há numerosos sítios onde uma pessoa se deslumbra, além das maravilhosas praias que existem. Vão ver que valeu a pena irem até aqui.




Dia 06
700km           
Doha (Qatar) - Dubai (EAU) 
 
F - Regresso aos Emiratos


Pareceu-me que a forma mais económica para irem ao Bahrein será de carro fazendo 4 h 22 min de caminho o que perfaz 441,5 km, para cada lado através de Itinerário 615, Poderão ter tempo, mas não sei qual é a vossa perspetiva para estes dias, apenas dou algumas ideias, somente. Tanto que ainda estão a 700 quilómetros do Dubai e amanhã é o vosso dia de partida para a grande epopeia em África. Neste regresso ainda poderão passar por Abu Dhabi, também um local de grande interesse nos Emiratos. No meu ver este país é completamente alienado nos edifícios que foram construídos, não me parece que haja no mundo num espaço tão pequeno estruturas deste tipo, mais nos parece construções da era espacial.




Dia 07
11338km           
Dubai (EAU) - Johannesburg (África do Sul)
 
G-Partida para África do Sul


Ainda têm o dia de hoje para darem as vossa últimas voltas, pois a vossa partida está marcada para as 23H20. Mas de certeza que devem ter ficado a dormir em Abu Dhabi, num hotel baratucho que posso indicar - Mercure Centre Hotel Abu Dhabi - Hamdan Street,  Abu Dhabi  - 53,00€. A distância que vos separa do Dubai são somente 144,6km que se fazem em 1H31. Vá lá, pensem bem e verão que tenho razão. Então, não se esqueçam de irem para o aeroporto duas horitas antes, ou sejam 21H00, procurem o terminal T 3 e o vosso voo é EK 767 que vai chegar ao Johannesburg no dia 8 às 5h30 da madrugada.
Façam boa viagem e tratem nos nossos carritos, pois no domingo irão encontrar duas aves penadas que chegam às 10H50, também no terminal 3. Boa viagem camaradas.




Dia 08
19446km   
Lisboa (Portugal) - Dubai (EAU) - Johannesburg (Af.  Sul)

H- Chegada a África Minha

1º dia - Viagem do 2º grupo


Já estão em Johannesburg, perguntamos, fizeram boa viagem? Os melgas ainda estão na camita pois só à tarde é que vão de encontro a vós, então fiquem bem, pois já vi que se estão a divertir e a trabalharem bem. Vejam com atenção se o ar dos pneus não está encaroçado se a água do radiador não está azeda, cuidado, olhinhos bem abertos. Nós daqui a pouco vamo-nos levantar e começar a tratar das coisitas para nos botarmos ao caminho.
A partida para nós é às 14H25, voo EK 192, chegada ao Dubai às 01H05 e partimos para Johannesburg às 04H40 no voo EK761 e finalmente chegamos às 10H50, Johannesburg, este último trajeto já no dia 9 de Agosto.




Dia 09
120km    
Johannesburg (África do Sul)

2º dia - Johannesburg

Com a chegada do segundo grupo de navegadores, ficam as naus completas para a nossa grande viagem pela África Austral.
Desta forma vamos começar a visitar esta cidade bem como os locais de mais destaque, sendo eles:
Gold Reef City, o parque temático localizado a 8 km do centro da cidade que além de possuir 26 atrações, como montanha-russa, oferece passeios pelo interior de uma antiga mina de extração, o passeio dura cerca de duas horas e termina com uma demonstração do derretimento e separação de ouro de verdade.
Ir ao Apartheid Museum, o museu que conta os tempos sombrios e violentos da África do Sul.
Ir ao Carlton Centre, o edifício mais alto do continente africano com 223 metros de altura, para apreciar a vista desde o deque panorâmico Top of Africa que brinda lindas vistas da cidade.
Ir a Gandhi Square, a praça que abriga uma estátua de tamanho natural de Gandhi.
Ir ao Oriental Plaza, que abriga lojas e barracas que vendem de tudo.
Fazer um tour por Soweto, um dos mais famosos bairros negros do mundo e conhecer a Rua Vilakazi, a única rua no mundo que teve dois residentes vencedores do Prêmio Nobel da Paz, o ex-presidente Nelson Mandela e o Arcebispo Desmond Tutu. (Por ser uma área perigosa é indicado passeio organizado por agência).





Dia 10
353km
Johannesburg (África do Sul) - Gaborone (Botswana)


3º dia - Gaborone 


Gabarone é a capital e maior cidade do Botswana. A sua população estimada em 2010 era de 228 166 habitantes. Gaborone é uma metrópole jovem que vivenciou a maior parte de sua expansão com a descoberta de diamantes nos anos 70. Seu centro é dominado por serviços e prédios modernos, desde hotéis resplandecentes a casinos. O Main Mall ostenta uma superabundância de lojas.
Ainda podemos ver - Otse Village, 30 (aprox. 55 km ao longo da estrada A1 sul de Gaborone). Minutos de Gaborone. Aldeia Otse a uma altitude de 3.620 pés, é comumente conhecido como "Letsekela" por seus habitantes de origem Balete. É cercada por morros com Manyelanong no morro Médio e Baratani no Ocidente. Manyelanong é um dos dois únicos locais onde você tem a oportunidade de ver urubus do Cabo.




Dia 11
767km
Gaborone (Botswana) - Kruger Parque (África do Sul)
 
4º dia - Caminhada para o Kruger


Os seis violinhos, há mais um
Existem dois trajectos para podermos fazer este percurso; um será mais a norte e fazer uma grande parte ainda dentro do Botswana e entrar depois na África do Sul o segundo é logo virmos para a África do Sul e percorrer uma enorme parte em auto-estrada, parece-me o mais razoável, veremos. Será mais uma dia que nos temos de levantar cedo e fazermos esta tirada frescos por que o calor vai apertar. Calor, disseste calor, não estamos no inverno, é verdade, mas o inverno nesta zona não é tão agreste como no hemisfério norte.
Recordo-me que quando andamos no Perú, Bolívia, chile, Etc. também foi no inverno e aí apanhamos grandes dias de calor como também muito frio. Mas trouxemos bons agasalhos e não teremos grande frio.




Dia 12
80km
Kruger Parque (África do Sul)

5º dia - Passeio pelo parque (Safari)

A melhor época para a observação é a estação da seca, no inverno (entre junho e agosto). Nessa época, o mato é baixo e as árvores não têm folhas, o que torna a observação mais fácil, pois a vista não fica obstruída pela vegetação. Além disso, há menos insetos.  Neste período, praticamente não chove o que faz com que os animais se aglomerem nas nascentes dos rios pela manha e no final da tarde.
No inverno faz muito frio, principalmente pela manhã e à noite, quando as temperaturas podem chegar a 0ºC.
No verão (entre dezembro e fevereiro), faz bastante calor, e há mais mosquitos, mas em compensação é possível ver filhotes pequenos que nasceram na primavera.
Curiosidades: Os elefantes mantém o equilíbrio da vegetação, pois derrubam árvores muito altas que só serviriam de comida para girafas,  ajudando na alimentação de outros animais.
Onde há impalas, não há leões, seus maiores predadores.
Cobras são vistas com mais facilidade durante a noite.
A savana é seca e fria no inverno, e chuvosa no verão.
A maioria dos animais não se incomodam com os carros, o único que são ariscos e se escondem são os leopardos, por isso, são os mais difíceis de ver.
O rinoceronte branco (White Rhino) não é nada branco.
O rinoceronte negro é o mais raro de ser visto no safári, mais até que o leopardo.
Os animais mais difíceis de ser encontrado são os leopardos, seguido dos leões.
O primeiro animal visto geralmente é um antílope, o que rende muitos cliques, mas depois eles se tornam parte da paisagem.
Nas áreas de camping há muitos esquilos e macacos.
Os hipopótamos são animais perigosíssimos e que mais causam vítimas na África.
Podemos optar por um tour de um dia, chamado "one day tour", que acham? O tempo em principio, não nos vai dar para mais.




