terça-feira, 31 de maio de 2016

PROJECTO/PREVISÃO - Volta dos amarelinhos - 2016


2016 - VOLTA  DOS AMARELINHOS



Dia 6 ‒ Lisboa ‒ Dubai (6133km)

Todos acordados! Não esquecer que mais logo pelas 12h15, teremos de estar todos, todos, ouviram, no aeroporto da portela, pois pelas 14h15, embarcamos no voo EK 192, terminal T1,com destino ao Dubai, só agora pergunto se têm os passaportes, malas, maquinetas e os óculos, ok, então vamos partir. Agora já  devemos ter algumas horas de voo, mas esta primeira tirada vai totalizar 7h50, para depois descansarmos e retomarmos o nosso caminho.



Dia 7 ‒ Dubai ‒ Tóquio  (7926km)

Continuamos a nossa viagem, já dormimos, ressonamos, comemos e bebemos, eu por exemplo já devo ter entornado nesta altura uma duas ou três garrafas de vinho, enganei-me, garrafinhas, vocês ficaram-se pelas coca cola e sumos de alface. O João está completamente enfrascado já vai na 8ª mijeca o Gui também já lhe perdeu a conta a Tana trouxe duas agulhas para fazer o seu croché, está de volta de uma colcha para o seu enxoval. Estamos a chegar, desta forma pelas 1h05 chegaremos ao Dubai, está uma calor do caraças. Iremos fazer transbordo para o terminal T3 e embarcar no voo EK 318 que vai sair pelas 2h50, onde passadas 9h45, desembarcamos no aeroporto de Narita em Tóquio pelas 17h35, estamos fartos de andar de avião, coisa tão chata. Vamos levantar as nossas malas e encaminharmo-nos para o hotel reservado para o momento. No entanto vamos aproveitar este resto do dia para darmos uma volta na zona onde nos encontramos hospedados. Com tudo isto dois dias das nossas férias já se foram.

Dia 8 ‒ Tóquio (90km)

Vamos iniciar este dia visitando locais de interesse tais como a torre de Tóquio, Praça do Palácio Imperial, Templo Budista de Asakusa Kannon, para depois irmos até à galeria comercial de Nakamise para que as madames façam as suas compras. Aqui nada de chinesices, sim japãonesices o resto do pessoal mamado pode ficar na rua a ver passar as amigas Japonesas. Seguidamente iremos até às estações de Akihabara e de Tóquio.

Dia 9 – Tóquio (80km)

A esta hora qualquer de nós já fala com perfeição o Japonês, mas ainda vos estou a ver acenarem com a cabeça, sim, pois, claro está bem e mais nada. Olhem eu já sei dizer – Raio do gato e Sai do nada. Então o que vamos hoje fazer! Ideias, malta, pois não podemos pensar muito porque perdemos muito tempo. No entanto vou deixar aqui umas ideias, vamos até ao lado oeste da cidade “Shinjuku”, este é o local de casas nocturnas, populares e vibrantes, já sei lerem vibradores, raios assim não. Vamos até ao Jardim da Celeste ou Jardim Nacional Shinjuku Gyoen, há neste local imensos divertimentos para jovens a juventude também está na 3ª idade e principio da mesma. A Júlia já diz, 3ª idade... olha se não estás lá, para lá caminhas a paços largos é já amanhã, verás. Na área aterrada do porto iremos ver Odaiba, um parque temático de águas quentes. Já chega de conversa, vamos ter muitas mais coisas que nos vão fascinar. Hotel, hotel, marcamos? Olha dormimos debaixo da ponte.

Dia 10 – Tóquio – Kamakura – Tóquio (150km)
 
Cedinho partiremos em autocarro para Kamakura, para visitarmos o templo de Kotoku-in, onde se encontra a estátua enorme em bronze de Amida Budha., seguidamente vamos até ao templo de Hasedera ver a estátua de Kannon. Mais adiante iremos até Yokohama, ver a china Twon. De tarde visitaremos o jardim e Sankeien, situado a sul de Yokohama, podemos ainda ver a ponte Yokohama Bay, mais uma volta pela cidade e regressaremos a Tóquio de autocarro, jorgina ou comboio.

