quinta-feira, 23 de junho de 2016

El Camiñito d'el Rey - 2016







 

 

EL CAMIÑITO D'EL REY

 

 

 

 

 

 

Dia 10 Junho


Normalmente programamos as nossas voltas deste tipo com alguma antecedência, mas nunca superior a 30 dias, isto para nos dar algum tempo de manobra, tais como convidar mais alguém que queira enveredar pelo mesmo trajecto ou surgir outra ideia que possa ser mais apelativa. Aconteceu convidar um grupo de pseudo viajantes para se porem também ao caminho, por diversas razões ninguém teve a ousadia de aceitar. Nós já meios gastos ou velhos consoante a classificação que nos queiram dar, lá fomos pôr-nos a caminho para realização de tal façanha, ainda mais que é vulgar ir-se a Espanha para fazer o trilho do El Camiñito d’el Rey, local soberbo para se caminhar e apreciar a beleza deste sítio tão carismático cravado nas paredes dos desfiladeiros de Chorro e Gaitanejo.
Já vamos a caminho, depois de passarmos a IC19, estrada com um índice elevadíssimo de acidentes, percorremos a ponte mais bonita que conhecemos, só não gosto do nome, pois quando foi inaugurada em 1966, tinha eu 13 anos chamava-se ponte Salazar. Deveria ser esse o nome que deveria prevalecer, não se perderia nada em manter-se o nome que foi baptizada. Nesta altura já temos umas horas de viagem, onde passamos pelos nossos Alentejos e entramos na vizinha Espanha. Lá estamos nós atravessar a cidade de Sevilha para depois chegarmos ao nosso primeiro local a visitar, não mais do que o El camiñito d’el Rey, Eu sabia que era desgastante fazer este percurso sem uma única paragem, mas foi isso mesmo que nos aconteceu. Isto porque tinha a indicação de que a última visita seria por volta das 16h00, era frustrante fazer uma tirada de 574km e ficarmos à espera de entrarmos no dia seguinte.
Aconteceu que quando chegamos e pusemo-nos a caminho para dar início ao percurso de aproximação a Sofia ia cá com uma cara que metia medo a um susto, Ela estava chateada, cansada por eu não ter parado 5 ou 10 minutos para desanuviar, mas dei-lhe a explicação dessa atitude e compreendeu, mas disse que eu podia ter falado desse assunto é que eu estava a ver que não chegávamos a horas, por causa dos engarrafamentos para atravessar Sevilha, mais a imensidão de trânsito, pois este era um dia de trabalho para todos os espanhóis, ao contrário de nós que é feriado. Quando chegamos ao portão de entrada tínhamos à nossa frente um grupo de pessoas que aguardavam a entrada fomos praticamente os últimos, depois de nós vieram mais umas quatro pessoas, foi chegar e partir de imediato. Desta vez vamos iniciar o percurso do trilho famoso.
Começamos a tirar as nossas fotografias deste vale encantador e detivemo-nos na primeira escadaria que deu acesso a um patamar superior, donde avistamos uma parte deste imenso vale. Estamos já a uma altura considerável e apreciámos a extensão de escadas, varandas e corredores que se misturam com a parte antiga que ainda resta, ao longe há mais vertentes rochosas e o rio que passa lá em baixo, mesmo por baixo dos nossos pés. Não está muito calor, corre uma pequena brisa o sol  está do outro lado da montanha, fazendo que haja sombra sobre os locais que iremos percorrer. Há  pessoas que já estão muito longe de nós outras que nem as vimos, tanta pressa para quê!
O percurso é comprido, mas vamos andando lentamente, paramos, falamos e observamos as aves a linha do comboio que aparece num viaduto do outro lado da montanha, pois o seu percurso é feito basicamente por túnel. Agora entramos numa zona que é feita num carreiro pelo meio da encosta da montanha para mais adiante recomeçar o passadiço feito em madeira, suportados por barrotes em ferro e reforçado com cabos de aço, assim podemos estar seguros e o perigo é apenas se alguma pedra ou rocha se desprender. Já estamos a percorrer a zona onde as escarpas são enormes onde bem lá do fundo o rio corre e salta nas rochas, tiramos imensas fotos, são recordações e imagens que futuramente nos avivam a memória.
Já estamos um pouco cansados e a Sofia vai perguntando se temos tempo para terminar todo o percurso, temos tempo de sobra, mas acontece que a nossa visão ainda nos dá uma imagem lá muito longe em que vemos o passadiço e parece-nos ver também pessoas, tão longe ainda estamos. Caminhamos mais e fomos vendo locais de observação, descanso e guardas que fomos encontrando pelo trajeto. Estes vão controlando se as coisas correm com normalidade. É expressamente proibido fumar ao longo de todo o percurso, há que ter cautelas, pois caso haja aqui algum foco de incêndio é muito grave e alguns locais têm árvores e arbustos. Já estamos a preparar-nos para atravessar uma ponte pênsil que liga as duas margens, há neste local um guarda que controla a passagem, esta não pode ter mais do que dez pessoas a passa-la. Aqui é quase obrigatório parar no seu meio para observar e tirar umas fotos. Depois de transpor esta ponte segue-se uma descida íngreme de várias escadas a percorrer uma parede em rocha que nunca mais acaba, por fim chegamos ao final, mas ainda temos pela frente um penoso percurso por meio da montanha, este com descidas e subidas para irmos  apanhar o autocarro que nos vai levar ao ponto de partida.
Fomos capazes de demorar mais uma hora a fazê-lo. Regressamos depois de fazermos mais uma volta pelo meio da serrania com imensas curvas e o autocarro completamente cheio, tanto mais que viajamos de pé com muitas pessoas nas mesmas circunstâncias, acho que é exagero e o perigo espreita a cada curva que vamos fazendo. Conseguimos um local excelente para dormir com uma vista soberba sobre o lago de uma barragem. Mais adiante o restaurante onde fomos jantar e beber uma boas cervejas, estava calor  e nós cansados a precisar de deascansar.
Nesta noite vimos o jogo de abertura do europeu que está a realizar-se em França com o jogo entre a anfitriã e a Roménia em que a França acabou por vencer 2-0, não foi um jogo vistoso. Amanhã iniciaremos mais um trajeto para visitar  uma cidade que fica a cerca de 70km.