Dia 13
147km
Kruger Parque (África do Sul) - Mbabane (Suazilândia)

6º dia - Um dia completo para visitar

Criado há oitenta anos, em 1926, por fusão de duas reservas, o Kruger Park é um dos dez parques naturais mais importantes do mundo, hospedando uma grande variedade faunística: mais de quinhentas espécies de aves, 112 de répteis e 150 de mamíferos.
Os chamados Big Five – leão, leopardo, búfalo, elefante e rinoceronte – estão muito bem representados. Os dados actuais disponíveis sobre as populações das espécies existentes no parque apontam para cerca de 14.000 búfalos, 1.000 leopardos, 2.000 leões, 1.900 rinocerontes brancos e mais de 200 rinocerontes pretos.
A população de elefantes tem crescido exponencialmente (cerca de 15.000 actualmente, contra 10.000 em 2002) e representa hoje um quebra-cabeças para a administração do parque, dado o desequilíbrio introduzido e o potencial destruidor da espécie.
Entre as numerosas espécies representadas na fauna do Kruger encontram-se também populações significativas de girafas, antílopes, veados, chitas, hienas, crocodilos, e hipopótamos e grande variedade de macacos.
Dentro do parque há vários ecossistemas e, no domínio da flora, estão registadas nada mas nada menos do que 23.000 espécies.




Dia 14
237km
Mbabane (Suazilândia) - Maputo (Moçambique)

7º dia - Maputo


Perto da hora do almoço chegamos a esta cidade que faz parte do nosso imaginário. Este é um dos destinos menos conhecidos do Sul da África. A sua magnifica linha costeira está orleada de ilhas intatas, com a sua areia branca salpicada de palmeiras. Caso tenhamos a ideia de comer um grelhado de marisco, este pode custar-nos acima dos €5,50. A noite em Maputo é a fusão entre ritmos latinos e africanos, vemos ter de ver estas coisas.
A Baía de Maputo que juntamente com os rios Incomati e Maputo limita a capital, confina em frente, a 40 Km de Maputo, com a Ilha de Inhaca, considerada património biológico da humanidade onde se podem admirar magníficos corais multicores, tartarugas marinhas, mamíferos marinhos e uma diversidade piscícola que inclui espécies únicas.




Dia 15
1216km
Maputo (Moçambique) - Beira (Moçambique)


8º dia - Maputo-Beira

Hoje o despertar será por volta das 7H00 para que às 8 horas estejamos já a caminho e fazermos uma 1ª etapa de 400 quilómetros para depois percorrer-mos mais 200 e paramos para almoçar ou coisa parecida.
Sem dúvida que teremos de ir bem abastecidos para nesta jornada irmos comendo alguma ração sem que precisemos de parar. Pela tarde iremos ver se podemos fazer uma 3ª etapa de mais 400 quilómetros, se assim acontecer os restantes 200 são peanuts. Temos muitas opções para este percurso, apenas mencionamos esta. Todo o percurso irá ser feito pela EN1 (Rota Costeira): Maputo - Beira. Gostam destas contas?
Sabemos que são imensos quilómetros a percorrer nestas estradas, mas vamos ver até onde podemos ir.




Dia 16
566km
Beira (Moçambique) - Harare (Zimbabwe)

 9º dia - Beira

A nossa partida esta manhã será mais tarde, desta forma contrabalançamos o esforço despendido na véspera. Vamos a contar perder algum tempo com os problemas burocráticos da fronteira entre Moçambique e o Zimbabwe, mas serão ultrapassados com calma e sabedoria. Estamos a percorrer a EN6.
Vamos encontrar vias rápidas como a que a imagem nos faculta para ficarmos bem elucidados das facilidades que iremos encontrar neste acessível caminhito. O “The Pointe” faz lembrar um típico restaurante na zona costeira de Portugal, com paredes brancas sobre as quais se anuncia em azul “Portuguese Cuisine”.
Se quisermos dormir barato temos um local agradável, numa zona residencial muito calma. Tem um dormitório com camas a 12USD e quartos duplos por 35USD, sempre com casa de banho partilhada. Preparam refeições por encomenda. It’s a Small World Backpackers Lodge“ 




Dia 17
497km
Harare (Zimbabwe) - Lusaka (Zâmbia)

10º dia - Harare

Harare é uma cidade do Zimbabwe que possui status de província. Harare, a antiga Salisbury, é a capital e mais populosa cidade do país, sendo o seu principal centro administrativo, de comunicações e comercial.
Em Harare temos de visitar um local chamado Chapungu Chapungu, onde existem imensas figuras esculpidas, algumas delas muito estranhas, verão que vai valer a pena. Aqui vai uma fotografia do Sporting de Chapungu.
O Kopje, uma colina de granito subindo acima do canto sudoeste do centro de Harare, é um ótimo lugar para se ir, daí temos uma vista agradável sobre a cidade.
Mais umas informações que nos poderão ser favoráveis: Qualquer coisa feita localmente é barato. Tudo importado é relativamente caro em comparação com a África do Sul. Latas de Coca-cola normalmente custam US $ 1, por exemplo. Aqui nós poderemos lisonjear os olhos com uma disposição colorida de cestas, alimentos, roupas e outros quitangas cá da terra.
ATMs dão dólares americanos. As caixas eletrónicas do Barclays vão aceitar a maioria dos cartões Visa International; outros bancos geralmente funcionam apenas com cartões locais.




Dia 18
120km
Lusaka (Zâmbia)
 
11º dia - Lusaka e arredores

Lusaka, capital da Zâmbia atrai milhares de viajantes de todo o Mundo para a sua beleza original natural, museus e parques. O Munda Wanga Parque Ambiental é uma das principais atracções turísticas em Lusaka.
O parque foi criado com o objectivo de conservação da vida selvagem e oferece habitat natural para grande variedade de animais. Um santuário de vida selvagem também está localizado dentro do parque. Elefantes, babuínos amarelos, tigres, leões e ursos são abundantemente encontrados dentro do parque. Uma visita a Lusaka é considerado incompleto sem visitar o Munda Wanga Parque Ambiental.
A Catedral Anglicana é outro lugar importante para visitar em Lusaka. A catedral atrai turistas para ver os seus belos vitrais e arquitetura excelente. Além disso, outros pontos turísticos de maior interesse em Lusaka incluem Lusaka Museu Nacional, Soweto Market, Chaminuka Private Game Reserve e Kabwata Cultural Village.Ainda podemos visitar em Lusaka Kalimba Reptile Park. O mercado também poderá ser um local onde podemos ir dar uma volta, Lusaka City Market fica no centro da cidade, a oeste do Cairo Road.  É um enorme, lugar de mercado onde há 4000 barracas que vendem e produzem vários tipos de produtos e serviços: roupas, CDs, DVDs, comida .. O mercado é um lugar que merece ser visitado, mesmo não estejamos a pensar comprar qualquer coisa.