Dia 11 – Tóquio – Nikko (210km)

Saída cedo para Nikko, podemos ir de autocarro, não me parece que haja comboio, temos de ver bem este percurso. Nesta altura já vi que há Quim para lá. Chegamos, vamos visitar o santuário de Toshogu o Lake Chuzenji, este situado no parque nacional de Nikko, onde existem as cataratas de Kegon. Vamos ter de ver se partiremos desta cidade  para Sul ou dormir por aqui, parece-me que pela tarde podemos seguir viagem. Ou seja no aproveitar é que está o ganho. Então o Luís e a Alice não dizem nada, estão tão calados. Tu João, estás a rir-te porquê! Olha o Gui a olhar para aquelas duas Japonesas, então e o resto da malta estão todos com viroses ou dores nas pernas, costas e cachaço, Estou a ver que isto é  mesmo uma excursão de 3ª idade, mais conhecida agora em Portugal como as voltas dos seniores. Reparem que ainda estamos no início.

Dia 12 – Nikko – Monte Fuji – Hakone – Nagoya (621km)

Iremos iniciar a nossa viagem de comboio em direcção ao Monte Fuji, onde apanharemos o autocarro para nos levar até aos 4km de altura, para quem tiver pedalada pode continuar a pé, estarei lá para ver estes montanhistas. Já meios cansados, prosseguiremos a nossa viagem para o parque nacional de Hakone. Se não for carote poderemos dar uma volta de barco pelo Lago Ashi e subir de teleférico até ao monte Komagatake. Mais tarde novamente iremos de comboio até Nagoya. Aqui montaremos o nosso estaminé no jardim dos aflitos, defronte à sopa do Sidónio.

Dia 13 – Nagoya – Shirakawago – Kanazawa (229km)

Para iniciarmos este percurso temos várias hipóteses, começar por Kanazawa e terminar em Nagoya, mas só poderemos saber como fizemos o trajecto da véspera, fomos capazes de ter alterado em parte a nossa volta, mas cá ficam algumas sugestões. Vamos visitar um local que é património da Unesco muito concorrido e nesta altura do ano a aglomeração de pessoas é enorme, teremos de nos acautelar para chegarmos cedo. Há imensos locais de visita, mas poderemos considerar como o mais importante a santuário Hachiman. Falando de Kanazawa outro local que iremos visitar e que é tão importante como o que anterior conhecemos. Temos de ver o castelo dos samurais para depois irmos até ao Kenrokuen, atração principal. Alguém comprou aqui a espada dos samurais? Se foi essa a opção vai ter de lutar para nos defender dos intrusos que nos rodeiam.

Dia 14 – Kanazawa – Takayama – Nagoya (276km)

Pela manhã, vamos visitar o mercado de Takayama, para mais uma vez as Donas comprarem o que lhe mais agradar, não esquecendo, pão e atum para as mais célebres sandochas do Carlos. Um pormenor bastante importante, vai ser necessário comprar com antecedência os bilhetes isto se formos de autocarro, há uma outra hipótese que será de apanharmos o comboio, mas em qualquer dos casos o autocarro é que faz o trajecto final, vamos ter cautela. Estive a ver em vários locais da net que dão estas duas cidades como locais muito importantes a visitar.

Dia 15  – Nagoya – Ise – Toba – Nara (286km)


Mais outro trajecto de comboio, já estamos a gostar é rápido qualquer destes percursos. Partiremos de comboio para Ise, para irmos até ao Santuário Ise Jingu e Okage Yokocho Alley. Temos de descobrir onde ficam as cabanas das mulheres mergulhadoras, vai valer a pena. Também há aqui a ilha de Mikimoto Pearl.  Meio da tarde lá vamos de comboio até Nara ou Osaka. Como podem verificar é fácil viajar no papel a realidade é outra, muito diferente, pois queremos ver locais muito bonitos e importantes, mas o tempo é e será sempre o nosso inimigo, vamos conseguir fazer percursos muito engraçados e que se encaixam nas nossas ideias, quero dizer que tudo o que escrevo seria o que nós gostávamos, mas...
Haja boa disposição e vamos todos ver o quanto gostamos desta viagem.