Dia 11 de Junho



Acordamos, está um dia espetacular, o sol a brilhar, um calor ameno e um silêncio pouco usual, sem dúvida estamos mesmo no meio das montanhas com uma pequenita vila aqui mais a baixo. Preparadíssimos para a nossa 2ª etapa que não vai ser longa como a de ontem, mas não menos importante. Estamos a percorrer uma estrada com muitas curvas sobre as montanhas. Dizemos; destas paisagens não as temos em Portugal é que não há nada parecido que seja, mais se parece com uma zona que fizemos há anos no Rajastão na Índia quando íamos a caminho de Jaipur, isto apenas a compararmos o terreno e vegetação. Ao fim de algum tempo começamos a ver o nosso destino de hoje, nada menos do que Ronda. Chegamos e quase de imediato deparamos com imensa gente que se encaminham para o centro.   Ao longo desta manhã visitamos muitos locais históricos para depois almoçarmos numa das ruelas bem instalados numa mesa colocada na rua. Foi um bom almoço tipicamente da Andaluzia, acompanhado com uma boa cerveja espanhola.
Há imensos autocarros de excursões, algum trânsito e fomos estacionar a nossa viatura num parque situado nas caves de um prédio, onde o espaço de acesso era tão mau que a circulação para entrar e sair é ao contrário, entramos pela esquerda para os outras fazerem o trajeto pelo lado contrário. Tentamos chegar ao local que eu já tinha visto em fotografias, mas não temos qualquer mapa ou indicação de que é para a frente ou para algum dos lados. Nossa intuição levou-nos ao fim de algum tempo lá. Encontramos a dita ponte que nos fazia pensar como foi possível numa época tão remota ser erigida para ligar dois lados que são separados por uma garganta com muitos metros de profundidade ou sejam 98 metro. Em tempos ainda mais remotos esta cidade era ligada por mais duas pontes que se situam na parte mais baixa da cidade ou seja para ir ao outro lado que fica a poucos metros era necessário descer uma grande ladeira para passar uma dessas pontes para subir no lado oposto aquela vereda bem íngreme.
Pela tarde continuamos o nosso percurso, fomos visitar a parte baixa da cidade onde ainda existem muralhas árabes,  e onde a beleza do casario é constante, tudo muito bem conservado e a limpeza perdura.
Ainda passamos umas boas horas  desta tarde apreciar esta cidade, para depois iniciarmos outra etapa que nos vai levar a Estepona. Começamos a andar e lá estávamos a percorrer uma serrania que nunca mais tinha fim, curvas e mais curvas que nunca mais acabam, grandes subidas seguidas de descidas, quando chegamos fomos arranjar local para dormir, pois iremos ficar por aqui duas noites. Foi fácil e barato. Resolvemos ainda ir até à praia que fica do outro lado da rua, pena é que a areia é negra e há muitos seixos junto à água. Ainda fica-mos duas horas na praia, apanharmos um pouco de sol e descansarmos. Cerca das 9h00, fomos jantar num restaurante na praia onde comemos umas sardinhas assadas e uma salada, gigante caesar, tudo nos trinques. Fomos comendo e assistindo neste ambiente fabuloso a mais um jogo para o campeonato da Europa. Regressamos ao nosso hotel para o descanso dos guerreiros.