Dia 19
485km
Lusaka (Zâmbia) - Cataratas Vitória (Zimbabwe)
 
12º dia - Percurso até às Cataratas Vitória


Pequeno-almoço no ribeiro. De manha ou à tarde visita a pé às famosas cataratas. As cataratas Victoria são a parte mais espetacular do curso do rio Zambeze – a maior queda de água do mundo, com uma extensão de 1708m e uma altura de 99m. Abaixo das cataratas, o rio entra numa série de sete gargantas, que representam os locais onde as quedas de água se situavam ao longo da sua história. Resto do tempo para todos podermos fazer as nossas macacadas.
Um bocadinho de história para sabermos mais alguma coisa dos portugueses de outrora: David Livingstone, explorador escocês, foi o primeiro ocidental a vê-las em 17 de Novembro de 1855 e deu-lhes o nome em honra da rainha Vitória; o nome local é Mosi-oa-Tunya, que quer dizer "fumo que troveja". Em 1860, Livingstone voltou à zona das cataratas e fez um estudo detalhado. Também o explorador português Serpa Pinto as visitou, mas até que aquela área ficasse mais acessível, o que ocorreu por volta de 1905 com a construção de uma linha de caminho de ferro, poucos ocidentais se aventuraram por lá. Hoje o número de visitantes anual ultrapassa os 300 milhares




Dia 20
1432km
Cataratas Vitória (Zimbabwe) - Windhoek (Namíbia)

13º dia - Cataratas Vitória


Pequeno almoço no tejadilho do jipe, seguindo-se a partida até Windhoek, isto bem cedo na altura em que o leão da estrela está a rugir, passando por Witvlei e Gobabis, até à “Zelda Guestfarm”, aproximadamente 25km da fronteira entre a Namíbia (Buitepos) e o Botswana (Mamuno). Não se assustem temos de fazer estes 1432 quilómetros, se não acontecer não é problema, nós nesta altura já levamos esta situação bem estudada, somos só 11 cabeçudos.
Aqui podemos tomar uma grande banhoca, mesmo juntos à queda de água e espreitar lá para baixo, iremos ver os verdadeiros corajosos.
Hoje caminhamos para Delta do Okavango: O Rio que morre para dar vida ao deserto, que acham. um rio que vai desaguar em pleno deserto, espetacular. Por norma, o caminho natural das águas de toda a Terra é sempre o mar, porque é ao mar e não à terra que elas pertencem. Mas, ignorando as normas, a lógica e as leis da física, o rio OKAVANGO forma um Delta que não desagua, ou seja, jamais alcança o mar.
As águas espalham-se como lagos pelas terras secas e sedentas do deserto de Kalahari dando origem a um ecossistema, um lugar de fertilidade e sobrevivência no meio há desolação do deserto. Animais de grande e pequeno porte, répteis, pássaros e roedores reconhecem nesta zona uma rica fonte de alimento. Podem reparar que não está a coincidir os quilómetros com o trajeto definido, é mesmo assim; esta situação surge comos uma das hipóteses que temos para este percurso.




Dia 21
1432km
Windhoek (Namíbia) - Deserto da Namíbia (Namíbia)
 
14º dia – Continuação do deserto


Esta é a continuação de uma longa viagem através de um vasto território selvagem onde iremos realizar trajetos para observar  fauna no seu estado mais selvagem e surpreender-nos com uma enorme diversidade de paisagens e de geografias: morros rochosos, savana a perder de vista, dunas imponentes, desfiladeiros, bem como regiões verdejantes irrigadas por potentes rios.
O centro do País é um deserto admirável porque oferece formas atraentes de montes e de desfiladeiros imponentes onde deambulam gazelas, avestruzes e zebras. À medida que nos aproximamos do sul, somos maravilhados pela aparição de enormes dunas de cor ocre numa sucessão de muitos quilómetros! Conseguimos chegar à fronteira? Porreiro, cá estamos, mas ainda a 917 quilómetros.




Dia 22
917km
Des.Namíbia (Namíbia) - Vioolsdrift Border Control  (Af. Sul)
 
 15º dia – Continuação do deserto 


Este dia terá também uma longa etapa, mas as estradas vão-nos ajudar bastante ao fazermos um percurso longo durante a manhã para chegarmos ao 2º maior canyon do mundo.Uns quilómetros antes de atravessarmos a fronteira com a África do Sul seguimos para o desfiladeiro Fish River. Este é o segundo maior desfiladeiro do Mundo (depois do Grand Canyon) e uma grandiosa obra natural: tem 160 km de comprimento, pode atingir uma largura de 27 km e uma profundidade de 550m. Caminharemos pela borda do desfiladeiro à procura de fauna: kudu, leopardo, springbok, zebras, aves de rapina, etc. Antes de jantar, apreciaremos as cores do entardecer sobre os rochedos que adquirem um tom ocre de grande beleza.




Dia 23
677km
Vioolsdrift Border Control  (Africa do Sul) - C. Cabo (Áf. Sul) 

16º dia –  Deserto e alguma montanha


Vamos percorrer mais umas centenas de quilómetros até atingirmos este ponto de África tão marcante nesta nossa longa viagem. Quantas vezes já ouvimos falar da Cidade do Cabo? Aí vamos nós a caminho, mas até lá chegarmos ainda temos umas boas horas de percurso por nós desconhecido. Não somos menos aventureiros do que os nossos navegadores antepassados. Não sei, mas lá para as 17H00, devemos ter chegado ao nosso destino final, mais uma vez cansados, mas
com a razão de hoje comermos num restaurante onde haja boa comida de preferência Portuguesa, vamos ver.
Existe o Vasco da Gama na  3 Alfred Road, Green Point, Cape Town e o Nandos, este espalhado por toda a cidade não são mais do que 26 locais, indico um deles - Omnipark, 102 Edward Road, Bellville, Cape Town. Final do dia e preparação para amanhã darmos uma visita mais alargada ao pontos principais da cidade.




Dia 24
224km
Cidade do Cabo (África do Sul) - Cabo Agulhas (Áf. Sul)
 
17º dia - Cidade e viagem 


Vou enumerar uns tantos locais de visita nesta cidade, quais deles o mais importante e bonito.
Table Mountain National Park; Lion's Head; Clifton Beaches; Twelve Apostles; Hout Bay; Shark Zone e por fim Cape Point. São tantos os locais de interesse que tinha de descrever mais de uma centena. Se conseguirmos ver alguns, já ficamos satisfeitos. Podemos perder o dia inteiro nesta cidade e só fazermos os duzentos quilómetros  que nos ligam ao Cabo Agulhas lá para o final do dia. esta cidade A Cidade do Cabo situa-se aos pés da Table Mountain  (1088m de altura) e às margens da Table Bay. Uma localização que dá à cidade um ar pitoresco e um clima mediterrâneo.