Dia 16 – Nara – Osaka – Kyoto (124km)

De comboio até Kyoto, chegada e visita do pavilhão Dourado que fica na base do monte Kinugasa, visitar o Castelo Nijo, construído em 1603 como residência do 1º Shogun do governo Edo, é considerado Tesouro Nacional pela sua esplêndida arquitectura e decoração interior; o Palácio Imperial, famoso pela sua elegante simplicidade serviu de Palácio Imperial até à mudança da capital para Tokyo em 1867 após a Restauração Meiji.  Daqui teremos de partir em autocarro para Nara, a primeira capital japonesa. Chegada e visita do Templo Todaji, construído em 752 alberga uma das estátuas de bronze de Buda maiores do mundo, a estátua é Tesouro Nacional mede 16,20 metros de altura, estima-se que tenham sido usados na sua construção 437 toneladas de bronze, 75 kg de mercúrio, 130 kg de ouro puro e outros materiais; continuação da nossa volta a pé pelo Parque Nara, mais conhecido pelo Parque dos Veados pela quantidade desta espécie que o povoa. Terminaremos com a visita do Santuário Kasuga, localizado na floresta. Descobrir onde jantar e dormir.

Dia 17 – Kyoto (70km)

Esperamos que tenhamos chegado a este ponto do Japão sem qualquer dia de atraso, era excelente isso ter acontecido. Temos muito que ver nesta cidade e o dia e meio que vamos desfrutar é pouco, ou seja o mesmo que nos tem vindo acontecer, tem-nos faltado tempo. Kyoto é a única grande cidade japonesa que ainda tem bastantes edifícios de construção anterior à guerra, como os machiva (casas tradicionais). Contudo, a modernização está a impor-se, destruindo a Kyoto tradicional em favor de uma nova arquitectura, como o controverso complexo da estação de Kyoto. Vamos apreciar Togetsukyo a ponte do céu. O Caminho dos Filósofos, é uma das principais atracções de Kyoto, porém, se fosse na época das cerejeiras o visual deveria ser surpreendente. Seguidamente podemos ir até ao Santuário Yasaka-jinja, assando pela rua San-nen-zaka , pelo que li este caminho será um dos pontos altos de Kyoto, há vários templos, casas tradicionais, restaurantes e lojinhas, nessa parte do nosso passeio.

Dia 18 – Kyoto– Hiroshima (311km)

Vamos visitar hoje e amanhã as duas cidades onde pela primeira vez na história foram utilizadas duas bombas atómicas que as destruir completamente a 6 e 9 Agosto de 1945, matando praticamente civis, cerca de 246000. Na listagem dos Estados Unidos das cidades onde poderiam ser lançadas estas bombas contavam-se Kokura, Hiroshima, Yokohama, Niigata e Kyoto. A eficácia do local onde deveria ter caído a bomba teve um erro de 240 metros, quando foi lançada a uma altura de 9,4km e com alguns ventos cruzados, reparem que o peso da bomba era de 64kg. Vamos imaginar o que seria este local há 71 anos, neste dia 18 de Agosto ou seja 12 dias depois de ter caído a desgraça completa nesta cidade.

Dia 19 – Hiroshima – Nagasaki (421km)

Bom dia, pelas minhas contas são 7h30 e já estamos dentro de comboio a andar a toda a velocidade, tem que ser assim – “deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer”, o mesmo não diz a menina Jula e Carlos Neves que gostam de ficar mais algum tempo com o cú na cama. Vamo-nos lembrar o que seria Nagasaki umas horas antes da bomba ter caído e depois umas horas. Vale a pena o homem fazer estas guerras! Pergunto, já estão fartos de andar de comboio? È que na vossa terrinha senpre tinham a linha de Sintra que é fenomenal mais a do Estoril, transporte dos tesos da linha de Cascais. E as sandes de torresmos, atum e salsichas, sempre as trouxeram! Por hoje é tudo.