Dia 12 de Junho


Não temos qualquer programa definido para hoje tanto podemos ir até Málaga, Torremolinos ou Antequera. O certo é que não queríamos fazer grande caminhada e resolvemos ir até Marbella.
Mas antes estivemos na praia para apanhar mais duas horas de sol. Boa aposta esta, fomos conhecer a parte antiga desta cidade, julgávamos nós que eram só prédios altos e novos, mas que engano. Embrenhamo-nos nas ruelas e vimos pátios e praças totalmente floridos, imensos restaurantes com grandes esplanadas a encher as ruas e mais uma vez os prédios restaurados e com grandes floreiras nas sacadas e janelas, um autentico jardim de encantar. Já cansados de andar e o calor abrasador fomos almoçar a um hotel, onde abundam pratos mais económicos e bem confecionados.
De tarde enveredamos por ir a um jardim onde havia uma festa, aqui reparamos que são as festas populares de Marbella. Um autentico arraial, muito parecido com os desta época que se fazem em Portugal.
Também deu tempo para irmos até à marina ver os barcos, aqui fomos enganados, íamos à espera de ver grandes veleiros, nada disso, apenas barcos pequenos. Já foi tempo em que aqui paravam grandes veleiros, hoje nem pensar. O mal está por todo o lado, grandeza, esqueçam, coisas baratinhas, quanto basta.
Regressamos a  Estepona para depois dar-mos mais uma volta pela nossa praia. À noite jantar na praia e ao mesmo tempo apreciar mais um jogo de futebol entre a Alemanha e a Ucrânia, resultado final 2-0. Eu até gostava que a Ucrânia ganhasse, mas não aconteceu, apesar de ter feito um bom jogo.