Dia 25
643km
Cabo Agulhas (África do Sul) - Porto Elizabete (Áf. Sul)
 
18º dia - Viagem para o Cabo Agulhas

Há tantos dias em viagem e ainda não falamos em tomar pequeno almoço ou arranjarmos alojamento para esta tropa toda. E se hoje fossemos dormir no tejadilho do jipe! Não sei se até agora isso já aconteceu, isto por causa dos leões, crocodilos e rinocerontes. O que o Gui e a Catarina vão pensar desta viagem. A mim quem me dera que quando no século passado era pirralho não me levavam para estes sítios, isto porque ainda me consigo lembrar de pormenores de quando tinha cinco e seis anos, ou seja os meus passeios aos domingos para ir até à fonte luminosa ver os robertos e o meu irmão me ter partido a cabeça com uma lata de atum, entre outras situações.
Mas e um pouco de história do Cabo Agulhas?
Foi visionado pela primeira vez por Bartolomeu Dias, na viagem de descobrimentos da passagem para o Índico (1487-1488). Depois de continuar viagem até ao rio do infante, Bartolomeu Dias regressou a Portugal, explorando então a costa sul-africana, descobrindo assim os cabos que marcam a ponta sul de África (Agulhas e Boa Esperança).
Recebeu este nome porque, sendo aí nula a declinação magnética, a agulha da bússola orientava-se segundo a linha norte-sul geográficos.




Dia 26
669km
Porto Elizabete (África do Sul) - Maseru (Lesotho)
 
19º dia Percurso rápido


Porto Elizabete é uma cidade da África do Sul que possui aproximadamente 1,2 milhões de habitantes e é conhecida principalmente pelas suas praias e parques. É uma das cidades que mais cresce no país africano, principalmente por causa do turismo e do mercado imobiliário.
Historic Donkin Heritage Trail, é a zona que poderemos visitar nesta cidade. A melhor forma de conhecer a parte antiga da cidade é percorrendo o trilho de 5 quilómetros que passa por 47 importantes marcos da história de Porto Elizabete: monumentos, igrejas, museus, biblioteca, entre outros edifícios em estilo vitoriano, art déco e art noveau. Se a ideia for observar as construções por fora, uma manhã (ou tarde) é suficiente.




Dia 27
417km
Maseru (Lesotho) - Johannesburg (África do Sul)
 
20º dia - Chegada ao Lesotho

Alguma informação deste país: O Lesoto tem cerca de 30.355 km² e caracteriza-se, geograficamente, pela sua meseta montanhosa, Cerca de 90% da população do Lesoto é de cristãos.
Lesoto é um país governado por uma Monarquia constitucional, com dois órgãos legislativos: o Senado e a Assembleia Nacional. No entanto, o rei não tem poderes executivos, nem legislativos.
País marcado por violentos confrontos em 1998, no seguimento de eleições controversas, em 2002 foram de novo realizadas eleições parlamentares, mas de forma pacífica.
O maior diamante do século, o "Promessa do Lesoto", de 603 quilates (120 gramas), foi comprado por US$ 12,36 milhões pela South African Diamond Corporation (Safdico). Maior que uma bola de golfe é o 15º maior diamante da história em relação ao tamanho. 




Dia 28
km
1º Dia de reserva para percalços do programa

21º dia

O mais provável será gastarmos este dia na ligação entre Maputo e Beira.




Dia 29
km
 2º Dia de reserva para percalços do programa
 
22º dia

Também este dia terá ido na ligação das Cataratas de Vitória e a capital da Namíbia.




Dia 30
km
 3º Dia de reserva para percalços do programa
 
23º dia

Este também se escapuliu, sendo o mais provável na tirada do dia 19, verão que não falhamos.




Dia 31
km
4º Dia de reserva para percalços do programa
 
24º dia

Após remodelação do programa conseguimos obter mais um dia de reserva.




Dia 1
11338km
Johannesburg (África Sul) - Dubai (Emiratos Ár. Unidos)
 
25º dia - Regresso


Resultado de imagem para pretoriaComo o nosso embarque vai ser por volta das 19H00, ainda podemos dar mais umas voltitas nesta cidade ou podemos atrasar a nossa saída do Kruger Park, temos tempo suficiente para fazermos os 417 quilómetros que nos separam do aeroporto. Neste caso chagaremos cerca das 15H00 o mais tardar. Entregar as viaturas, acham que duas horas vão chegar?
Por fim dirigimo-nos para o terminal A, onde vamos embarcar numa passarola do Emiratos, voo EK 764 em direcção ao Dubai sem parar. Por volta das 5H15 da madrugada chegamos.




Dia 02
8108km
Dubai  (Emiratos Árabes Unidos) - Lisboa (Portugal)
 
26º dia - Regresso



Resultado de imagem para aeroporto de lisboa mapa
Estamos no Dubai a terra que vocês já também conhecem, são cerca das 6H00 da manhã e daqui a poucas horas vamos fazer o último troço desta nossa grande viagem, vamos até ao terminal T3 e embarcar, novamente na Emiratos no voo EK 191 que sai pelas 07H25 da manhã com destino a Lisboa, são mais 8H20 de voo a juntar às 8h00 que fizemos da África do Sul, até aqui.
Depois de todas estas voltas chegamos à nossa terra, todos ficamos aguardar a nossa próxima viagem. Chegada prevista para as 12H45.






AFRICA DO SUL - SUAZILANDIA - MOÇAMBIQUE - ZIMBABWE -  
ZAMBIA - NAMIBIA - LESOTHO - BOTSWANA
Agosto

2015 RAID POR OITO PAÍSES DA ÁFRICA AUSTRAL
Dia
Km
Destinos - Percursos
1
8108
Lisboa (Portugal) - Dubai (EAU
2
64
Dubai (EAU)
3
60
Dubai (EAU) 
4
700
Dubai (Emiratos Árabes Unidos) - Doha (Qatar)
5
80
Doha (Qatar)
6
700
Doha (Qatar) - Dubai (EAU) 
7
11338
Dubai (EAU) - Johannesburg (África do Sul)
8
19446
Lisboa (Portugal) - Johanesburg (África do Sul)
9
120
Johannesburg (África do sul)
10
355
Pretória (África do sul) - Mbabane (Suazilândia)
11
237
Mbabane (Suazilândia) - Maputo (Moçambique)
12
1216
Maputo (Moçambique) - Beira (Moçambique)
13
566
Beira (Moçambique) - Harare (Zimbabwe)
14
497
Harare (Zimbabwe) - Lusaka (Zâmbia)
15
120
Lusaka (Zâmbia)
16
485
Lusaka (Zâmbia) - Cataratas Vitória (Zimbabwe)
17
1432
Cataratas Vitória (Zimbabwe) - Windhoek (Namíbia)
18
Windhoek (Namíbia) - Deserto da Namíbia (Namíbia)
19
917
Deserto da Namíbia (Namíbia) - Deserto até fronteira (Africa do Sul)
20
564
Deserto até fronteira (Africa do Sul) - Cidade do Cabo (África do Sul) 
21
224
Cidade do Cabo (África do Sul) - Cabo Agulhas (África do Sul)
22
643
Cabo Agulhas (África do Sul) - Porto Elizabete (África do Sul)
23
669
Porto Elizabete (África do Sul) - Maseru (Lesotho)
24
417
Maseru (Lesotho) - Johannesburg (África do Sul)
25
370
Johannesburg (África do Sul) - Gaborone (Botswana)
26
767
Gaborone (Botswana) - Kruger Parque (África do Sul)
27
80
Kruger Parque (África do Sul)
28
417
Kruger Parque (África do Sul) - Pretória (África do Sul)
29