Dia 20 – Nagasaki – Fukuoka (152km)

Há imensos locais para visitarmos nesta cidade, apenas vou focar um, pois é imenso e tem uma variedade de outros complexos que todos vamos gostar, o nosso tempo vai-se esgotar com brevidade. Então veremos o castelo de Fukuoka que fica mesmo no centro da cidade. Foi construído do período Edo, estando a cidade deste castelo situada a norte, englobando um porto, neste complexo existe também um estádio de beisebol, etc. Não será altura de irmos todos beber umas cervejas Japonesas e uns Ice tea de moscardos! Também temos de comprar os bilhetes de barco para amanhã partimos para a Coreia. Vamos todos ficar com saudades desta terra e deste povo simpático.

Dia 21 – Fukuoka – Busan (Coreia do Sul) (215km)

Busan é a segunda maior cidade e o principal porto da Coreia. Está localizada na parte sul da península, com mais de 4 milhões de habitantes. Vamos visitar a Torre de Busan, Mercado de pesca Jagalchi, a rua comercial Nampodong, cemitério UN, Museu Municipal Busan e a praia de Haeundae







Dia 22 –Busan – Gyeongju (148km)

Gyeongju, foi a capital da dinastia Silla até o século X. Actualmente a cidade parece um museu a céu aberto, com templos, túmulos, palácios, castelos e jardins espalhados por toda a cidade. Um dos pontos mais importantes é Observatório Astronómico de Cheomseongdae, construído em 647 dC; o Parque Tumuli; o Museu Nacional de Gyeongju; os Templos Bulguksa e Seokguram Grotto, considerados em 1995 como Património Mundial da UNESCO. É chamada de “Museu sem Paredes”, Gyeongju foi designada pela UNESCO, como um dos dez locais do mundo histórico.

Dia 23 – Gyeongju – DMZ -Seoul (545km)

Saída para a Zona Desmilitarizada, poderá ser de autocarro, não prevejo outra forma. Também é agradável viajar neste tipo de transporte. Esta zona fica a 44 km a noroeste de Seoul, onde se encontra o 3º Túnel de Infiltração, descoberto em Outubro de 1978. Aqui encontra-se a plataforma de observação Dora, que está localizada na fronteira ocidental, e a partir daqui podemos ter uma visão do território da Coreia do Norte, como a Aldeia Propaganda; a Escola do povo; e a cidade de Gaeseong, antiga capital do reino Goryeo. Seguimos para o Parque da Liberdade, dedicado aos 5 milhões de pessoas que deixaram as suas casas e famílias na Coreia do Norte. Veremos o Centro de Exposições, onde estão alguns dos antigos tanques e os aviões utilizados durante a Guerra da Coreia. Mais tarde seguiremos para Seoul arranjar barraca para dormir e comer uma das sandochas que todos anseiam, ou seja atum, meninas. A Cândida adora a Sofia fica enjoada, só por ouvir o nome.

Dia 24  – Seoul – Korean Folk Village - Seoul (545km)

Podemos sair logo pela manhã para visitar este local tão importante da Coreia e quando regressarmos a Seoul, começarmos a conhecer esta cidade capital deste país. Vamos sair em direcção a sul até à Korean Folk Village, que é uma mostra dos costumes tradicionais e formas de vida da Coreia, com exemplos de construções dos mais variados estilos de todo o país, lojas de artesanato, etc.

Dia 25 – Seoul (80km)

Apenas um pouco de história desta cidade.
Só em 1945, surgiu o nome da cidade de Seoul Durante a guerra da Coreia, Seoul mudou de mãos entre as forças norte coreanas, com a ajuda dos Russos e Chineses e as forças sul coreanas apoiadas pelos EUA, várias vezes, deixando a cidade fortemente danificada após a guerra. A capital foi temporariamente transferida para Busan. Uma estimativa dos danos afirma que, após a guerra, pelo menos, 191.000 edifícios, 55.000 casas, e 1.000 fábricas ficaram em ruínas. Agora Seoul já foi a cidade anfitriã dos jogos olímpicos em 1988 e uma das sedes do campeonato do mundo de futebol, onde Portugal fez miséria na sua participação.