Dia 13 de Junho

The final countdown – quase isto, hoje não é mais do que o regresso à nossa casa, sita da Tapada das Mercês. Estamos preparados para arrancar à vontade é sempre a mesma, ou seja nenhuma, não temos vontade de regressar.
Vamos iniciar o regresso mas temos de tomar o pequeno almoço, andamos poucos quilómetros e ao começar a subir a serra, eis o local ideal, uma pequena tasca à beira da estrada e lá vamos nós ao mata bicho. Comemos dois bocadilhos de jamon serrano um sumo de laranja natural e um café com leche, estava tudo bom e no final quando pagamos, não fomos enganados, saímos satisfeitos para a próxima etapa que se vai desenrolar ao longo de vários quilómetros pelas montanhas em direção a Sevilha. Mais uma paisagem linda, algum trânsito, fomos encontrando polícia e radares pelo caminho. Isto em Espanha de excesso de velocidade está complicado há imensos controlos e vemos que os espanhóis têm muita atenção com a velocidade. Vamos esperar que não sejamos surpreendidos com alguma multa, vamos com cuidado mas uma descida o carro embalada e lá está a polícia. Eles colocam-se em locais estratégicos e ao menor descuido somos apanhados. Sou dos que acreditam que a velocidade não é o principal fator para o acidente.
Já passamos Sevilha e vamos daqui a pouco entrar na montanha que nos leva até Aracena, estamos a pensar fazer uma paragem nesta terra, pois já passamos por lá tantas vezes e nunca fizemos uma paragem para dar-mos uma olhadela.
Vai imenso calor, já estamos a ficar com um ratito no estomago, razão para procurarmos uma sombra, fazermos uma pequena paragem para comermos umas laranjas que trazemos e esticarmos as pernas. Arrancamos em direção a Aracena  e como era o nosso intuito fomos visitar a cidade, dirigimo-nos até ao cimo para visitar o castelo, daí avistamos toda a vila e concluímos que pouco mais tem para se ver, não passa de um local vulgar, apenas tem turismo por causa das grutas, dizem que são belas. Mais umas fotos e estamos a caminho de Portugal onde vamos comer um queijinho de Serpa e beber uma boa cerveja.
Acertamos na muge, entramos em Serpa percorremos algumas ruas e vimos uma pequena mesa à porta de um café, foi quanto bastou para pararmos mais adiante e irmos a esse local. Mandamos vir o que tínhamos combinado, arranjaram-nos um queijo de Serpa, uma especialidade, mais o pão alentejano e por fim a imperial estava mesmo gelada. Ficamos contentíssimos para o finalizar destes quatro dias, correu tudo às mil maravilhas, vamos começar a fazer o último percurso até casa. Preparados para mais fins de semana prolongados ou quase umas miniférias.
 

terça-feira, 31 de maio de 2016

PROJECTO/PREVISÃO - Volta dos amarelinhos - 2016


2016 - VOLTA  DOS AMARELINHOS



Dia 6 ‒ Lisboa ‒ Dubai (6133km)

Todos acordados! Não esquecer que mais logo pelas 12h15, teremos de estar todos, todos, ouviram, no aeroporto da portela, pois pelas 14h15, embarcamos no voo EK 192, terminal T1,com destino ao Dubai, só agora pergunto se têm os passaportes, malas, maquinetas e os óculos, ok, então vamos partir. Agora já  devemos ter algumas horas de voo, mas esta primeira tirada vai totalizar 7h50, para depois descansarmos e retomarmos o nosso caminho.



Dia 7 ‒ Dubai ‒ Tóquio  (7926km)

Continuamos a nossa viagem, já dormimos, ressonamos, comemos e bebemos, eu por exemplo já devo ter entornado nesta altura uma duas ou três garrafas de vinho, enganei-me, garrafinhas, vocês ficaram-se pelas coca cola e sumos de alface. O João está completamente enfrascado já vai na 8ª mijeca o Gui também já lhe perdeu a conta a Tana trouxe duas agulhas para fazer o seu croché, está de volta de uma colcha para o seu enxoval. Estamos a chegar, desta forma pelas 1h05 chegaremos ao Dubai, está uma calor do caraças. Iremos fazer transbordo para o terminal T3 e embarcar no voo EK 318 que vai sair pelas 2h50, onde passadas 9h45, desembarcamos no aeroporto de Narita em Tóquio pelas 17h35, estamos fartos de andar de avião, coisa tão chata. Vamos levantar as nossas malas e encaminharmo-nos para o hotel reservado para o momento. No entanto vamos aproveitar este resto do dia para darmos uma volta na zona onde nos encontramos hospedados. Com tudo isto dois dias das nossas férias já se foram.