1º Dia de reserva para percalços do programa
30

2º Dia de reserva para percalços do programa
31

3º Dia de reserva para percalços do programa
1
11338
Johannesburg (África do Sul) - Dubai (Emiratos Árabes Unidos)
2
8108
Dubai  (Emiratos Árabes Unidos) - Lisboa (Portugal)

10096



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Malta – Cecilia - 2014






MALTACECILIA




09 Agosto - Lisboa-Castellón de la Plana - 1078km



Para começar estas férias acordamos uma hora mais tarde do que estava previsto, daí calcularmos que íamos ter mais calor pelo caminho, isto de atravessar a Espanha neste mês de Agosto não é nada fácil. Ao fim de quatro horas de trajecto lá fizemos a nossa paragem técnica para comermos as nossas pataniscas e pastéis de bacalhau. Um bom português em viagem tem que levar alguma coisa onde esteja empregue o nosso fiel amigo. Lá pusemo-nos novamente a caminho e mais umas boas horas, comemos os nossos geladinhos da olá. Final do dia, chegamos a Castellon onde fomos pernoitar no Camping Bontera Park de 1ª, isto para pagarmos por duas noites, somente €80.32, baratinho.


10 Agosto - Castellón de la Plana - 51km

 

Estamos cansados da viagem de ontem, já não tenho a força de quando fazia estes percursos de centenas de quilómetros e estava no final como novo, por isso este dia será de descanso, daí que fomos dar a nossa voltinha pela cidade. Hoje é domingo e o movimento no centro é agradável, praticamente não há carros e também pouca gente nas ruas, compramos os nossos postais, passeamos e já pela tarde fomos até à praia. Está uma calor de rachar e sem chapéu de sol o problema piora, mas mesmo assim estivemos uma boas horas à torreira. Foi diferente, não gostamos da areia, era escura e para sair do corpo um grande problema. Descansamos, já estamos prontos para a tirada de amanhã que também é jeitosa.


11 Agosto - Castellón de la Plana - Marselha - 802km

 

Saímos cedinho, este percurso também vai ser doloroso, está muito calor e temos de aproveitar a manhã para andarmos o máximo de quilómetros. Conseguimos percorrer cerca de 400km, o que não é mal, considerando que o carro está ainda na rodagem e não há que puxar ainda por ele, desta forma conseguimos uma boa média no consumo do combustível. Depois do almoço dá-me um pouco de sono, mas lá fizemos os restantes quilómetros para chegarmos a Marselha. Conseguimos um parque nos arredores num local barulhento, mesmo em baixo passava a auto-estrada. A qualidade deste parque era muito fraca, mas deu para pernoitar duas noites.


12 Agosto – Marselha - 0km

 

A nossa alvorada deu-se pelas 7h00, pequeno-almoço à porta da tenda Quéchua, última aquisição com abertura e fecho instantâneo, uma maravilha. Já nos percebemos que a nossa movimentação em Marselha não pode ser de carro, uma autêntica catástrofe, ruas estreitas e locais de estacionamento escassos. Desta forma resolvemos ir de autocarro do lugar onde nos encontramos, cerca de 16km e simplificamos o nosso dia.
Cá estamos na gare St-Charles onde chegamos no autocarro número 51, comprar o mapa da cidade para termos informações dos locais onde podemos visitar e cá vamos pela Boulevard d’Athènes para no final passarmos para Canebière e chegarmos ao bonito porto, são tiradas as fotografias da praxe com a tablet da Sofia.
A nossa máquina fotográfica avariou-se logo no segundo dia quando estávamos a fazer a nossa visita pela cidade de Castellón. Seguimos em direcção ao forte de St-Jean para nos aproximarmos da catedral de La Major para depois passearmos pelas ruas do Centre de la Vieille Charité, com todas estas voltas chegou a hora do nosso almoço. Deu também para descansar um pouco, as nossas pernas já não são o que eram, um pouco mais tarde recomeçamos a nossa volta pelo porto, mas do lado do forte Saint Nicolas, fizemos um desvio um pouco para o interior no Cours d’Estienne d’Orves, onde deparamos com um grupo de Brasileiros qua estavam apresentar um programa muito interessante com ritmo, cor e a alegria deste povo. Vi um bom bocado de Capoeira de um nível muito elevado, mais outros trechos de ginástica deste grupo, ficamos muito satisfeitos com esta nossa passagem por este local.
Desta forma continuamos a nossa andança até Basílica de St-Victor, local também lindo. Já estávamos a começar novamente a ficar com as pernas pesadas, mas lá fomos mais adiante ver mais umas ruas e lojas que estão ainda com um traço de 80 ou mais anos atrás, são lindas de se ver, aconteceu que passamos numa rua que indicava Notre Dame de la Garde, falamos e concluímos que íamos até lá, mas era sempre a subir, ok., vamos então, subimos ruas, subimos escadas e mais ruas, fartamo-nos de tanto subir, até que conseguimos atingir este objetivo. Valeu a pena, a Catedral é graciosa e a vista em
sua volta deslumbrante, consegue-se ver Marselha na sua totalidade, tiramos umas dezenas de fotos que iremos desfrutar quando chegarmos a nossa casa. Finalizando esta visita vamos descer tudo aquilo que subimos e voltar ao local onde vamos apanhar a camioneta para o parque onde estamos neste momento. Dia engraçado. Estou a terminar de escrever, são 9h20 e já não há dia, também não tenho uma luz, apenas a do ecrã deste computador, acabei, vamos dormir.



13 Agosto – Marselha – Mónaco - 297km


O dia começou com vontade da Sofia ir fazer o seu xixi da ordem, são 7h00 e o tempo parece, querer chover, fomos desta forma aos balneários tomar o nosso banhinho e ao sair já caíam uns pingos, tomamos o pequeno-almoço e a chuva começou a engrossar, pusemo-nos ao caminho e a chuva cai torrencialmente, isto durante três horas sem parar ou abrandar, as estradas estão com lençóis de água que se torna muito perigoso a condução, ou seja foi uma manhã a conduzir debaixo de chuva.