Dia 26 – Seoul (70km)

Visita a alguns dos principais pontos de Seoul, incluindo o Palácio Deoksu,  Palácio Changdeok, Casa Azul, Templo Jogyesa, Mercado South Gate e a rua comercial de Insadong. Seoul foi fundada em 1392, pela dinastia Joseono, e é uma cidade de grandes contrastes, que a torna numa das cidades mais fascinantes do mundo. Resto do dia para mais uma voltas que achemos necessárias.

Dia 27 – Incheon – Dubai (6776km)

Chegou a hora da partida, assim pelas 7h30, deveremos estar no aeroporto de Incheon para sairmos no voo EK 323, parte às 9h30 e como sabemos não espera por ninguém. Nesta altura já se encontra ansiosa a menina Jula para o seu regresso tão desejado à sua pátria para ver a sua rica filha. Depois de 9h30 de voo chegaremos ao Dubai, onde iremos chegar pelas 4h25, vamos fazer transbordo para o voo EK 191, situado no terminal T3, onde iremos largar ferro pelas 7h25. Menino Carlos, nada de lanternas, rádios, braçadeiras ou afins o menino Cláudio não quer fazer outra viagem com o coração nas mãos por causa de ter enviado na mala de porão umas centenas de euros.  


Dia 28 ‒ Dubai ‒ Lisboa (6133km)

Com isto vamos fazer outra grande tirada de 8h10, dentro deste papagaio gigante, não sabemos quantas pessoas lá vão, mas umas centenas de verdade carrega. A nossa chegada também está prevista para as 12h35. Parece-me que não ficou ninguém pelo caminho, não sabemos por esquecimento ou por vontade de imigrarem para a Coreia do Norte, tudo é possível. Mas verificamos que isto são apenas tagarelas. Comecem já a pensar na próxima viagem, pois o tempo começa a escassear, aqui falo mais por mim, todos vós ainda estão/são muito jovens e cheios de folia.
Até breve