Dia 8 ‒ Tóquio (90km)

Vamos iniciar este dia visitando locais de interesse tais como a torre de Tóquio, Praça do Palácio Imperial, Templo Budista de Asakusa Kannon, para depois irmos até à galeria comercial de Nakamise para que as madames façam as suas compras. Aqui nada de chinesices, sim japãonesices o resto do pessoal mamado pode ficar na rua a ver passar as amigas Japonesas. Seguidamente iremos até às estações de Akihabara e de Tóquio.

Dia 9 – Tóquio (80km)

A esta hora qualquer de nós já fala com perfeição o Japonês, mas ainda vos estou a ver acenarem com a cabeça, sim, pois, claro está bem e mais nada. Olhem eu já sei dizer – Raio do gato e Sai do nada. Então o que vamos hoje fazer! Ideias, malta, pois não podemos pensar muito porque perdemos muito tempo. No entanto vou deixar aqui umas ideias, vamos até ao lado oeste da cidade “Shinjuku”, este é o local de casas nocturnas, populares e vibrantes, já sei lerem vibradores, raios assim não. Vamos até ao Jardim da Celeste ou Jardim Nacional Shinjuku Gyoen, há neste local imensos divertimentos para jovens a juventude também está na 3ª idade e principio da mesma. A Júlia já diz, 3ª idade... olha se não estás lá, para lá caminhas a paços largos é já amanhã, verás. Na área aterrada do porto iremos ver Odaiba, um parque temático de águas quentes. Já chega de conversa, vamos ter muitas mais coisas que nos vão fascinar. Hotel, hotel, marcamos? Olha dormimos debaixo da ponte.

Dia 10 – Tóquio – Kamakura – Tóquio (150km)
 
Cedinho partiremos em autocarro para Kamakura, para visitarmos o templo de Kotoku-in, onde se encontra a estátua enorme em bronze de Amida Budha., seguidamente vamos até ao templo de Hasedera ver a estátua de Kannon. Mais adiante iremos até Yokohama, ver a china Twon. De tarde visitaremos o jardim e Sankeien, situado a sul de Yokohama, podemos ainda ver a ponte Yokohama Bay, mais uma volta pela cidade e regressaremos a Tóquio de autocarro, jorgina ou comboio.

Dia 11 – Tóquio – Nikko (210km)

Saída cedo para Nikko, podemos ir de autocarro, não me parece que haja comboio, temos de ver bem este percurso. Nesta altura já vi que há Quim para lá. Chegamos, vamos visitar o santuário de Toshogu o Lake Chuzenji, este situado no parque nacional de Nikko, onde existem as cataratas de Kegon. Vamos ter de ver se partiremos desta cidade  para Sul ou dormir por aqui, parece-me que pela tarde podemos seguir viagem. Ou seja no aproveitar é que está o ganho. Então o Luís e a Alice não dizem nada, estão tão calados. Tu João, estás a rir-te porquê! Olha o Gui a olhar para aquelas duas Japonesas, então e o resto da malta estão todos com viroses ou dores nas pernas, costas e cachaço, Estou a ver que isto é  mesmo uma excursão de 3ª idade, mais conhecida agora em Portugal como as voltas dos seniores. Reparem que ainda estamos no início.

Dia 12 – Nikko – Monte Fuji – Hakone – Nagoya (621km)

Iremos iniciar a nossa viagem de comboio em direcção ao Monte Fuji, onde apanharemos o autocarro para nos levar até aos 4km de altura, para quem tiver pedalada pode continuar a pé, estarei lá para ver estes montanhistas. Já meios cansados, prosseguiremos a nossa viagem para o parque nacional de Hakone. Se não for carote poderemos dar uma volta de barco pelo Lago Ashi e subir de teleférico até ao monte Komagatake. Mais tarde novamente iremos de comboio até Nagoya. Aqui montaremos o nosso estaminé no jardim dos aflitos, defronte à sopa do Sidónio.