Chegamos ao Mónaco, fomos procurar um parque de campismo para pernoitar-mos, daí o nosso Tom Tom, dar parques mais próximos já na Itália, assim foi, estamos em Itália arranjar onde dormir. Conseguimos ficar então num parque que está completamente esgotado, isto às 15h00, temos a nossa tenda GTS, montada e cá vamos nós até ao Mónaco dar umas voltas. Já é a 4ª vez que aqui estamos, não faz mal, vamos conseguir ir a outros sítios que mal conhecemos.
A volta que demos, concluímos, que esta terra está sempre na mesma, apenas existem as grandes máquinas paradas defronte do casino, bem como os iates atracados no porto, nas ruas os grandes abastados a passear os bólides, adoro ver estas situações deixam-me entristecido saber que há tanta miséria neste mundo e depararmos com estas ingratidões. O Deus dos terráqueos está a dormir, ou senão foi de malhar uma punheta  e saíram estes trastes que de humanos nada tem. Final do dia, compramos uma pisa no Mónaco, média por €8.00, bem barato para estes maltrapilhos Portugas.



14 Agosto – Mónaco – Pisa – S. Gimignano - 420km


O dia de hoje começou novamente pelas 7h00, levantar e as nossas banhocas já usuais, arrumar a tralha e pormo-nos a caminho para mais uma etapa de trezentos quilómetros, mais coisa menos coisa.
Por volta das duas horas estávamos em Pisa para mais uma visita usual das nossas vindas a Itália, só que desta vez fomos dar uma curva por esta cidade, porque tem mais coisas bonitas além da torre e do complexo à sua volta. Tinha-mos pensado em subir à torre, desta vez, aconteceu que só tínhamos possibilidade de a galgar por volta das 19h00, não podíamos perder tanto tempo, ainda não foi desta, será para a próxima?

Já trazia-mos na mente uma localidade a visitar que ficava a cerca de 100 quilómetros mais a Sudoeste, propriamente S. Gimiglinano; cá vamos a caminho.  Chegamos, tivemos de estacionar o carro fora das muralhas, abalamos para fazer a nossa caminhada até aos locais de interesse.
É espetacular todo o património; recuamos umas centenas de anos para apreciar esta beleza, nunca tínhamos estado num local tão bem conservado e tão procurado pelos turistas, nós perdemo-nos a visitar as ruas, ruelas, becos, praças e lojas, fazem-nos esquecer no tempo, compramos os nossos postais, comemos uns gelados desta terra que são uma delícia. Estivemos aqui quase até escurecer, não dava para mais, todo o nosso tempo está cronometrado. Já tarde procuramos o nosso parque de campismo, que por sorte ficava a poucos quilómetros, foi bom assim ser. Este parque tem muita classe, bem dividido e organizado. Já noite, prá i 10h00, fomos jantar no restaurante do parque.
A Sofia resolveu escolher um prato que era para duas pessoas, qualquer coisa como 24€ mais uma litrada de vinho da região que custou 9€. Boa escolha eram fatias de queijo, enchidos, presunto, e bocadinhos de pão com diversas iguarias da região, eram duas tábuas enormes que não conseguimos comer tudo, nem tão pouco o vinho. Por fim o meu cafezinho e o Capuchino para a D. Sofia. Finalmente a dolorosa, nem mais nem menos do que
€41,50, estranho porque a conta apresentava um valor diferente daquele que nós tínhamos calculado e eis que a Sofia diz, que não comeu “Corpeto”, ou seja este termo é utilizado para dizer que o garçon colocou na mesa os guardanapos, talheres e os individuais em papel; mais nada. Grande novidade. Com tudo isto fomo-nos deitar. Tínhamo-nos deitado há pouco tempo e eis que aparece um motoqueiro que só fazia barulho. De manhã reparamos que vinha montado numa soberba mota de 90cc. Ele e a sua madame eram dois trastes que não valiam nada mesmo.


15 Agosto – S. Gimignano – Roma – Malta – 346km

 

Bem cedo pusemo-nos ao caminho a tirada não era imensa mas por causa dos possíveis imprevistos não podíamos arriscar, pois tínhamos avião às 14h50 e ainda arranjar parque para estacionar o carro por quatro dias. Hoje é feriado em Itália e um fim-de-semana de três dias, ainda passamos por um engarrafamento no sentido contrário que deveria ter cerca de 12km, isto em autoestrada o que seria de nós com um problema destes! Mas tudo correu bem, chegamos a horas e tratamos de tudo nos trinques. Compramos o perfume da ordem para Sofia, mais uns chocolates e lá fomos apanhar o avião para Malta. O percurso foi rápido 1h25, chegamos e fomos levantar o carro que estava alugado, daí directos para o hotel. Primeiro problema o hotel já não tinha lugares para nós, tivemos que andar mais uns bons quilómetros e ficamos num outro hotel que este teve de sub-alugar, por sinal o
local onde ficamos é mais marcante e admirável de Malta – St. Julian’s, a verdadeira noite de Malta fica nesta localidade e nós estamos a 50 metros desse local. Fazendo propaganda ao hotel, este tem o nome SPINOLA HOTEL – Triq il-Qaliet o proprietário é um brasileiro, boa pessoa. À noite fomos jantar num bom restaurante aqui a 100 metros, provamos dois pratos típicos deste país, acompanhado por boa cerveja cá da terra, também.



16 Agosto – Malta

 

Pequeno-almoço no hotel e de imediato comprar uma garrafa de água fresca de 2 litros que nos custou 1€. A estas horas da manhã está já um calor intenso, umas voltas aqui por esta baía que é muito bonita e vamo-nos por a caminho de La valeta. Trajeto rápido a ilha não é grande e as deslocações são ápices. Esta cidade é muito antiga, edifícios históricos, não estão bem conservados, mas vale o interesse que nos provoca ver as ruas apinhadas de gente, todo o tipo de lojas e preços idênticos aos de Portugal. Perdemos umas boas horas com as nossas voltinhas e o tempo para o almoço. Por fim fomos passear de carro por uma imensidão de baías, estas sempre cheias com grandes iates, algumas destas baías parecem que nos entram pela casa a dentro, como o mar está tão perto das casas. Uma
particularidade se pensarem ver um forte ou fortaleza, não se preocupem, há dezenas delas e todas enormes e em bom estado de conservação. Engraçado, no final do dia passamos por uma baía onde as pessoas vão para lá fazer o seu jantar, mesmo juntinhos ao mar acompanhados pela família, muito convidativo. À noite fomos apreciar a verdadeira loucura aqui em St. Julian’s. Sem dúvida muito movimento só se vêm pernas por todos os lados, mas há muito putedo nestes sítios. Foi engraçado o impacto com esta forma de se viver que para nós é perversa.