terça-feira, 26 de abril de 2016

Jerez de la Frontera - 2016


Dia 23 Abril


A ideia seria de sairmos bem cedo para o dia ser bem aproveitado, tanto que nesta altura do ano os dias já são maiores e como o horário de Espanha é mais uma hora, seria excelente que viéssemos a  ganhar uma ou duas horas, isso não aconteceu, saímos cerca das 8H00, não foi suficiente.
Partimos, o tempo estava chuvoso, não mais do que a chuva “molha tolos”, mas não mais do que isso, fomos percorrendo calmamente o percurso estabelecido, não tem nada que enganar, há anos que o fazemos. Não surgem grandes alternativas, as vias são as mesmas e já a precisarem de melhorias. O auto-estrada Sines-Beja, que está parado há alguns anos iria encurtar o tempo deste trajecto. Verificamos que já foi colocada uma primeira fase de alcatrão. Será  que resolveram recomeçar as obras desta via tão necessária!
O certo é que já estamos a circular há perto de 3 horas e a chuva engrossou e não pára, logo que entramos em Espanha parou um pouco, mas foi de pouca dura já estamos novamente apanhar com ela e não se vê melhorias. Como já temos umas horas de condução resolvemos parar numa vila aqui em Espanha para comermos alguma coisa, parámos num tasco e pedimos dois bocadillos de jamon mais uma caña e uma coca-cola em garrafa, serviram uma das bem pequenas onde nos ofereceram um pires com umas azeitonas, no final ao pagarmos pediram-nos qualquer coisa como €11,00, grande roubalheira a deste saloio.  Mais adiante e já perto de Sevilha o tempo mudou; a chuva terminou e a temperatura está aumentar. Sem dúvidas, estamos já a passar
Sevilha e o tempo nada tem a ver, não chove e o calor já se sente. Sempre foi um local de temperaturas quentes e por vezes com imenso calor que nos pode escaldar. Perto das 14H00 chegamos a Jerez de la Frontera, onde fomos comprar os bilhetes para irmos ver as corridas de motociclismo, decidimos adquirir lugares na bancada onde tivemos algumas incertezas pelo local, pois faz a diferença nos valores que praticam, há acessos onde os preços são muito elevados. Pensamos que escolhemos o melhor local, amanhã tiramos as dúvidas. Pusemo-nos ao caminho e lá vamos em direcção de Puerto de Santa Maria para tratar das nossa barrigas, já são quase 3 horas da tarde. Passamos de fronte do Romerijo, onde vendem marisco, mas não tínhamos grande vontade, resolvemos ir até ao assador e comer uns nacos de carne. Esperamos alguns minutos para arranjar lugar, onde nos estalaram numa mesa espaçosa, mandamos vir carne para nós assarmos e uma sangria. Tardou pouco tempo e lá estacamo-nos os dois a degustar a boa carne que aqui se consome, era uma boa sangria, estando tudo uma delicia.
A temperatura estava excelente, com sol mas não em excesso, fomos como sempre dar uma volta nos locais onde há centenas de motos para apreciarmos, tiramos as nossas fotografias, apreciamos as diversas motos que engalanavam a avenida principal, estas roncando e manobrando algumas conduções pouco recomendadas, pois o perigo sempre espreita. Passamos algumas horas nesta volta para depois regressarmos ao autódromo onde resolvemos dormitar dentro do nosso carro, escolhemos um local que parecia um bom lugar, mas a meio da noite uns loucos lembraram-se de por as motas e cagadeiras a trabalhar, provocando uma barulheira infernal. Ninguém consegue dormir, é que são milhares de carros que se encontram neste parque imenso a fazerem o mesmo do que nós – descansar um pouco.



Dia 24 Abril




Bem cedo acordamos, pegamos nas nossas tralhas, onde está incluído o nosso pequenos almoço mais a merenda que iremos comer nos intervalos das corridas. A distancia do local onde nos encontramos até à nossa bancada onde vamos assistir a estas corridas ainda são uns quatro quilómetros, tivemos de subir uma e mais outra vereda, a última bem inclinada donde temos uma vista soberba sobre este autódromo gigantesco a quem chamam a catedral do motociclismo. Não tenho dúvida, aqui se juntam milhares de espectadores, este ano estão previstos mais de 250 mil, é obra.
Chegamos ao nosso local, este estava todo molhado, pois ainda há muito nevoeiro, lá nos sentamos, preparamos o nosso pequeno almoço e esperamos pelas primeiras provas. A primeira em moto GP3, foi um espectáculo, não mais do que o último a largar a grelha de partida, pois teve de partir a boxe, conseguiu chegar mais tarde ao primeiro lugar e ganhou a corrida. A prova seguinte foi excelente por outros motivos, ânimos sempre quentes e o local onde estamos instalados dá-nos um perspectiva de como vêm de uma recta imensa, entram numa curva muito apertada para a direita para de seguida haver uma pequenas recta para depois apanharem outra curva para a esquerda, sim temos toda esta panorâmica, conseguimos tirar boas fotografias, ver-mos espalhanços e manobras espectaculares. Por fim veio a corrida rainha, moto
GP1, onde os Espanhóis lideram, são os senhores, mas há um Italiano que já com muitos anos lhes vai fazendo frente. Foi isso que aconteceu, os Espanhóis a correrem em casa não o conseguiram superar e o Rossi, ganhou a seu belo prazer esta corrida, um espectáculo de principio ao fim com um sabor a amargo para a maioria dos espectadores que torciam pelo seus hermanos.
Espectáculo terminado começamos a sair em passo de caracol, havia milhares de pessoas a utilizar a mesma porta do que nós, seguimos lentamente e passado uma hora conseguimos chegar ao parque onde se encontrava estacionado o nosso carro. Arrancamos e mais outro engarrafamento onde seguiam uma imensidão de motas. Já no auto estrada o transito era intenso, onde a maioria eram motas e a velocidade não era muita, mas chegamos a Sevilha e de imediato pusemo-nos a circular em direcção de Portugal, onde vamos entrar pelo Algarve, passou pouco mais de uma hora e já estávamos na nossa terra, onde iremos dormir esta noite, mais propriamente em Pedras D’el Rei, local que encanta a Sofia.
Principio da noite, resolvemos ir jantar ao restaurante Ideal em Cabanas de Tavira, mas não gostamos dos pratos que haviam e porque ainda tínhamos de esperar cerca de 45 minutos, foi de opinião da D. Sófia porque não irmos a outro sítio, sítio esse que é em Vila Real de Santo António, num restaurante há muito eleito por nós o melhor que pode haver nesta zona. Assim foi, mais uma vez comemos bem, com qualidade e com um preço que não foi nada caro para o requinte e atendimento que existe. Regressamos ao nosso dormitório onde chegamos um pouco cansados mas bem dispostos para descansarmos as nossas fadigas.