Dia 13 – Nagoya – Shirakawago – Kanazawa (229km)

Para iniciarmos este percurso temos várias hipóteses, começar por Kanazawa e terminar em Nagoya, mas só poderemos saber como fizemos o trajecto da véspera, fomos capazes de ter alterado em parte a nossa volta, mas cá ficam algumas sugestões. Vamos visitar um local que é património da Unesco muito concorrido e nesta altura do ano a aglomeração de pessoas é enorme, teremos de nos acautelar para chegarmos cedo. Há imensos locais de visita, mas poderemos considerar como o mais importante a santuário Hachiman. Falando de Kanazawa outro local que iremos visitar e que é tão importante como o que anterior conhecemos. Temos de ver o castelo dos samurais para depois irmos até ao Kenrokuen, atração principal. Alguém comprou aqui a espada dos samurais? Se foi essa a opção vai ter de lutar para nos defender dos intrusos que nos rodeiam.

Dia 14 – Kanazawa – Takayama – Nagoya (276km)

Pela manhã, vamos visitar o mercado de Takayama, para mais uma vez as Donas comprarem o que lhe mais agradar, não esquecendo, pão e atum para as mais célebres sandochas do Carlos. Um pormenor bastante importante, vai ser necessário comprar com antecedência os bilhetes isto se formos de autocarro, há uma outra hipótese que será de apanharmos o comboio, mas em qualquer dos casos o autocarro é que faz o trajecto final, vamos ter cautela. Estive a ver em vários locais da net que dão estas duas cidades como locais muito importantes a visitar.

Dia 15  – Nagoya – Ise – Toba – Nara (286km)


Mais outro trajecto de comboio, já estamos a gostar é rápido qualquer destes percursos. Partiremos de comboio para Ise, para irmos até ao Santuário Ise Jingu e Okage Yokocho Alley. Temos de descobrir onde ficam as cabanas das mulheres mergulhadoras, vai valer a pena. Também há aqui a ilha de Mikimoto Pearl.  Meio da tarde lá vamos de comboio até Nara ou Osaka. Como podem verificar é fácil viajar no papel a realidade é outra, muito diferente, pois queremos ver locais muito bonitos e importantes, mas o tempo é e será sempre o nosso inimigo, vamos conseguir fazer percursos muito engraçados e que se encaixam nas nossas ideias, quero dizer que tudo o que escrevo seria o que nós gostávamos, mas...
Haja boa disposição e vamos todos ver o quanto gostamos desta viagem.

Dia 16 – Nara – Osaka – Kyoto (124km)

De comboio até Kyoto, chegada e visita do pavilhão Dourado que fica na base do monte Kinugasa, visitar o Castelo Nijo, construído em 1603 como residência do 1º Shogun do governo Edo, é considerado Tesouro Nacional pela sua esplêndida arquitectura e decoração interior; o Palácio Imperial, famoso pela sua elegante simplicidade serviu de Palácio Imperial até à mudança da capital para Tokyo em 1867 após a Restauração Meiji.  Daqui teremos de partir em autocarro para Nara, a primeira capital japonesa. Chegada e visita do Templo Todaji, construído em 752 alberga uma das estátuas de bronze de Buda maiores do mundo, a estátua é Tesouro Nacional mede 16,20 metros de altura, estima-se que tenham sido usados na sua construção 437 toneladas de bronze, 75 kg de mercúrio, 130 kg de ouro puro e outros materiais; continuação da nossa volta a pé pelo Parque Nara, mais conhecido pelo Parque dos Veados pela quantidade desta espécie que o povoa. Terminaremos com a visita do Santuário Kasuga, localizado na floresta. Descobrir onde jantar e dormir.

Dia 17 – Kyoto (70km)

Esperamos que tenhamos chegado a este ponto do Japão sem qualquer dia de atraso, era excelente isso ter acontecido. Temos muito que ver nesta cidade e o dia e meio que vamos desfrutar é pouco, ou seja o mesmo que nos tem vindo acontecer, tem-nos faltado tempo. Kyoto é a única grande cidade japonesa que ainda tem bastantes edifícios de construção anterior à guerra, como os machiva (casas tradicionais). Contudo, a modernização está a impor-se, destruindo a Kyoto tradicional em favor de uma nova arquitectura, como o controverso complexo da estação de Kyoto. Vamos apreciar Togetsukyo a ponte do céu. O Caminho dos Filósofos, é uma das principais atracções de Kyoto, porém, se fosse na época das cerejeiras o visual deveria ser surpreendente. Seguidamente podemos ir até ao Santuário Yasaka-jinja, assando pela rua San-nen-zaka , pelo que li este caminho será um dos pontos altos de Kyoto, há vários templos, casas tradicionais, restaurantes e lojinhas, nessa parte do nosso passeio.