17 Agosto – Malta

 

Começamos este dia por visitar uma outra parte desta ilha, começando pela pretty bay, local engraçado que de uma lado é um linda praia para logo em frente estarem imensos navios porta contentores, isto a cerca de 200 metros. Pusemo-nos ao caminho e vamos até um outro local muito lindo, conhecido por Blue Grotto, tal como o nome parece indicar é sem dúvida uma gruta escavada na rocha dentro do mar que tem uma vista lindíssima do alto de uma falésia, bem como vista do mar, uma maravilha. Dizemos isto porque fomos fazer um passeio de barco que nos levou por esta enseada e mergulharmos dentro desta e de outras grutas que se seguiam. A cor da água em certos locais é de uma azul celestial, tiramos montes de fotografias para mais tarde recordar, foi fantástico. Acabamos o nosso passeio marítimo e fomos almoçar a um local aprazível, um pouco à portuguesa: mesas em madeira, pequenas com toalhas de plástico e cadeiras também baixas,
isto no interior do restaurante que só tinha três mezinhas, uma delas com dois fulanos que iam bebendo cervejas atrás de cervejas. O que nós pedimos para comer; duas saladas, uma de frango e outra Maltesa, calculem duas maravilhas. A Sofia quando viu o tamanho das saladas ficou espantada, tanta comida, é verdade eram duas travessas enormes com quantidade para 4 pessoas, à vontade. Mas ela nem por sombras conseguiu comer tudo, ficou por metade. Eu já consegui comer a totalidade, estava com muita qualidade e a cerveja, uma maravilha. Depois deste almoço enfarta brutos fomos visitar umas ruínas do ano 2900ac., conhecidas por Hagar Qim e Mnajdra. Valeu a pena, estão muito bem conservadas após 4900 anos. A nossa visita a este local começou por ser apresentado um filme em quatro dimensões sobre o início da sua construção até ao seu abandono e destruição pelos diversos tremores de terra e temporais que devastaram esta ilha.
Ainda tivemos tempo de irmos até Rabat e visitar a cidade fortificada de Mdina, foi também benéfico. Um senão ao entrarmos uma fulana vendeu-nos dois gelados de uma marca que desconhecemos por €4, um gelado de água. Foi a 1ª vez em Malta que fui roubado, eu lhe disse, mas nada valeu. Regressamos ao hotel e estamos com um problema, tínhamos reservado um quarto com cama de casal e deparamos com um com duas camitas de solteiros, estamos à espera de resolução, vamos ver.


18 Agosto – Malta - Gozo – Comino

 

Hoje saímos do hotel sem programa definido, apenas tínhamos a ideia de irmos até Gozo fazendo a travessia de barco e percorrendo esta ilha no automóvel que alugamos. Mal saímos do hotel atravessamos a rua e estivemos a ver programas para a totalidade do dia, eis que deparamos com um que nos agradou, vamos comprar os ingressos, qualquer
coisa como €60 e embarcamos no navio tipo pirata, percorremos a costa toda desta ilha, até que em certa altura a Sofia começou a sentir-se mal e lá vai chamar pelo gregório, a má disposição era de tal ordem que um elemento a tripulação ajudou-nos e foi buscar um copo de água com o produto para o enjoo, descansou e lá passou. Este 1º percurso foram qualquer coisa como duas horas e tal. Lá chegamos a Gozo, já tínhamos outro transporte para nos  levar até Victoria a principal cidade da ilha, demos uma volta comemos uns gelados e regressamos para apanhar outro transporte e irmos até Azure Window, sítio lindo que nos fez enveja de não nos podermos atirar à agua, tal era o calor e harmonioso este lugar. Partimos e mais umas voltas demos por esta ilha, finalizando no porto onde embarcamos, vamos diretamente para Comino a mais pequena ilha habitada deste país.
Quando chegamos demos com uma baía lindíssima onde havia centenas de pessoas a tomarem a sua banhoca a água era límpida e a sua cor, azul-marinho, um fascínio, pelas encantadoras praias que continuavam ao longo da costa. Havia milhares de peixinhos nestas águas, em nada se inquietavam com as pessoas que se atiravam à água a partir deste barco ou dos outros que lá se encontravam, estes eram umas boas dezenas. Este local é então conhecido pelo nome de Blue Lagoon, vale-lhe o nome tão profundo. A nossa permanência foi cerca de 1 hora, foi suficiente mas com vontade de permanecer. Voltamos a partir em direcção a Sliema o local onde agora estamos. Foi um lindo dia bem passado, mas estamos muito cansados.


19 Agosto – Malta – Roma – Reggio de Calábria - 719km

 

Cedo nos levantamos, 6H30, para que pudéssemos entregar o carro que alugámos nesta terra e seguidamente fazer o check in para seguirmos para Roma onde tínhamos o nosso carro no parque do aeroporto para depois nos pormos ao caminho e fazer uns longos 700 quilómetros até ao final desta bota que é a Itália. Poucas mais, histórias temos deste dia a não ser o calor que estava e não mirávamos de maneira nenhuma o final desta etapa. Neste percurso fomos interceptados por um jipe da polícia que nos obrigou a parar para identificação e começarem a dizer que a matricula da viatura
já se encontrava caducada, tentei explicar a razão daquela data mencionada na matricula, mas um dos guardas estava a ser persistente e  não entendia  aquilo que eu estava a descrever. Passado algum tempo desistiram e lá fomos nós Itália abaixo. Chegamos pela noite dentro, dormimos num parque muito barulhento e com poucas condições, parece ser a prática dos parques de campismo Italianos.



20 Agosto – Régio de Calábria – Palermo - Castelvetrano - 382km

 

 

Vamos partir em direcção da Cecília, uma das ilhas Italianas do Mediterrâneo que eu gostava de visitar, vai ser desta vez. Compramos o bilhete de passagem do barco por três dias €44,00 e fomos para a bicha de entrada no ferry, foi muito rápido, entre o comprar o bilhete e entrarmos e o ferry partir não demoramos mais do que 15 minutos, espectacular. Fizemos cerca de 230km em auto-estrada com portagem, mas quando chegamos às cancelas para pagamento estavam abertas porque havia greve ou coisa parecida, bom para nós poupamos à volta de 22/23 euros. Chegamos a Palermo, muito trânsito é uma cidade estranha. O impacto para a Sofia foi negativo, ruas muito sujas, prédios muito velhos e degradados, mas no entanto deparamos com monumentos muito bonitos.
A condução nesta ilha é perigosa e caótica, não respeitam as passadeiras nem os sinais verdes para os peões, até há alturas em que o sinal vermelho para os carros eles não acatam. E ainda apitam para aqueles que o respeitam. Os Italianos gostam muito de apitar por tudo e por nada. Há hora do almoço fomos comer duas saladas, uma das quais tinha no máximo dois tomatitos, três anchovas e vinte azeitonas moles e encarquilhadas a outra tinha milho, alface, cinco pedacitos de queijo sem sabor, algumas azeitonas iguais à outra salada e bebemos dois copos de cerveja roubada e um cesto com pão, pagamos a módica quantia de €27 euritos. A pinta do chefe ou dono da esplanada mais nos parecia um Padrinho Ceciliano ou chefe da Camorra. Final do dia ainda fizemos uma centena de quilómetros para ficarmos no sul desta ilha.