Dia 25 Abril




Estávamos mesmo muito cansados, mas mesmo assim acordamos cedo. Preparamo-nos e fomos fazer uma caminhada até à praia, passamos a pequenas ponte pedonal para depois seguirmos ao longo da linha de comboio, são ainda uns 2 a três quilómetros. Está um dia ensolarado e vê-se pouca gente ainda, são mais estrangeiros os que aqui se encontram apanhar um pouco de sol. Conseguimos permanecer duas horas que deu para recarregar um pouco as nossas baterias. Nesta altura percebemos que a hora se alterou esta noite, mas os nossos telemóveis mantiveram a hora antiga, ou seja estamos atrasados sobre a hora actual, não será problema, ganhamos essa hora. Sim vamos a caminho de Olhão para irmos almoçar num restaurante aconselhável, pois os pratos são ainda feitos com receitas de pessoas que ainda estão habituadas a cozinhar como se fosse para suas casas. Ficamos bem instalados, mas o serviço é muito lento, estivemos cerca de uma hora à espera para começarmos a almoçar. Sem dúvida, não temos pressa, mas é muito tempo de espera. Comemos arroz de marisco, estava bom, mas nunca poderemos dizer que é uma especialidade, mais que nós somos bons apreciadores deste prato, sabemos o que é um bom prato destes, classificamos como suficiente, quando temos um caso que demos a classificação
de muito bom, assim podemos ver a grande diferença existente. Recomeçamos a nossa etapa e percorremos mais uns bons quilómetros nesta estrada 125 que se encontra em muito mau estado, vimos que quando cruzamos Faro, já foi numa variante nova, para depois voltarmos ao piso miserável e cruzarmos pequenos aglomerados e vilas. Quando chegar o tempo das férias vai ser uma bagunça circular por aqui. Resolvemos passar por Albufeira para aí darmos umas voltas. Há anos que não passava-mos por lá. Recordamos, uma vez com os nosso filhos demos uma volta, isto qualquer coisa como há 20 anos ou mais. Desta vez descemos de escada rolante até a um largo que dá acesso a esta cidade para continuarmos apreciar este local.
Vimos que está convidativo, muito direccionado para os turistas estrangeiros, grandes esplanadas com música ao vivo e um ambiente bem internacional, muitas lojas e ruas bem decoradas e arranjadas. Sabemos que há bem pouco tempo houve aqui inundações que alagaram a baixas de Albufeira, nesta altura não existem quaisquer indícios dessa desgraça. Conseguimos percorrer a pé uma grande distância onde ficamos a conhecer bem melhor esta terra.
No final do dia regressamos a casa pela IC2, onde fizemos uma boa média, acima dos 120km/hora, para entrarmos na A1 em Alcácer do Sal, fizemos bem mal porque ainda fomos apanhar um enorme engarrafamento de cerca 20km. Por volta das 23h00 entramos na nossa casa, com mais um fim de semana aproveitado até ao osso.

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