Dia 18 – Kyoto– Hiroshima (311km)

Vamos visitar hoje e amanhã as duas cidades onde pela primeira vez na história foram utilizadas duas bombas atómicas que as destruir completamente a 6 e 9 Agosto de 1945, matando praticamente civis, cerca de 246000. Na listagem dos Estados Unidos das cidades onde poderiam ser lançadas estas bombas contavam-se Kokura, Hiroshima, Yokohama, Niigata e Kyoto. A eficácia do local onde deveria ter caído a bomba teve um erro de 240 metros, quando foi lançada a uma altura de 9,4km e com alguns ventos cruzados, reparem que o peso da bomba era de 64kg. Vamos imaginar o que seria este local há 71 anos, neste dia 18 de Agosto ou seja 12 dias depois de ter caído a desgraça completa nesta cidade.

Dia 19 – Hiroshima – Nagasaki (421km)

Bom dia, pelas minhas contas são 7h30 e já estamos dentro de comboio a andar a toda a velocidade, tem que ser assim – “deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer”, o mesmo não diz a menina Jula e Carlos Neves que gostam de ficar mais algum tempo com o cú na cama. Vamo-nos lembrar o que seria Nagasaki umas horas antes da bomba ter caído e depois umas horas. Vale a pena o homem fazer estas guerras! Pergunto, já estão fartos de andar de comboio? È que na vossa terrinha senpre tinham a linha de Sintra que é fenomenal mais a do Estoril, transporte dos tesos da linha de Cascais. E as sandes de torresmos, atum e salsichas, sempre as trouxeram! Por hoje é tudo.

Dia 20 – Nagasaki – Fukuoka (152km)

Há imensos locais para visitarmos nesta cidade, apenas vou focar um, pois é imenso e tem uma variedade de outros complexos que todos vamos gostar, o nosso tempo vai-se esgotar com brevidade. Então veremos o castelo de Fukuoka que fica mesmo no centro da cidade. Foi construído do período Edo, estando a cidade deste castelo situada a norte, englobando um porto, neste complexo existe também um estádio de beisebol, etc. Não será altura de irmos todos beber umas cervejas Japonesas e uns Ice tea de moscardos! Também temos de comprar os bilhetes de barco para amanhã partimos para a Coreia. Vamos todos ficar com saudades desta terra e deste povo simpático.

Dia 21 – Fukuoka – Busan (Coreia do Sul) (215km)

Busan é a segunda maior cidade e o principal porto da Coreia. Está localizada na parte sul da península, com mais de 4 milhões de habitantes. Vamos visitar a Torre de Busan, Mercado de pesca Jagalchi, a rua comercial Nampodong, cemitério UN, Museu Municipal Busan e a praia de Haeundae







Dia 22 –Busan – Gyeongju (148km)

Gyeongju, foi a capital da dinastia Silla até o século X. Actualmente a cidade parece um museu a céu aberto, com templos, túmulos, palácios, castelos e jardins espalhados por toda a cidade. Um dos pontos mais importantes é Observatório Astronómico de Cheomseongdae, construído em 647 dC; o Parque Tumuli; o Museu Nacional de Gyeongju; os Templos Bulguksa e Seokguram Grotto, considerados em 1995 como Património Mundial da UNESCO. É chamada de “Museu sem Paredes”, Gyeongju foi designada pela UNESCO, como um dos dez locais do mundo histórico.