21 Agosto – Castelvetrano – Agrigento – Catânia - Palmi - 414km

 

Esta noite ficamos num parque fraquito, mas muito sossegado de manhã acordamos com o chilrear dos passarinhos
à nossa volta as pegas andavam a ver se apanhavam alguma coisa para comer. Partimos em direcção a Agrigento, cidade património da humanidade, muito bonita e bem decorada, as ruas e os largos fazem-nos lembrar a nossa Alfama. Subimos aquelas ruelas vimos becos, varandas a cair de podres, outras só o esqueleto o resto já se foi. Foi aqui que nós tomamos o nosso pequeno almoço, dois cafés americanos um pouco de leite, duas sandes com fiambre e dois bolos. Havia muito calor, mas subimos aquelas ruelas até à catedral, depois deste imenso esforço, transpirávamos por todos os poros a dita estava encerrada para obras de restauro.
Concluída esta volta prosseguimos viagem para a Catânia, deparamos com uma cidade antiga com muitos monumentos, alguns bastante degradados, um dos problemas que logo deparamos foi onde estacionar o carro, conseguimo-lo numa garagem que mais parecia um carvoaria, tanto de aspecto, escuro e nojento bem como o único funcionário que havia parecia ter vindo de uma outra época.
Lá fomos começar as nossas voltas, vimos um mercado imenso de rua onde almoçamos, demos mais umas voltas o calor apertava, comemos um gelado típico desta região, fomos às compras, compramos cuecas para a Sofia a €2 e €5.90 na Tenezis. Prosseguimos por outras ruas e fomos encontrar outro mercado que as bancas já tinham sido retiradas, ficando aquela área imensa toda nojenta, cheia de restos de camarões, lambujinhas, ramos de salsa, plásticos, montes de caixas, etc. De volta à garagem, qual foi o nosso espanto quando o carvoeiro nos pediu a módica quantia de €10, por três horas, devia de ser o valor que as carroças pagavam noutros tempos para estacionarem na cocheira. A viagem pela Cecília estava terminada, e como ainda nos restavam algumas horas, aproveitamos e fomos apanhar o ferry de volta ao continente, passados 30 quilómetros encontramos o parque onde pernoitamos.


22 Agosto – Palmi – Siena - 877km


Passamos uma noite de más recordações; muito perto houve durante horas uma festa em que a música durou até às tantas, não bastando o calor era sufocante que tivemos de dormir com parte da tenda aberta e fomos atacados pelas melgas, estamos todos mordidos. Este dia tivemos de percorrer oitocentos e tal quilómetros para chegarmos a Siena, onde amanhã iremos percorrer.


23 Agosto – Siena – Les Arcs - 502km

 

Preparados para a nossa volta por esta linda cidade. Assim que chagamos ficamos maravilhados com o aspecto antigo e bem preservado de todos os edifícios. Percorremos imensas ruas à procura de locais que nos iam impressionando pela grandiosidade de todos os monumentos. A praça principal que é conhecida mundialmente como Praça do Campo, onde todos os anos nos dias 2 de Julho e 16 de Agosto se realiza uma corrida de cavalos com o nome de Palio, mas a corrida em si é feita somente por dez cavalos, cada um de uma contrada, de três regiões da cidade, que são escolhidos por sorteio. Cada bairro tem as suas cores e hino. Ganha o cavalo que chegar primeiro, após três voltas ao redor da praça, mesmo que o jóquei já tenha caído. Ao redor da praça existe a fonte Gaia (Fonte da Alegria), Palácio Público, Torre de Mangia, Capela da Piazza, Palácio Piccolomini ou Arquivo do Estado, Palácio Chigi-Zondadari, Palácio Sansedoni e Pórtico da Mercadori. Visitamos seguidamente a Catedral de Siena, obra esplendorosa e mais prestigiosa e ricas catedrais Europeias.
Quando já estávamos na parte final da nossa visita começaram a cair uns pingos e ainda fomos até à Catedral de S. Francisco onde a Sofia comprou dois Santos – Santo António e S. Francisco de Assis, este acompanhado do Papa Francisco. Quando saímos chovia e trovejava, ficamos todos molhados e tivemos de nos abrigar até que a chuva ficou mais fraca e assim podemos continuar o nosso caminho até ao carro, mal entramos no carro começou novamente a chover com intensidade e a trovejar.
Partimos directamente para a fronteira francesa, aconteceu que neste trajecto estivemos num engarrafamento de quase três horas para pagarmos a portagem. Por fim jantamos e dormimos numa estação de serviço.
   

24 Agosto – Les Arcs – La Jonquera - 682km

 

A grande preocupação deste dia é controlar todas as horas e deslocações ao longo da costa sul de França para que nós nos venhamos a encontrar com os nossos amigos que estão a circular em sentido oposto com destino final, Rússia. Pensamos ir visitar a ponte de Gard,
aconteceu que deparamos com um valor para estacionamento da viatura de €18,00, invulgar mas astúcia deste país, por aqui se vê aquilo que nós chamamos esperteza saloia, ainda nós dizemos mal no nosso país de merda. Lá fomos visitar este aqueduto que eles chamam ponte, na verdade é um aqueduto com uma base que poderemos chamar de ponte, é bonito mas nada de especial. Terminada esta volta regressamos à estrada para nos pormos a caminho do nosso ponto de encontro. Como os nossos amigos estavam atrasados fomos almoçar num restaurante familiar onde comemos um entrecôte, grelhado com batatas fritas e salada, acompanhado de um vinho tinto da casa muito bom. As horas foram-se passando e a malta nada de aparecer. Mais uns telefonemas e já muito tarde lá apareceram na estrada com
apitos, sorrisos e boa disposição. Como estavam atrasados e cheios de fome e o restaurante já tinha fechado, resolveram tirar os farnéis e comeram neste local. Passado algum tempo, cada um seguiu a sua viagem, uns de regresso, outros no segundo dia da sua viagem. Nós ainda fizemos mais três centenas de quilómetros, ultrapassamos a fronteira e entramos em Espanha. Tínhamos idealizado comprar algumas coisas num supermercado do lado espanhol em que os produtos eram muito mais baratos, assim o fizemos, só que já era noite e não foi possível encontrar parque para ficarmos. Dormimos pela segunda noite consecutiva numa estação de serviço, foi cansativo e muito desagradável.


25 Agosto – La Jonquera – Tapada das Mercês - 1356km

 

Acordamos bem cedo e de imediato pusemo-nos a caminho, fizemos umas centenas de quilómetros, tomamos o nosso pequenos almoço, mais tarde abastecemos novamente a viatura, mais uma centenas de quilómetros, acompanhados de um imenso calor, mais a estafa que estávamos a passar e chegamos à fronteira cansados e nojentos, desta forma fizemos a nossa paragem na Igrejinha onde tomamos as nossas banhocas e despejamos alguns objectos que faziam parte da nossa bagagem. Ficamos mais leves de produtos e
sujidade e vamos percorrer os últimos quilómetros até regressarmos ao ponto de partida.
Concluímos que estas férias foram muito engraçadas, mas muito cansativas. Esta de fazermos 8000 quilómetros em dezassete dias, já se torna fatigante porque passamos muitas horas a conduzir e este tempo podia ser aproveitado para ver outras coisas. No entanto foi positivo, que venham as próximas.

Momentos Felizes - 2025

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