Dia 23 – Gyeongju – DMZ -Seoul (545km)

Saída para a Zona Desmilitarizada, poderá ser de autocarro, não prevejo outra forma. Também é agradável viajar neste tipo de transporte. Esta zona fica a 44 km a noroeste de Seoul, onde se encontra o 3º Túnel de Infiltração, descoberto em Outubro de 1978. Aqui encontra-se a plataforma de observação Dora, que está localizada na fronteira ocidental, e a partir daqui podemos ter uma visão do território da Coreia do Norte, como a Aldeia Propaganda; a Escola do povo; e a cidade de Gaeseong, antiga capital do reino Goryeo. Seguimos para o Parque da Liberdade, dedicado aos 5 milhões de pessoas que deixaram as suas casas e famílias na Coreia do Norte. Veremos o Centro de Exposições, onde estão alguns dos antigos tanques e os aviões utilizados durante a Guerra da Coreia. Mais tarde seguiremos para Seoul arranjar barraca para dormir e comer uma das sandochas que todos anseiam, ou seja atum, meninas. A Cândida adora a Sofia fica enjoada, só por ouvir o nome.

Dia 24  – Seoul – Korean Folk Village - Seoul (545km)

Podemos sair logo pela manhã para visitar este local tão importante da Coreia e quando regressarmos a Seoul, começarmos a conhecer esta cidade capital deste país. Vamos sair em direcção a sul até à Korean Folk Village, que é uma mostra dos costumes tradicionais e formas de vida da Coreia, com exemplos de construções dos mais variados estilos de todo o país, lojas de artesanato, etc.

Dia 25 – Seoul (80km)

Apenas um pouco de história desta cidade.
Só em 1945, surgiu o nome da cidade de Seoul Durante a guerra da Coreia, Seoul mudou de mãos entre as forças norte coreanas, com a ajuda dos Russos e Chineses e as forças sul coreanas apoiadas pelos EUA, várias vezes, deixando a cidade fortemente danificada após a guerra. A capital foi temporariamente transferida para Busan. Uma estimativa dos danos afirma que, após a guerra, pelo menos, 191.000 edifícios, 55.000 casas, e 1.000 fábricas ficaram em ruínas. Agora Seoul já foi a cidade anfitriã dos jogos olímpicos em 1988 e uma das sedes do campeonato do mundo de futebol, onde Portugal fez miséria na sua participação.

Dia 26 – Seoul (70km)

Visita a alguns dos principais pontos de Seoul, incluindo o Palácio Deoksu,  Palácio Changdeok, Casa Azul, Templo Jogyesa, Mercado South Gate e a rua comercial de Insadong. Seoul foi fundada em 1392, pela dinastia Joseono, e é uma cidade de grandes contrastes, que a torna numa das cidades mais fascinantes do mundo. Resto do dia para mais uma voltas que achemos necessárias.

Dia 27 – Incheon – Dubai (6776km)

Chegou a hora da partida, assim pelas 7h30, deveremos estar no aeroporto de Incheon para sairmos no voo EK 323, parte às 9h30 e como sabemos não espera por ninguém. Nesta altura já se encontra ansiosa a menina Jula para o seu regresso tão desejado à sua pátria para ver a sua rica filha. Depois de 9h30 de voo chegaremos ao Dubai, onde iremos chegar pelas 4h25, vamos fazer transbordo para o voo EK 191, situado no terminal T3, onde iremos largar ferro pelas 7h25. Menino Carlos, nada de lanternas, rádios, braçadeiras ou afins o menino Cláudio não quer fazer outra viagem com o coração nas mãos por causa de ter enviado na mala de porão umas centenas de euros.  


Dia 28 ‒ Dubai ‒ Lisboa (6133km)

Com isto vamos fazer outra grande tirada de 8h10, dentro deste papagaio gigante, não sabemos quantas pessoas lá vão, mas umas centenas de verdade carrega. A nossa chegada também está prevista para as 12h35. Parece-me que não ficou ninguém pelo caminho, não sabemos por esquecimento ou por vontade de imigrarem para a Coreia do Norte, tudo é possível. Mas verificamos que isto são apenas tagarelas. Comecem já a pensar na próxima viagem, pois o tempo começa a escassear, aqui falo mais por mim, todos vós ainda estão/são muito jovens e cheios de folia.
Até breve

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